A INFLUÊNCIA DAS IGREJAS EVANGÉLICAS EM PORTUGAL DESDE O ESTADO NOVO À ACTUALIDADE

 

 

Diálogos Inter-Religiosos - Protestantismo

 

Programa: 

 

9 de Dez | 19h30

"A influência das Igrejas Evangélicas em Portugal desde o Estado Novo à Actualidade"

por Arqº Samuel Pinheiro 

 

 

HISTÓRIA DA IGREJA CRISTÃ EVANGÉLICA

 

                Os cristãos evangélicos consideram que a sua história começa na eternidade com Deus Pai, Filho e Espírito Santo e, depois do curso do tempo, retoma esta mesma eternidade, porque a esperança futura de “novos céus e nova terra em que habita a justiça” perpassa todo o cristianismo bíblico. A Igreja de Jesus Cristo será reunida a Ele por toda a eternidade porque faz parte de Cristo como Seu corpo, do qual Ele é a cabeça. É no seio da Trindade que no princípio o homem é criado à imagem e semelhança do Criador. O homem e a mulher têm os traços de Deus. Foram criados para viverem na intimidade do Senhor do Universo.

 

Ou somos produto da matéria e da energia segundo o acaso e o acidente, e temos neles a divindade suprema que produziu tudo o que conhecemos e o que não conhecemos no infinitamente grande do universo e no infinitamente pequeno dos elementos do átomo; ou somos criação de um Deus pessoal que a Si mesmo se deu a conhecer na pessoa de Jesus Cristo. Segundo as evidências disponíveis e em fé assumimos de espírito, alma e corpo inteiros a segunda opção e não consideramos sequer a primeira uma alternativa válida. Há muita coisa que ainda não sabemos, existem muitas perguntas em aberto; mas sabemos o suficiente para acreditar em Jesus Cristo e, segundo o Seu ensino, em toda a Bíblia, como Palavra de Deus.

 

                Como cristãos evangélicos consideramos a Bíblia digna de todo o crédito, em cada um dos testamentos, na sua vertente histórica; para lá do facto essencial de ser o nosso fundamento único de fé, de doutrina e de prática. Para nós a Bíblia é inspirada, não ditada, por Deus e inerrante em todo o seu conteúdo. Palavra de Deus nas palavras dos homens. Temos uma posição claramente fundamentalista, embora esta posição não possa nem deva ser de modo algum confundida com qualquer tipo de intolerância e muito menos de terrorismo. Respeitamos todas as confissões religiosas mas consideramos que todas elas são apenas a expressão humana da busca de Deus, enquanto na Bíblia temos a revelação do próprio Deus que em carne e osso se manifestou entre nós e no qual conhecemos Deus de modo pessoal, sendo que através d’Ele recebemos a presença do Espírito Santo em nós tornando-nos templos nos quais Ele habita. Como revelação de Deus a Bíblia também nos dá uma panorâmica e análise da busca do homem por Deus ao longo dos tempos que é, em si, tantas vezes, resultado da negação do verdadeiro e genuíno ser divino. Porque o homem recusa o Deus verdadeiro inventa para si ídolos que mais não são do que a deificação da criação e nela de si mesmo. Na Bíblia Deus não é confundido com a criação nem um ser longínquo, distante e indiferente para com a humanidade que criou. No texto sagrado da Bíblia Deus é pessoal, existente em três pessoas distintas – Pai, Filho e Espírito Santo.

 

                O Criador de todas as coisas não foi apanhado de surpresa com a desobediência do homem. Desde a eternidade o plano de redenção do homem estava determinado e delineado. No Jardim do Éden Deus revelou o proto-evangelho de que da semente da mulher haveria de nascer Aquele que feriria a cabeça da serpente.

 

                A História da salvação contida no Velho Testamento é também a História da Igreja Cristã Evangélica. Deus escolheu em Abraão um povo do qual haveria de nascer o Salvador. No patriarca, segundo o decreto divino, seriam abençoadas todas as nações da Terra. A Igreja de Jesus Cristo é constituída por homens e mulheres de todas as nações, de todos os povos, de todas as línguas. Como hoje se diz ela é multicultural, mas na sua diversidade encontramos a singularidade de ser chamado pelo nome do Altíssimo, o nome que é sobre todo o nome.

 

                Desde a Mesopotâmia, passando pelo Egipto, e atravessando os grandes impérios Babilónico, Persa, Medo-Persa, Grego e Romano, chegamos à Palestina de há dois mil anos atrás, quando os anjos anunciaram o nascimento de Jesus Cristo. Ele é o fundador e o edificador da Igreja. É sobre a pedra que é Ele mesmo que a Sua Igreja, que é o Seu corpo, está sendo construída. Segundo o Seu decreto, as portas do Inferno não prevalecerão contra ela. Jesus Cristo é o cerne da Bíblia e o foco da História. Para Ele toda a História aponta e n’Ele se concentra toda a expectativa histórica da Bíblia.

 

Jesus Cristo é Deus entre nós. Deus invadiu a História e habitou neste planeta como criatura. O Criador assumiu a forma da criação e viveu entre ela sentindo todo o peso da sua queda e dando a conhecer todo o seu esplendor em obediência e dependência do Pai, na unção e no poder do Espírito Santo. Este é um mistério singular. Esta é a substância do evangelho. O próprio Deus que na Sua essência estabelece o bem e o mal, o certo e o errado, a verdade e a mentira, a vida e a morte, a santidade e o pecado; que determinou as consequêncais da queda; veio como homem, vivendo como humano, obedecendo em tudo até à morte e morte de cruz à vontade do Pai e aí satisfez a justiça de Deus para que o homem fosse perdoado. Na cruz se beijaram o amor e a justiça de forma absoluta. Todo o amor de Deus e toda a justiça de Deus estão reunidas e expressas na cruz de Jesus Cristo.

 

                Jesus Cristo, o Verbo, o Logos, o Filho de Deus encarnou, viveu entre os homens, morreu, ressuscitou, ascendeu aos céus e prometeu que voltaria uma segunda vez para encerrar definitivamente esta era e dar início a “novos céus e nova terra em que habitará a justiça para sempre”. A missão da Sua Igreja disseminada e infiltrada em todo o mundo, é tornar conhecido este plano, anunciar as boas novas do evangelho “que é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê”, admoestar os homens a reconciliarem-se com Deus e a viver em obediência aos mandamentos que o Seu edificador lhe determinou. A exigência de vida é a perfeição de mãos dadas com a graça que é o favor de Deus que nos aceita tal e qual nós somos, para que por Jesus Cristo nos tornemos como Ele é em nosso carácter.

 

                A Igreja de Jesus Cristo é católica e apostólica, mas não é romana, bizantina, greja, ocidental, oriental, americana ou africana. Na diversidade própria de cada cultura há uma unidade na Palavra e no Espírito.

 

                A Igreja de Jesus surgiu no meio de uma profunda oposição e perseguição, sem nenhuma conotação com o poder religioso e político. A Igreja cresceu e estendeu-se segundo o mandamento da Grande Comissão entregue pelo Salvador. O poder do Espírito Santo vence toda e qualquer oposição e uma a uma vão caindo todas as barreiras e obstáculos ao progresso do Evangelho. Levantam-se dificuldades internas que procuram minar a pureza da doutrina principalmente no que diz respeito à natureza triúna de Deus e da identidade divina de Jesus Cristo. Segundo a supervisão do Espírito Santo a verdade por Ele revelada na Bíblia prevalece contra todos os ataques.

 

                A constantinização da Igreja tornando-a refém do poder político e mais tarde procurando controlar o poder político e viver na dependência das suas benesses económicas, acaba por subverter a sua essência. Em vez das marcas da humildade e do serviço, passamos a encontrar a sobranceria, a opulência, a corrupção, a sede do poder, a prepotência e a violência. Em vez de uma genuína e autêntica conversão do coração a Jesus, o cristianismo torna-se nominal, cultural, mera referência sociológica. Em vez do novo nascimento em que pelo poder do Espírito se é transformado numa nova criação, em filho de Deus, passamos a ter uma adesão a uma organização de onde se pode obter vantagens económico-sociais, ou onde se escapa ao ostracismo senão mesmo a discriminação social.

 

                A Idade Média é marcada pelo obscurantismo em que a própria Palavra de Deus é vedada à leitura do povo e até dos líderes, em que o culto se transforma em ritos mecânicos dos quais a população é mero assistente porque nem sequer entende a língua em que é realizado. Introduzem-se doutrinas humanas que não têm fundamento nas Escrituras. Promove-se o sincretismo com as religiosidades e espiritualidades populares pagãs.

 

                Em todo o tempo há um remanescente que não se deixa aprisionar pelas heresias e pelos desvios da são doutrina bíblica. Vários são os percursores de uma reforma que se tornava urgente como foi o caso de John Wycliff (c. 1324-1384), de João Huss (1369-1415) e de Jerónimo Savonarola (1452-1498). Muitos deles foram silenciados pela força e enfrentaram a morte, até que Deus usa Martinho Lutero para que algumas das verdades evangélicas essenciais sejam afirmadas publicamente e produzam uma verdadeira revolução social, cultural, política e, acima de tudo e em primeiro lugar, espiritual. Só a Escritura, só a Graça, só a Fé – eis o lema da Reforma protestante ao qual se pode juntar ainda a convicção de uma Igreja sempre em reforma, ou seja, sempre na procura da verdade bíblica. Esta última tendência virá a originar novas reformas dentro da própria reforma, como é o caso da reforma radical que vem a pugnar pela separação da Igreja do Estado; pela conversão genuína identificada pelo baptismo por imersão em idade adulta para a pertença e integração na Igreja de Jesus, sem qualquer forma de coacção ou de nominalismo produzido pelo baptismo infantil; pelo pacifismo e recusa de quaisquer formas de guerras político-religiosas. Esta reforma acaba por experimentar uma forte oposição dos grupos reformados que ainda mantiveram vínculos com doutrinas e práticas existentes no catolicismo romano particularmente no que diz respeito à relação de dependência do Estado.

 

                Recorremos a uma excelente obra sobre a História da Teologia Cristã publicada pela Editora Vida, da autoria de Roger Olson:

 

“O conjunto total dos reformadores protestantes e de seus seguidores no século XVI pode ser dividido em duas categorias principais: a Reforma magisterial e a Reforma radical. Radical significa, simplesmente, ‘voltar às raízes’ e é lógico que todos os protestantes pretendiam recuperar o verdadeiro evangelho do NT, livrando-o das partes da tradição medieval que achassem que o restringiam e suprimiam. Entretanto, o grupo divergente, de reformadores protestante, mais radical do que os demais, foi classificado ‘Reforma radical’ ou simplesmente ‘protestantes radicais’ por causa de suas características comuns’. (…) A Reforma radical inclui todos os protestantes da Europa no século XVI que acreditavam na separação entre a igreja e o estado, renunciavam à coerção nas questões da crença religiosa, rejeitavam o baptismo infantil em favor do baptismo dos crentes (também chamado baptismo no Espírito) e enfatizavam a experiência da regeneração (‘nascer de novo’) pelo Espírito de Deus mais do que a justificação forense. Eles evitavam magistrados cristãos e, em geral, procuravam viver o mais longe possível da sociedade. Alguns fundaram comunidades cristãs. A maioria adoptou o pacifismo cristão e um modo de vida singelo. Alguns rejeitavam o treinamento teológico formal e os clérigos profissionais. Todos enfatizavam o viver cristão prático mais do que os credos e as confissões de fé doutrinária.” (OLSON, Roger. História da Teologia Cristã, Editora Vida, pp. 425, 426)

 

A designação “protestante” surgiu em 1529, após a segunda dieta de Espira, onde os príncipes luteranos do Sacro Império haviam demonstrado o seu “protesto” contra as decisões imperiais que pretendiam restringir a liberdade religiosa do movimento reformista. Por sua vez o termo evangélico nasce entre os protestantes na formação da Liga Evangélica de Esmalcada – criada para defender os interesses dos principados protestantes contra o movimento católico contra-reformista liderado por Carlos V. Esta terminologia é menos agressiva do ponto de vista sociológico que entre nós sempre viu o protestantismo de soslaio, no entanto verifica-se um grande oportunismo por parte de determinados grupos que se servem dele e da sua abrangência de diversidade sem respeitarem os seus traços essenciais bíblicos trazidos de volta pela reforma e pelos movimentos de renovação que os desenvolveram e aprofundaram.

 

Os grandes lemas da Reforma que de forma brilhante sintetizam uma parte essencial do cristianismo bíblico, do evangelho de Jesus Cristo, são: Sola Gratia, Sola Fides e Sola Scriptura (somente a graça, somente a fé, somente a Escritura), que condensam três princípios segundo o qual a reconciliação e a relação do homem com Deus só podem ser alcançados por meio do favor divino e nunca por nunca ser através das obras, pela fé na obra expiatória realizada por Jesus Cristo segundo as Escrituras, única regra de fé e prática. Um dos textos bíblicos que traduz esta essência de forma contundente foi escrito pelo apóstolo Paulo aos Efésios: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.” (Efésios 2:8,9). No entanto a doutrina bíblica não desvaloriza o lugar das atitudes e das acções como resultado da salvação. É o mesmo apóstolo que de seguida escreve: “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.” (Efésios 2:10). Daí que as Igrejas evangélicas tenham como prioridade a proclamação do evangelho da salvação pela graça mediante a fé segundo a Escritura, e como consequência o ensino que visa o desenvolvimento da fé numa prática consentânea, bem como a implantação de uma acção social abrangente.

 

                Desta forma uma das características essenciais do movimento reformado protestante e evangélico é a Bíblia traduzida para as línguas vernáculas de tal forma que o povo a possa ler, analisar, reflectir, interpretar e viver de acordo com a iluminação do Espírito, procurando sempre a interpretação dentro do próprio contexto bíblico, ou seja, a Bíblia a interpretar-se a si própria. O livre exame e uma interpretação no seu contexto bíblico considerando ainda o enquadramento histórico-cultural, sem deixar que este comprometa o primeiro, sempre foi uma marca distintiva da Igreja cristã. Desde o dia de Pentecostes o impulso do Espírito foi no sentido de que as maravilhas de Deus fossem veiculadas em todas as línguas, para todos os povos em todas as geografias num genuíno movimento intercultural e multicultural. A invenção da imprensa por Gutemberg em 1456, acaba por ser, na providência divina e não por mera casualidade histórica, um instrumento decisivo na disseminação do texto sagrado. Hoje em dia a Bíblia está amplamente disponível através dos meios mais modernos de comunicação, como é o digital.

 

                O movimento espiritual saído da Reforma acaba por desenvolver-se segundo grandes linhas de força das quais se destaca a separação da Igreja do Estado, a filiação cristã ligada à experiência cristã assumida em consciência e assumida publicamente no baptismo por imersão em idade adulta em vez de uma confissão meramente nominal e cultural, uma atitude mais assumida da propagação do evangelho tanto interna como externa através de agências missionárias, um governo eclesial cada vez mais centrado na comunidade local, a santidade de vida nos valores éticos e nos costumes em intimidade com Deus, o serviço dos mais desfavorecidos, o despojamento da imagem exterior de opulência nos templos e paramentos, uma liturgia cada vez menos formal e rígida para uma celebração espontânea, uma fé não apenas racional mas também emocional e afectiva. Assim na Inglaterra da Igreja Anglicana existem desdobramentos para os puritanos, congregacionais, quacres, metodistas, anabaptistas e baptistas. Na Alemanha do luteranismo para o pietismo, morávios e irmãos. Nos Estados Unidos os pentecostais. Entre um calvinismo predeterminista radical e um arminianismo do livre-arbítrio e da liberdade humana. Claro que estes esquemas não traduzem a riqueza das dinâmicas muito mais intrincadas, sempre em busca de uma identidade cada vez mais próxima da Igreja do primeiro século também designada de primitiva, ou seja a Igreja apostólica que Jesus funda, emana do dia de Pentecostes e continua a ser edificada segundo a Bíblia.

 

                O mover do Espírito Santo continua a produzir os seus resultados na Igreja de Jesus de modo a arrebatá-la do conformismo, da estagnação, da mornidão espiritual, da subserviência e dependência do poder do Estado político-social, e numa busca intensa da santidade e da proclamação do Evangelho como poder de Deus para salvação e transformação de todo o que crê. É assim que surgem despertamentos espirituais durante os séculos dezoito, dezanove e vinte que estão na origem das principais denominações protestantes e evangélicos e que são uma acção do Espírito contrária à tendência da fossilização da espiritualidade cristã nominal. É nesta dinâmica que surgem pessoas como John Wesley (1703-1791), Jonathan Edwards (1703-1758), George Whitefield (1714-1770), Charles Spurgeon (1834-1892), Dwight Moody (1837-1899), Charles Finney (1792-1875), William Seymour (1870-1922).

 

                Se a Igreja de Jesus Cristo está a par do seu tempo pode-se também que algumas vezes o antecipa. Se a sociedade coloca desafios à Igreja, a Igreja não tem deixado de interpelar o seu tempo com os desafios sempre presentes da pessoa de Jesus Cristo e do Seu evangelho. É isto que vemos na modernidade e na pós-modernidade mais próximos de nós com a Reforma protestante e com o avivamento pentecostal. Os perigos continuam a espreitar a Igreja na sua identificação com Jesus Cristo e a Igreja do primeiro século. O desafio continua a ser permanente de respeitar a Bíblia como Palavra de Deus. O liberalismo teológico que pretende desmistificar a Bíblia considerando mito tudo o que se prende com a manifestação do sobrenatural, contrariado pelo fundamentalismo que defende a inerrância bíblica, o essencial do relato bíblico da criação e nela da criação especial do homem à imagem e semelhança de Deus, da queda do homem pela desobediência e rebeldia, do pecado original que corrompeu a natureza humana, do nascimento virginal de Jesus Cristo, da Sua morte substitutiva e expiatória sem a qual não é possível ser salvo, a ressurreição corpórea, a ascenção física e visível aos céus, a realidade dos milagres na soberania divina e na fé do crente, a segunda vinda de Cristo, no juízo final, no céu e no inferno. Estes dois grupos estão organicamente identificados no Conselho Mundial das Igrejas ecuménico e na Aliança Evangélica Mundial e no diálogo inter-religioso.

 

PINHEIRO, Samuel; Uma Família de Famílias – 40 anos de história; Assembleia de Deus Pentecostal em Benfica; 19 de outubro de 2008; pp. 9-17

 

 

 

A INFLUÊNCIA DO EVANGELHO EM PORTUGAL
A presença sociocultural de protestantes e evangélicos

 

                Está por realizar um estudo rigoroso e com algum detalhe sobre o papel do protestantismo e do evangelicalismo em Portugal. O estatuto minoritário, uma lei da liberdade religiosa ainda refém da discriminação porque incompreensivelmente e de forma inadmissível, mantém de fora a confissão maioritária que é regida por um acordo com o Estado do Vaticano, é responsável e explica essa ausência, desinteresse e até oposição cultural por parte da intelectualidade do país.

                Mas queremos vincar que mais importante do que a influência da confissão protestante e evangélica, é a influência da Bíblia, do Evangelho de Jesus Cristo como Deus entre nós, do conhecimento do Pai através d'Ele, e da acção do Espírito Santo, que nos empolga e atrai.

                O obscurantismo, a ignorância do texto bíblico, das bases doutrinárias do ensino de Jesus Cristo, dos princípios e dos valores que são inerentes ao evangelho, marca a cultura portuguesa. A Reforma que influenciou decididamente o norte da Europa, passou ao lado de Portugal. Existem ainda regiões deste Portugal que se encontram reféns da ignorância acerca do que a Palavra de Deus nos diz e como ela é tão distinta da religiosidade popular e do nominalismo cristão. O caldo cultural que foi sendo permissivamente desenvolvido de acomodação à religiosidade popular, ao paganismo, às correntes filosóficas dominantes está na origem do facto, segundo a nossa opinião visando o domínio político, económico e cultural. Mas as raízes são essencialmente espirituais.

                Servem-nos aqui de referência emblemática o papel de João Ferreira de Almeida (1628-1691) e da tradução que empreendeu da Bíblia em português e a acção missionária de Robert Reid Kalley (1809-1888) na Madeira, e a perseguição religiosa feroz que provocou obrigando à diáspora de centenas de madeirenses.

                A influência espiritual e cultural do trabalho empreendido por João Ferreira de Almeida na linha do que acontecia em muitos países da Europa em virtude da Reforma, não cabe no que uma investigação sociológica e estatística podem conter. O Pr. Manuel Pedro Cardoso, no livro "Deus, o Homem e a Bíblia" editado pela Sociedade Bíblica de Portugal, escreve tendo como título "Um Emigrante Bem Sucedido":

                "Emigrou, criança ainda, para a zona onde hoje existe a Indonésia e ali, em 1642, fez a sua adesão à Igreja Reformada (o mesmo que Presbiteriana) Holandesa, tendo apenas 14 anos de idade. Parece idade insuficiente para decisão tão importante como a de abjurar da confissão católico-romana em que fora educado, mas não esqueçamos que nesses tempos difíceis chegava-se mais cedo à maturidade. Convertido, tornou-se um crente convicto, estudou teologia e, depois de passar pelas várias fases do serviço na Igreja, foi ordenado ao ministério pastoral."

                E mais adiante sobre a tradução da Bíblia pela primeira vez colocada à disposição do povo na sua língua refere: "Em princípio, esta tradução, pedida pela sua Igreja, não se destinava aos portugueses que habitavam em solo pátrio, mas aos naturais daquelas áreas que usavam a nossa língua como veículo de comunicação entre eles. Mas em 1809, a Sociedade Bíblica de Londres começou a editar a Bíblia de João Ferreira de Almeida tendo em vista o povo português e brasileiro. À medida que o protestantismo veio a introduzir-se nestes países e nas então colónias esta versão foi de extrema utilidade. Porque, embora depois de Almeida tenha surgido, nos tempos do Marquês de Pombal, a versão do Padre Pereira de Figueiredo, era a "versão protestante" a que mais se adequava à evangelização do povo. Porque enquanto Pereira de Figueiredo, que traduzira a sua Bíblia a partir da Vulgata, usava um português de literato, o Pastor preferira a língua do povo, o português corrente desses dias, o que tornava a sua versão, naturalmente, muito mais acessível. E além disso era mais fiel, porque o Pastor vertera do hebraico e do grego, as línguas originais." (pp. 37-39)

                É extraordinário como Deus contorna as fronteiras fechadas de um país às mãos da ignorância e do obscurantismo espiritual, e usa emigrantes e imigrantes, para introduzir nesta nação que Ele também muito ama, a revelação do Seu amor, da Sua graça e misericórdia, da fé em Jesus Cristo - único Senhor e Salvador, sem quaisquer outras mediações e rejeitando qualquer apelo ao comércio religioso. É extraordinário também como Deus age no tempo, séculos antes, preparando os corações e as mentes para o que virá depois e o que estamos vendo e havemos de ver ainda. Quando hoje temos programas evangélicos na televisão e na rádio, temos a página impressa e a internet como canais da mensagem de Jesus Cristo, temos que ter presente que isso é um desdobramento de um plano divino que na Sua provisão tudo nos foi proporcionando. Fico também a pensar que no frenesim e na pressa dos dias que vivemos, devemos continuar a confiar no Deus que se move no tempo como quer. Pode até ser que a lentidão seja da nossa responsabilidade, mas o nosso Deus não desistiu e não desiste desta terra, desta língua e desta gente que amamos.

                Sobre o Apóstolo da Madeira, citamos o livro precisamente com este título da autoria de Michael P. Testa, no prefácio à edição portuguesa de 2005:

                "Robert Reid Kalley, um cirurgião de Glasgow, foi o primeiro médico missionário da Sociedade Missionária de Londres. O seu destino era a China e o seu propósito era assegurar a continuidade da obra missionária que um distinto compatriota, Robert Morrison (1782-1843), tinha interrompido devido à sua morte. Durante os preparativos para a longa viagem à China, a doença súbita da Senhora Kalley tornou aconselhável deixar o inverno rigoroso da Escócia e procurar um mais rápido restabelecimento no clima moderado da portuguesa Ilha da Madeira. Chegaram ao Funchal a 12 de Outubro de 1838, onde deviam permanecer oito anos."

                "Ali, no meio de um povo ilhéu extremamente fanático, o Dr. Kalley fundou uma cadeia de escolas primárias e um pequeno hospital e empreendeu o único movimento de evangelização em massa de toda a história do Protestantismo em Portugal. As dimensões e a eficiência do seu trabalho missionário na Madeira podem ser avaliadas pelas perseguições de 1844 e 1846. Fugidos às violências de 1846, mais de dois mil "hereges calvinistas" deixaram a sua ilha natal, estabelecendo-se principalmente nas Antilhas e Illinois." (p.7)

                Deus derruba fronteiras e quaisquer muralhas e cortinas. O que parece uma derrota ou um revês é, no propósito divino, revertido para multiplicação em outras paragens, à semelhança do que aconteceu com a Igreja do primeiro século apresentada no livro de Actos do Novo Testamento.

                O que aqui se verifica é transversal à história da implantação do protestantismo e do evangelicalismo em Portugal, ou seja, existe uma integração entre a dimensão do espírito na comunicação do evangelho da reconciliação do homem com Deus pela graça, mediante a fé, em Jesus Cristo, e a acção social, cultural, económica, dos cuidados de saúde, da educação, do apoio à infância e à idade de ouro, da introdução em Portugal e da utilização de novas tecnologias, etc.

                A este propósito referimos ainda Diogo Cassels (1844-1923), fundador da Igreja Metodista em Portugal, bem com da Escola de Torne (Gaia), que dirigiu durante cinquenta anos, como exemplo emblemático da luta do protestantismo contra o analfabetismo. No livro de Fernando Peixoto sobre esta insigne figura do protestantismo em Portugal, refere que numa notícia "d'A Reforma, de 14 de Janeiro de 1887, lê-se que a Escola do Torne fora inaugurada em 1872. De facto, foi neste ano que ela passou a contar com instalações próprias, uma vez que até aí funcionara na própria capela, com a precariedade e as limitações que uma tal situação implicava." (p. 29) E mais adiante (p. 33), cita o próprio fundador: "Como Igreja viva, compete-nos derramar a instrução por meio das Escolas, e pregar o Evangelho por meio da imprensa, pela palavra falada e por meio de missões, conforme o mandamento do Senhor: - Ide e ensinai o Evangelho a toda a criatura" (cit. in Cabral, 1978: 31) Nesta escola o meu avô, Pr. Armando Jaime Augusto Pinheiro (1911-1977), terá estudado e tido um primeiro contacto com o evangelho.

                Sempre foi assim e sempre assim será até que a Igreja seja arrebatada: cada igreja local, cada comunidade por pequena e insignificante que seja aos olhos dos homens e dos meios de comunicação, é um canal de bênção, de assistência, de desenvolvimento, de entreajuda, de missionação, etc. As Assembleias de Deus em Portugal, surgem na primeira década do século vinte (1913 - Tondela, 1924 - Portimão), precisamente com esta matriz bíblica e desde cedo desenvolvem um trabalho social espelhado do Lar de Almeirim e no Lar de Betânia, mais tarde ainda no aparecimento do Desafio Jovem e, hoje em dia, em inúmeras outras instituições de apoio multifacetado.

                Actualmente esta dinâmica continua a verificar-se em cada igreja local e em múltiplas instituições criadas no enquadramento jurídico do país e que estão voltadas para a tradução prática social e cultural, assistencial e económica, dos portugueses, de outras nações e dos imigrantes que estão entre nós. Porque não queremos esquecer nenhum e porque não é possível enumerá-los a todos neste espaço, apenas referimos que eles aí estão mais ou menos conhecidos e nomeados, a desenvolver um trabalho que Deus conhece, abençoa e galardoa. A Ele seja toda a glória!

 

SRP

 

Identidade das igrejas protestantes e evangélicas

Só a Escritura – Só a Fé – Só a Graça – Só Jesus – Igreja reformada sempre em reforma

 

O início dos movimentos protestantes e evangélicos em Portugal antes do século XX

"A primeira igreja evangélica em solo português foi a Igreja Reformada Alemã, fundada em Lisboa em 1641. Seguiram-se a Igreja Luterana Alemã, substituída pela Igreja Reformada Alemã em 1761, e a Igreja Anglicana de língua inglesa em 1871. Denominacionalmente, temos a Igreja Episcopal Lusitana em 1868, a Presbiteriana em 1870, a Metodista em 1871, os Irmãos em 1877 e a Congregacional em 1880. A primeira igreja Baptista só viria a ser organizada em 1888.", de acordo com a cronologia que apresentada por Herlânder Felizardo, no livro História dos Baptistas em Portugal.

OS “IRMÃOS” EM PORTUGAL

Ao contrário de outros grupos de cristãos, as assembleias dos "irmãos" não surgiram na sequência de qualquer decisão de organizações paraclesiais. Em 1854, um engenheiro químico inglês, Thomas Chegwin, chegou às minas de cobre no Palhal (Albergaria-a-Velha) e ali deu início a aulas para os mineiros e respectivas famílias, distribuindo as Escrituras às pessoas em geral. O seu trabalho e a perspectiva seguiam as práticas metodistas. Contudo, na sequência desse trabalho foi aberto um trabalho no lugar de Palhal, desde o fim do século XIX da responsabilidade de cristãos, do Movimento de "Irmãos" - e que ainda hoje existe.

Simultaneamente, em 1872, Richard e Cathriyn Holden chegaram do Brasil, onde tinham representado a Igreja Episcopal da Escócia e tinham desfrutado da comunhão com o Dr. Robert Kalley no Rio de Janeiro. Este Dr. Kalley, da Igreja Presbiteriana e médico cirurgião de Glasgow, tinha passado desde 1838 a 1845 pela ilha da Madeira, tendo ali muitas pessoas conhecido ao Senhor Jesus Cristo. Este médico transcrevia no final das suas receitas um versículo bíblico, levando a que muitas pessoas pudessem ler, pela primeira vez, textos da Bíblia Sagrada. Contudo, em 1846 estalou uma violenta perseguição religiosa e os seus bens pessoais, o pequeno hospital e as escolas que tinham fundado foram alvo de pilhagem e destruição. O casal, em conjunto com cerca de 2000 pessoas, saíram da Madeira e instalaram-se em diversas partes do mundo, primeiramente nos EUA e depois no Brasil, onde conviveram com os referidos Richard e Cathrin Holden.

Richard Holden tinha também passado algum tempo a viajar na Inglaterra com J.N.Darby, o qual foi um dos pioneiros do trabalho dos "irmãos" (em Plymouth). Os Holden uniram-se aos Irmãos e, tendo-se estabelecido na zona de Lisboa, pelo seu testemunho foi edificado em 1877 o primeiro templo de uma igreja "dos irmãos", em Lisboa - o das Amoreiras. Nos anos seguintes, alguns missionários ingleses continuaram o trabalho, não só em Lisboa, mas também nas áreas limítrofes de Coimbra e Aveiro. Stwart McNair e George Owrens foram as pessoas que mais contribuíram para esse arranque inicial.

Charles e Mart Swan, missionários em Angola, chegaram a Portugal em 1904, e com a ajuda de Robert MacGregor estabeleceram uma outra assembleia dos Irmãos no Bairro Alto de Lisboa: Santa Catarina. Sucedendo ao casal, Guido Waldemar de Oliveira esteve nessa congregação local e trabalhando na Obra do Senhor na zona de Lisboa, desde 1934 a 1967, tendo igualmente servido toda a comunidade evangélica portuguesa como presidente da Aliança Evangélica Portuguesa.

No princípio da segunda metade do século XX, muitos outros missionários pioneiros desempenharam papel de relevo para que o Evangelho chegasse ao conhecimento de muitas povoações do nosso país, do Norte ao Sul. Assim, Ronald Molton, Arthur Ingleby, John Opie, Nascimento de Jesus Freire (Lisboa, Açores e Moçambique), Eric Barker e Arnold Doolan (zona do Porto), Frank Smith (zona de Coimbra), Viriato Dias Sobral (de Espinho a Estarreja) e José Fontoura (zona da Beira-Vouga) .Cumpre ainda referenciar o trabalho evangelístico e doutrinal do Irmão Manuel Ribeiro (zona da Bairrada) e Carlos Alves (zona de Porto e Gaia).

O primeiro pioneiro português de trabalho mais diversificado em termos geográficos e polifacetado na sua natureza foi José Ilídio Freire. Este servo de Deus dedicou a sua vida completamente ao ministério em 1920, empenhando-se activamente na evangelização itinerante, na distribuição de literatura e no evangelismo entre os reclusos de delito comum. Muitas igrejas locais foram fundadas através da sua influência. Em 1933, já se contavam 36 congregações fieis aos princípios neo-testamentários, conhecidas por "irmãos" com aproximadamente 450 membros. Ao longo dos anos, as assembleias (os seus membros) têm sido instrumentos de propagação de literatura cristã, através de diversos jornais, revistas e publicações, por intermédio da Livraria Esperança inaugurada no Porto em 1963, ministério de acampamentos, rádio e mais recentemente televisão.

 

COMO SE CONGREGAM OS "IRMÃOS" NA ACTUALIDADE

O Senhor Jesus Cristo é a Cabeça do Corpo, a Igreja, que é apresentada como a plenitude do Senhor. Esta é, na verdade, a elevada posição da Igreja perante o Senhor, sendo a Sua vontade que nós testifiquemos desta grande verdade. Por isso, os filhos de Deus não podem aceitar, à luz do ensino das Escrituras, qualquer guia humano ou entidade criada pelos homens que dite regras de organização religiosa, pois tal consubstanciaria numa substituição da Cabeça do Corpo de Cristo por uma "cabeça temporal" da Igreja. Como escreveu William McDonald ("Cristo Amou a Igreja"), a autoridade de Cristo só é verdadeiramente reconhecida quando os crentes O deixam dominar em todas as actividades, nas resoluções e na prática.

Em Portugal, os crentes estão cientes desta grande verdade, mas infelizmente muitas vezes não compreendem como pode o Senhor guiar a Sua Igreja na terra e, por isso, alguns sem quererem esperar que se manifeste a vontade de Deus, julgam mais prático resolver as coisas segundo os seus próprios planos, procurando lugares de destaque (como Diótrefes, III João 9,10), criando, agrupando-se e submetendo-se a princípios denominacionais, passando a ter outras "cabeças" além da Cabeça espiritual da Igreja, Cristo. Os chamados "Irmãos em Portugal", ao contrário do que sucede com os crentes "denominacionais" e "interdenominacionais", não aceitam, à luz do Novo Testamento, nenhuma organização dominante, como um sínodo, presbitério, concílio, convenção ou associação para exercer autoridade sobre uma igreja ou grupo de igrejas. Cada igreja é directamente responsável perante Cristo, Cabeça da Igreja, e não podemos aceitar nem praticar seja o que for que negue aquele facto.

 

A COMUNHÃO DE IGREJAS DE IRMÃOS

Existe em Portugal uma organização secular, constituída como Associação sem fins lucrativos, denominada "Comunhão de Igrejas de Irmãos em Portugal" (CIIP). Esta CIIP foi constituída para promover a comunhão entre os crentes (não propriamente entre Igrejas enquanto congregações autónomas). A CIIP embora tenha contribuído para a realização de reuniões entre os anciãos e obreiros "representantes" de cada assembleia local, assim como para a comunhão entre os seus membros, a maioria das actividades cuja realização chamou a si, já existiam antes da constituição da CIIP.

Assim, já existiam, há dezenas de anos, reuniões quadrimestrais de anciãos e obreiros, para comunhão, partilha de testemunho e ministério. As mesmas continuaram a realizar-se, ainda que sob a "capa" da CIIP, mas não excluindo a intervenção de irmãos de Igrejas que não estejam associadas à mesma. Por outro lado, antes da CIIP existia igualmente um "Fundo Missionário", que recebia e distribuía ofertas aos obreiros dedicados a tempo integral na Obra do Senhor. O funcionamento e as regras do "Fundo" mantiveram-se, ainda que integradas no criado "Departamento Missionário da CIIP". Aliás, as pessoas que o continuaram a administrar foram as mesmas. Não houve, assim, a criação de outro fundo ou a alteração das regras, mas unicamente a inserção da sua prática numa contabilidade legal, com isenção fiscal perante o Estado Português.

Ainda a título de exemplo, antes da constituição da CIIP existia igualmente a revista "Refrigério", que era e continua a ser distribuída a todas as assembleias de irmãos (tenham ou não se associado à CIIP). A partir da constituição da CIIP, o "Refrigério" passou a ficar integrado no Departamento de Comunicações da CIIP, com depósito legal associado ao registo no Ministério da Justiça, mas mantendo o mesmo corpo editorial.

Ou seja, apesar da existência legal desta organização, as Igrejas em Portugal recusaram a sua integração num órgão de cúpula, de superintendência ou com influência na organização, funcionamento da assembleia ou do seu corpo de doutrina. As Igrejas procuraram e continuam a procurar seguir o padrão bíblico de autonomia e independência da assembleia local, embora respeitando e sujeitando-se às regras legais estabelecidas pelas autoridades soberanamente estabelecidas, no âmbito das quais surgiu a referida "CIIP".

Isto, porque é a Igreja e não qualquer organização que é chamada na Bíblia como o rebanho (João 10:16), a lavoura de Deus (1Co. 3:9), o edifício de Deus (1Co. 3:9), o templo de Deus (1Co. 3:16), o corpo de Cristo (Ef. 1:22, 23), a morada de Deus (Ef. 2:22), a noiva de Cristo (Ef. 5:25-27; 2Co. 11:2), a casa de Deus (1Tm 3:15) e a coluna e firmeza da verdade (1Tm 3:5). Apesar da fraqueza da carne, a Igreja e, consequentemente, as assembleias reunidas localmente devem permanecer um baluarte ou reduto de defesa do que foi estabelecido pelo Senhor para proclamar, sustentar e defender a Verdade, não se desviando para aquilo que os padrões humanos possam apontar, mas influenciando o mundo ao redor, tendo por fundamento a afirmação do Senhor Jesus em Mateus 16:18.

Naturalmente que não podemos afirmar que todas as assembleias locais de "Irmãos" em Portugal não manifestem graves falhas na forma como estão organizadas e como funcionam, porém os princípios segundo os quais cada assembleia local é independente e sem denominação são um laço que une fortemente todos os irmãos.

Isto significa que cada igreja local tem o governo próprio (de anciãos e diáconos), respondendo cada uma de per se perante o Senhor. Tal, contudo, não obsta, antes tem sido prática que a união das assembleias se fortifique através de uma relação espiritual, baseada na posse de uma salvação comum (Judas 3), o reconhecimento de um só Senhor (Ef. 4:5) e a adopção dos princípios de doutrina e organização tal como o da Igreja do I século.

O Senhor não quer o Seu corpo dividido (1 Co. 12:25). Razão por que, as assembleias locais em Portugal continuam a rejeitar qualquer agregação denominacional, por tal criar dissensão e divisão, claramente reprováveis pelo Senhor (Mt 9:16; 27:51; Jo. 7:43; 9:16 e 10:19)

 

Joel Timóteo Ramos Pereira

C. I. I. P.

 

JOÃO FERREIRA DE ALMEIDA – o reformador português – primeiro tradutor da Bíblia para o português

 

1804 – Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira

1809 – Novo Testamento em Portugal

1814 – Bíblia em português para o Brasil

1972 – Início da tradução interconfessional em linguagem contemporânea – A Boa Nova

1978 – Novo Testamento A Boa Nova

1985 – Novo Testamento A Boa Nova Para Gente Nova a pedido da Mocidade para Cristo

1993 – Bíblia A Boa Nova

1981, 1991 – O Livro – tradução João Aníbal Coelho Pinheiro

2004 – A Bíblia Manuscrita

2004 – Campeonato Europeu de Futebol – Novo Testamento “+ Além”

2009 – Bíblia para Todos

 

1628 – Nasce em Torre de Tavares, Portugal. Era filho de pais católicos.

1642 – Na infância muda-se para a Holanda. Aos 14 anos converte-se à fé protestante ao ler um panfleto em espanhol que impacta o seu coração.

1644 – Aos 16 anos inicia a tradução da Bíblia do espanhol para o português. Copiando à mão, fez cópias dos Evangelhos e do Livro de Actos, já traduzidos para o português, para as comunidades de portugueses.

1645 – A tradução do Novo Testamento é concluída. Os manuscritos desta tradução quando estavam indo para serem impressos estranhamente “extraviam-se”.

1645 – Dedica-se a aprender grego e hebraico para fazer uma nova tradução ainda melhor, desta vez directo dos textos originais.

1648 – Começa a actuar como capelão visitante de doentes.

1649 – É ordenado presbítero. Passa a administrar a verba de um fundo social que prestava assistência aos pobres.

1650 – Traduz para o português e, mais tarde para o holandês, o panfleto evangelístico de sua conversão: “Diferencias de la Cristandad”

1651 – Muda-se para Djacarta, na Batávia (colónia holandesa na Ásia, actual Indonésia) onde continua com o ministério de visitar doentes e enfermos.

1651 – É indicado para o ministério pastoral. Começa a realizar estudos e os testes.

1656 – É ordenado pastor das igrejas portuguesas nas Índias Orientais Holandesas (Indonésia) no dia 22 de Agosto.

1656 – No dia 18 de Setembro, é enviado para a obra missionária na colónia portuguesa do Ceilão (actual Sri Lanka).

1657 – Casa-se com Lucrécia de Lamos, com quem teve 2 filhos (um menino e uma menina).

1658 – Muda-se para a capital do Ceilão, e adopta uma postura anti-católica, atacando heresias da Igreja Romana.

1661 – Muda-se para o sul da Índia. É perseguido, a Inquisição manda queimar publicamente um retrato de João Ferreira de Almeida.

1662 – Volta para a Batávia.

1670 – Com sua saúde abalada, passa a dedicar menos tempo à actividade pastoral e mais tempo à tradução das Escrituras.

1676 – Termina a nova tradução do Novo Testamento.

1681 – Em Amsterdã, Holanda, ocorre a 1ª publicação da Bíblia em português, tradução João Ferreira de Almeida.

1682 – A Bíblia traduzida para o português chega à Batávia.

1683 – Termina a tradução do Pentateuco para o português.

1689 – Devido à idade avançada, pede o afastamento do ofício pastoral.

1691 – Morre na Batávia, no dia 6 de Agosto.

1753 – É publicada a tradução da Bíblia de Almeida em 3 volumes.

1819 – 1ª Publicação da Bíblia completa em um único volume tradução de João Ferreira de Almeida.

1898 – Uma nova versão da Bíblia de Almeida é lançada, a versão Revista e Corrigida. Foi trazida para o Brasil pela Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira.

O PROTESTANTISMO NA ILHA DA MADEIRA

A LIBERDADE RELIGIOSA COMEÇA A IMPOR-SE:

O PROTESTANTISMO NA ILHA DA MADEIRA

 

O protestantismo chega a Portugal com Robert Reid Kalley, médico escocês, que aporta na Madeira em Outubro de 1838. Na Madeira funda escolas primárias com o fito de ensinar a ler a Bíblia, que aliás era o livro de texto desses estabelecimentos, cria um pequeno hospital, prega o Evangelho, traduz e escreve hinos, organiza a primeira comunidade presbiteriana portuguesa e ordena presbíteros e diáconos.

Em 1843 iniciam-se as perseguições com o encerramento das escolas, com proibição de que Kalley falasse sobre assuntos de religião, com a prisão de Kalley por cinco meses e com a intimação, perseguição e prisão dos calvinistas madeirenses, uma das quais, Maria Joaquina Alves, foi condenada à morte por apostasia, heresia e blasfémia. Tal sentença foi revogada pelo Tribunal da Relação de Lisboa.

                As perseguições atingem o seu auge em 9 Agosto de 1846, data em que as forças católicas romanas estavam determinadas a erradicar de vez o calvinismo da Madeira. Nesse dia, sob a orientação do cónego Teles, a casa de Kalley é assaltada, a sua biblioteca queimada e os crentes madeirenses procurados em suas casas, espancados, perseguidos e presos. Kalley e mais de um milhar de protestantes logra escapar a esta perseguição e fugir da ilha da Madeira em barcos ingleses que se dirigiam para Trindade (no “William” fugiram 200 pessoas, no “Lord Seaton” 500, e muitas noutros barcos em Agosto, Setembro e Outubro de 1846). Ainda existem na ilha descendentes dos calvinistas de Kalley, como é o caso do irmão Jacinto Cláudio Gouveia, presidente da assembleia do Conselho Presbiteriano da Região da Madeira.

                Depois de 1846 a Igreja Evangélica Presbiteriana na Madeira entra na clandestinidade, havendo poucas informações relativas ao período entre 1846 e 1876.

                Em 1876 chega do continente para dirigir a Igreja da Madeira o pastor António de Matos, um dos foragidos de 1846, que estudara teologia e fora ordenado pastor nos EUA. A visibilidade do trabalho deste obreiro volta a trazer problemas e Matos é intimidado e proibido de pregar. Porém, o trabalho não vai morrer, e outros obreiros emprestam ao longo do tempo o seu esforço à animação e assistência da comunidade madeirense.

                Em 1883 chega ao Funchal o Sr. Manuel Melim que toma conta do trabalho entre os evangélicos nacionais. Em 1892 chega A. Drumond Patterson, para pastorear a igreja escocesa, que, como estrangeiro, tinha maior liberdade de movimentos e vai apoiar Melim, que pode assim abrir uma missão do Machico e outra em Santo da Serra. Nesta época são inauguradas várias escolas primárias, eleitos e ordenados novos diáconos e presbíteros, e, mais tarde, criada a Associação Cristã da Mocidade (A.C.M.) do Funchal.

                Entretanto, em 1898, um evangelista que prestava serviço na Igreja Escocesa, William George Smart, entra em conversações com o bispo metodista Hartzell para estabelecer no Funchal uma Igreja Metodista Episcopal, o que vem a acontecer. Os metodistas enviam os seus obreiros, Rev. Benjamim Rufino Duarte e George B. Nind, que, com a colaboração de vários evangelistas, como Júlio de Freitas, e o colportor Bráulio da Silva, conseguem um crescimento notável, com a abertura de um trabalho no centro do Funchal (Rua do Conselheiro, 29-39), a absorção dos trabalhos presbiterianos no Machico e em Santo da Serra, e a organização de um trabalho em Santa Cruz e outro na Ribeira Brava, este com a colaboração de Manuel Correia, vindo da Igreja Presbiteriana. A comunidade metodista (de seu nome oficial Missão Metodista Episcopal da Madeira), que na sua época chegou a ser a mais forte na ilha, fundou uma escola e tinha um importante mensário, que chegou a ter uma página em inglês, “A Voz da Madeira” (1908-1934).

                Em 1924/1925 diversos jovens, Anselmo Figueira Chaves, José de Freitas, José Correia, João de Andrade e outros, procuram criar uma comunidade protestante unificada e autenticamente nacional. Embora no seu Manifesto de 23 de Maio de 1925 Chaves e outros lancem um apelo à unidade, a sua acção traduziu-se na formação de mais uma igreja, a Igreja Cristã Evangélica Portuguesa, de cariz congregacional (oficialmente organizada em 25/9/1925). A sua principal comunidade era no Funchal, mas tinha trabalhos em S. Gonçalo, S. António e Caminho do Terço, sendo o primeiro templo desta igreja o de Louros (Rua Bartolomeu Dias), inaugurado em 29/3/1931. Este movimento cria um periódico que, dada a sua longevidade (1925 a Dezembro de 1970), havia de servir várias gerações de cristãos evangélicos: chama-se “Madeira Nova”.

                A Igreja Presbiteriana na Madeira, que muito crescera com o trabalho de Melim e Patterson, tinha então à sua frente o Rev. J. W. Purves, ministro da Igreja Escocesa, e Júlio Viterbo Dias (vindo do metodismo madeirense), que trabalhava sobretudo com a comunidade presbiteriana nacional. O trabalho presbiteriano de então compreendia uma igreja no Funchal e missões em S. Roque e Estanquinhos. O periódico presbiteriano desta comunidade era o “Madeira Evangélica” (1927-1930).

                Purves, de grande cultura e visão, simpatiza com a igreja congregacional e apoia-a, cedendo-lhe o templo escocês para realizarem os seus cultos e interessando-se pela formação do seu líder, Anselmo Chaves, que é enviado para o Brasil estudar teologia. A ideia de unidade do protestantismo madeirense, lançada por Chaves no referido Manifesto de 23/5/1925, encontra em Purves um entusiasta. Purves cria com metodistas e congregacionais uma frente única, que a partir de 1925 reúne mensalmente com vista à coordenação do trabalho evangélico na ilha.

                A união orgânica das três confissões evangélicas da Madeira, porém, só vai ocorrer com o regresso de Chaves do Brasil, em 1931, já ordenado pastor, ano em que se juntam a Igreja Cristã Evangélica Portuguesa, de maior dimensão, com a Igreja Presbiteriana e com a comunidade metodista do Santo da Serra, constituindo a Igreja Evangélica de Portugal. A esta entidade aderem, no ano seguinte, as restantes comunidades metodistas, Funchal, Machico e Ribeira Brava. A adesão dos metodistas à Igreja Evangélica de Portugal conta com o acordo do bispo metodista Wade, que se desloca à Madeira para tal fim. Chaves escreve então para o Presbitério de Lisboa, dizendo que ocasião era oportuna para fazer a ligação institucional entre a obra da Madeira e do Continente, o que vem a concretizar-se mais tarde.

                A Igreja Evangélica de Portugal vai ter os seus estatutos aprovados em 1935, e vai enfrentar alguma oposição por parte de um sector confessionalista, mas tudo é ultrapassado, e a Igreja vem a fortalecer-se e a beneficiar do apoio e do empenho de muitos obreiros além de Chaves, como é o caso de Júlio Silvestre Figueira, que exerceu o seu ministério de pastor sem nunca ser remunerado, Joseph Reavlley, ministro escocês, e seu sucessor John A. Calderwood, Nigel Power, e os leigos Manuel Mendes, José Correia, Manuel Correia, José Jerónimo Franco (Machico) e muitos outros.

                Em 1944, graças ao esforço local e das juntas missionárias americanas e brasileiras, a Igreja Evangélica de Portugal une-se com o movimento protestante no continente, dando origem em 1947-1952 à Igreja Evangélica Presbiteriana de Portugal.

David Valente

(Secretário Geral da Igreja Presbiteriana)

Portugal Evangélico, Novembro, Ano LXXXVII, n.º 931, pp. 15,16.

 

O início das Assembleias de Deus no arranque do século XX, hoje a maior denominação evangélica no país e com uma implantação significativa em todos os países de expressão lusófona, bem como entre os núcleos de imigrantes na europa e não só.

 

Campo Bíblico (1967)

 

Programa radiofónico Novas de Alegria (1969)

O Movimento Pentecostal chega a Portugal através do português José Plácido da Costa, emigrado no Brasil, que regressa à sua pátria, em 1913, para testificar de Jesus e da experiência pentecostal subsequente à salvação, de conformidade e do mesmo modo que encontramos no livro de Atos no Novo Testamento, e que, no início do século XX, irrompera na Rua Azuza nos Estados Unidos. Por esta razão, celebramos, precisamente, este ano de 2013, o centenário do movimento das Assembleias de Deus em Portugal, como a maior denominação evangélica, no país e no mundo. Em Lisboa, a Obra foi principiada no ano de 1932 pelo missionário sueco Jack Hardstedt. Depois dele, vieram os missionários Samuel Samuel e Lina Nystrom, que continuaram até aos fins de 1938, deixando os seus lugares aos missionários Tage e Ingrid Stahlberg com uns 70 membros arrolados.

 

 

SÍNTESE DA HISTÓRIA DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS EM PORTUGAL

1.       O Movimento Pentecostal Português está ligado, no início, ao do Brasil nas pessoas dos missionários Daniel Berg e Gunnar Vingren. Entre os primeiros 18 crentes da primeira Assembleia de Deus, na cidade de Belém do Pará, encontrava-se o português José Plácido da Costa, que regressou à sua pátria, em 1913, para testificar de Jesus.

2.       Em 1921 outro português é enviado do Brasil com sustento da Suécia. Trata-se do pastor José de Matos, que percorre o nosso país de Norte a Sul estabelecendo contactos e fundando igrejas no Algarve e nas Beiras.

3.       Entretanto chega à cidade do Porto o missionário Daniel Berg, o qual se junta ao irmão José Plácido para estabelecerem as Assembleias de Deus no Norte de Portugal, cooperando com eles o missionário Holger Bãckstrõm.

4.       Em Lisboa, aonde o Movimento havia posteriormente de tomar maiores proporções, a Obra foi principiada no ano de 1932 pelo missionário sueco Jack Hardstedt, para o que alugou uma velha capela católica, deixando a igreja 5 anos depois com 18 membros em comunhão. Depois dele vieram os missionários Samuel e Lina Nystrom que continuaram até aos fins de 1938 deixando os seus lugares aos missionários Tage e Ingrid Stahlberg com uns 70 membros arrolados. Além da sede havia dois pontos de pregação, um na Capital e outro nas cercanias.

5.       Mais tarde os doutores Bowkers, missionários ingleses, aceitaram o testemunho pentecostal e abriram trabalho em várias terras. O missionários Ernesto Newman e esposa chegaram da Escandinávia para colaborarem também na Vinha do Mestre. O objectivo dos missionários sempre foi abrir igrejas locais autónomas e livres de qualquer influência estrangeira, estabelecendo um trabalho totalmente português, para o qual Deus levantou obreiros aptos para o executarem. E assim a obra desenvolveu-se por todo o País.

6.       Tiveram grande influência no sentido da unificação deste Movimento as convenções anuais, que começaram em 1939, onde todos os pregadores se reúnem para tratar de assuntos vitais da Obra do Senhor. As Escolas Bíblicas que se seguiram imediatamente têm continuado a ser um viveiro para novos obreiros e cooperadores. Mais tarde fundou-se um Instituto Bíblico donde têm saído Missionários, Evangelistas, Pastores e outros colaboradores para a grande Seara.

7.       A revista “NOVAS DE ALEGRIA”, cujo primeiro número saiu em Novembro de 1942, tem contribuído de forma bastante positiva para uma união entre as igrejas, as quais, sem alguma autoridade suprema para as dirigir, vivem na comunhão do Salmo 133. O Movimento possui o hinário ‘Cânticos de Alegria’ com mais de 500 hinos. Além de livros e periódicos, também edita e adquire cerca de um milhão de folhetos anualmente para distribuição gratuita.

8.       Onde a cooperação das igrejas se mostra mais íntima é no que concerne à Missão interna e externa. Evangelistas, na Metrópole, são auxiliados pelo Fundo Nacional da Missão, e têm sido enviados missionários para os Açores, Madeira, Angola e S. Tomé, como também para o longínquo Timor, e, ainda, para as colónias de Portugueses no Estrangeiro, sustentados pela cooperação das igrejas locais, com o resultado de milhares de almas para o Senhor. É também notória a obra social que, além da assistência beneficente das igrejas locais, conta com duas Casas de Repouso para pessoas idosas e um Orfanato. Por intermédio das Escolas Dominicais, milhares de crianças são instruídas na Palavra de Deus. Outros departamentos de correspondência são os do Programa Radiofónico, do Correio Áureo e da Comissão de Distribuição de Literatura.

9.       Pela rádio do Continente e do Estado de Angola, a mensagem pentecostal faz-se ouvir semanalmente por gente de variadíssimas raças. O Instituto de Correspondência Internacional, com sede em Madrid, tem entre os seus alunos 26 000 portugueses. Não obstante tudo o que há tem sido feito no nosso meio, cremos estar apenas no início de uma Obra digantesca que Deus quer realizar entre o povo português.

10.   Resta informar que, em 1971, foram baptizados e agregados às igrejas locais mais de 700 novos crentes, perfazendo um total de 7300 membros em comunhão. Se multiplicarmos esta cifra pelo número de componentes das respectivas famílias e outros crentes interessados, verificamos não ser pequeno o quantitativo dos pentecostais na Metrópole. Trinta e cinco igrejas locais, com cerca de 300 congregações, são servidas por 60 pastores e evangelistas que dedicam todo o seu tempo à Obra do Senhor. Cooperam com eles 200 Anciãos, Evangelistas, Diáconos e Auxiliares. Em 150 Escolas Dominicais estão a ser doutrinadas mais de 5000 crianças. No Sul de Moçambique existem mais de 16 000 crentes de cor, e em Angola 10 000.

(NOVAS DE ALEGRIA; Novembro 72; pág. 10)

 

 

 

PENTECOSTAIS SERÃO UM BILIÃO NO MUNDO EM 2025

“Mensageiro da Paz”, ano 76, nº 1.448, Janeiro 2006

                Daqui a 19 anos, os pentecostais serão mais de 1,1 bilião no mundo, algo em torno de 45% dos grupos denominados cristãos em todo o planeta (católicos romanos, ortodoxos, evangélicos), segundo estimativa de Hartford Institute for Religion Research.

                Em 1997, os pentecostais eram 497 milhões. Seis anos depois, em 2003, já se falava em 525 milhões. Isso equivalia a 25% de todos os grupos denominados sociologicamente como cristãos (católicos romanos, ortodoxos, evangélicos), a 75% dos evangélicos do planeta e a 9% da população mundial. Na época, o assunto tornou-se matéria de destaque no jornal New York Times de 14 de Outubro de 2003, e foi capa da edição 1.424 do Mensageiro da Paz, de Janeiro de 2004.

                Agora, no ano em que se comemora 100 anos do Avivamento da Rua de Azusa, estima-se que o número de pentecostais já esteja próximo dos 550 milhões, e que, mantendo-se esse índice de crescimento, este número possa pelo menos dobrar daqui a 19 anos.

                Essa informação incrementa ainda mais as comemorações dos 100 anos do Avivamento da Rua Azusa (1906-1909). Este avivamento marca o início da expansão do Movimento Pentecostal, do qual a Assembleia de Deus é o seu representante clássico.

 

ACÇÃO BÍBLICA

A «Acção Bíblica Internacional» é uma Família espiritual composta por igrejas locais autónomas, estabelecidas de forma estruturada em vários países. Actualmente na Suíça, na França, na Itália, no Brasil, em algumas Cidades de África, e em Portugal.

Nasceu de um despertamento, e de um movimento evangelístico e missionário intenso que eclodiu na Suíça no início do século XX. Começou com o testemunho público dinâmico e motivador de Hugh E. Alexander, um evangelista escocês, de Glasgow. Neste ano de 2008 a AB Internacional comemora o seu centenário. H.E. Alexander foi ele próprio fruto de um reavivamento espiritual no País de Gales entre 1903 e 1906.

Dois textos bíblicos, entre outros, marcaram etapas da sua expansão missionária:

Actos 1:8 - «Mas recebereis a virtude do Espírito Santo que há-de vir sobre vós, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da Terra».

Isaías 54. 2 e 3 - «Amplia o lugar da tua tenda, e que os panos das tuas habitações se estendam.  Não o impeças. Alonga as tuas espias e firma bem as tuas estacas. Porque transbordarás à direita e à esquerda. (…)».

Uma das vertentes do combate espiritual que a AB travou naqueles tempos foi a denúncia do liberalismo teológico e do formalismo que caracterizavam dramaticamente o protestantismo de então, na Suíça como em grande parte da Europa.

Durante toda a primeira metade do séc. XX os missionários da AB expandiram-se em diversas direcções, Jugoslávia, Líbano, Síria, Iraque, sul da Índia, chegando até ao Tibet, alguns incorporando-se em diversas sociedades missionárias: Na Itália e em França, por exemplo, espalharam milhares e milhares de Bíblias, em feiras, mercados e outros pontos de confluência humana. E também através das «Casas da Bíblia», lojas de venda pública das Escrituras e outra literatura cristã, que ainda hoje se mantêm. Existiu uma, em Lisboa, na Avenida de Roma, durante muitos anos. A «Sociedade Bíblica de Genebra» é uma Instituição produtora de Bíblias, Novos Testamentos, etc, que foi fundada pela AB. Durante a 2ª GM foi responsável pela edição e encaminhamento para França (e depois para a Alemanha e para a Itália) de quantidades enormes de Bíblias, mercê do estatuto de neutralidade suíço, e numa altura em que outras fontes e canais estavam bloqueados e fechados, por causa da guerra. Hoje a SBG e as Casas da Bíblia já não estão sob o patrocínio da ABI.

Uma Literatura de grande fidelidade bíblica, estimulante da Fé e do testemunho cristão, da autoria de H.E. Alexander, foi editada e divulgada abundantemente pelas Casa da Bíblia e pela acção missionária. Um periódico, mensal, «LE TÉMOIN», que ainda se publica, comunica mensagens e notícias que edificam e mantêm a coesão espiritual. A corrente de oração era nutrida por meio de circulares de oração, semanais, em francês, que eram enviadas a todos os membros e missionários. Agora isso é feito por correio electrónico.

Entretanto uma Himnologia própria se criou ( H.E.A. tinha uma grande sensibilidade musical ) com belas melodias originais e com textos reanimando a Fé, encorajando o testemunho cristão, afirmando as verdades divinas, ensinando e consolando espiritualmente a vida dos fiéis.  Foram 531 cânticos, constituindo um Hinário com o título «Chants de Guerre et de Gloire», que incluíam também hinos clássicos universais, e cujas letras foram sendo, de muitos deles, traduzidas para o alemão, para o italiano e para o português. 

A já referida expansão missionária estendeu-se à África de expressão francesa onde os missionários da AB percorreram milhares de quilómetros evangelizando, fundando igrejas e inaugurando pontos de divulgação da Bíblia e da Mensagem do Evangelho de Cristo. Com a bênção de Deus almas se convertiam e aceitavam a remição dos seus pecados pela Cruz de Cristo. Um evangelista, nos anos 60, quando apresentava as Escrituras numa Feira, em Marrocos, foi assassinado por um fanático muçulmano. E o missionário gerente da Casa da Bíblia de Génova, Itália, esteve, durante a 2ª GM, 52 meses num campo de concentração nazi.

 

No Brasil aconteceu o mesmo. Os relatórios do tempo põem em destaque a sede de Bíblias, e do Evangelho, a que os missionários AB - assim como muitos outros -  respondiam pelo Poder de Deus.  Estava-se no começo (anos 50) daquilo que vemos hoje no Brasil como expansão do evangelismo.

Os missionários AB estabeleceram-se também em Marrocos, no tempo da presença francesa, e em vários pontos do norte de África. Vieram naturalmente até à Espanha, nomeadamente a Barcelona onde ainda se instalou uma «Casa da Bíblia» por algum tempo.

No verão uma propriedade adquirida no coração dos Alpes suíços, em Isenfluh, num cenário encantador, foi durante décadas o ponto de restauração física, de encontro e de renovo espiritual de evangelistas, missionários e membros do pequeno universo da Acção Bíblica francesa, suíça e italiana. 

Uma juventude, com o nome de “Portadores de Armas”, (ou “escudeiros”, 1 Sam 14: 1-15) empenhada dedicadamente na pregação do Evangelho, na entrega da Palavra de Deus, na salvação dos pecadores, foi-se tornando como que a fonte de renovação das equipas missionárias.

Em Portugal foram vários os crentes fruto de reavivamento já referido que por razões pessoais se estabeleceram em Portugal e cooperaram com os evangélicos de cá, na evangelização do nosso povo, então muito ignorante das coisas de Deus, mas devoto e religioso.

Entretanto um evangelista da Figueira da Foz, João de Oliveira Coelho, um pioneiro do Evangelho e um desbravador de terrenos a semear com a Palavra de Deus, teve conhecimento do movimento missionário da AB e foi à Suíça para o conhecer mais de perto. Alguns filhos seus mais tarde fizeram mesmo o Curso da “Escola Bíblica de Genebra”, que entretanto havia sido fundada em 1920/21 e que acabou por se instalar num edifício próprio construído para esse fim em Cologny, nos arredores da Cidade de Calvino. Essa Escola, formou mais de 2000 alunos até se tornar, actualmente, no “Instituto Bíblico de Genebra” sob a gestão de um partenariado de várias igrejas evangélicas. Um dos filhos de João Coelho haveria de ser o primeiro missionário português da AB em Portugal. Chamava-se João Calvino. (Faleceu muito novo). Uma outra filha de João Coelho casou na Suíça com um jovem que tinha vindo uns tempos antes a Portugal como evangelista. O casal partiu, como missionários, para o Cairo, Egipto e uns anos depois para o Canadá.

De certo modo na sequência desse interesse do Evangelista J. Coelho, a vinda de missionários da AB para Portugal aumentou por volta de 1923/24. A sua Casa na Figueira era como que a placa giratória, ou o ponto de repartida dos crentes suíços quando chegavam cá. Aí aprendiam o português (João Coelho além de negociante também era Professor) e tinham os primeiros contactos com os hábitos e os costumes portugueses. J. Coelho contudo nunca deixou a sua ligação com a igreja evangélica congregacional, na Figueira da Foz, de que tinha sido um membro fundador desde a sua conversão, muito jovem.

Samuel Matthey foi um desses missionários. Mais tarde, ele casou na Suíça e voltou com a Esposa, tendo viajado para o Algarve, depois de terem passado uns tempos na região de Lisboa, Cascais e Sintra, espalhando as Escrituras e anunciando o Evangelho. No Algarve, a partir de Faro, prosseguiram a sua actividade percorrendo a Província de lés a lés, primeiro de biciclete, uns anos depois num automóvel que lhes foi oferecido, e na companhia de crentes que se iam convertendo e que partilhavam com o casal a chama missionária e a visão das almas que precisavam da Salvação por Cristo; fundaram dezenas de pequenas comunidades de crentes (havia apenas, nessa altura, uma Assembleia de Deus em Lagos) que se reuniam na antigas ”cozinhas” típicas da província (o espaço de convívio tradicional ) formando dessa forma dezenas de postos de pregação regular, do Sotavento ao Barlavento. Os seus relatos missionários contam também momentos e situações de oposição cega e mesmo de perseguição que tiveram de suportar em inúmeras ocasiões por parte do clero católico romano e de seus fiéis imbuídos de fanatismo cego. A partir talvez dos anos 60 a situação, nesse aspecto, mudou sensivelmente. Samuel Matthey por volta de 1970, já idoso, depois de meio século de actividade frutuosa para a honra de Deus, foi substituído pelo Casal Heinz Muhlheim o qual mais tarde fundaria a sua própria congregação em Olhão, independente da AB.

Charles Mathez e Esposa, Paul Edouard Vallon e Esposa, foram outros dois casais que se fixaram na região de Lisboa. O Sr. Vallon exerceu, durante décadas, o cargo de Secretário-geral da Sociedade Bíblica. Robert Spichiger trabalhou primeiro na sua profissão de alfaiate em Faro, no Algarve, antes de, ele e a Esposa, se fixarem em Mértola tendo como campo de acção todo o Baixo Alentejo com frutos que ainda perduram. Jean Buhler, um engenheiro suíço, crente, que estivera no Brasil, veio também fixar-se em Portugal, em Faro, no Algarve. Não sendo propriamente um missionário, exerceu no entanto um testemunho de tal forma cativante e eficaz espiritualmente que ainda hoje se encontram algarvios que o lembram e o associam automaticamente aos “crentes da Acção Bíblica”, recordando a sua humildade, a sua humanidade, e a influência que teve nas suas vidas.

Outros missionários vieram mais tarde: Em Lisboa, Pierre, (já falecido), filho do Casal Charles Mathez, com a Esposa; Jean-Claude Pfenniger (já falecido) e Esposa, Paul-André Dubois e Esposa, Pierre Cuche e Esposa. No Algarve, Ernest Eicher e Esposa. E ainda.  

Alguns missionários passaram uns tempos em Portugal antes de se estabelecerem no Brasil. Foi o caso de Walter Reichen (falecido há pouco tempo) e Esposa, por exemplo. Um filho de Pierre Mathez, de nome Jean-Daniel Mathez, é hoje Pastor da AB no Brasil.

Hoje, a Acção Bíblica, conta com nove igrejas locais mais as suas respectivas missões; em Lisboa e arredores, no Baixo Alentejo e no Algarve.

Tem em Bias, a 5 km a nascente de Olhão, um Centro Evangélico, desde há umas três décadas, onde se realizam retiros de jovens e adultos, e encontros centralizados na Páscoa e no Pentecostes, com pregadores convidados da Comunidade Evangélica portuguesa, e que tem servido de apoio a muitos crentes e comunidades evangélicas do país.

O Senhor tem suscitado uma juventude que cresce para a glória do Senhor e com um conjunto de fiéis que se vai renovando e crescendo em Cristo. A congregação de Olhão, por exemplo, tem uma média de assistência dominical de mais de duzentas pessoas, pela graça de Deus. E isso na consciência de que para além de glorificar Deus, que é o primeiro objectivo de toda a comunidade cristã, segundo Efésios 1: 6, («… para louvor e glória da sua Graça…» ) a Família espiritual da Acção Bíblica roga ao Senhor que o seu poder se manifeste no seu seio, assim como no de toda a fraternidade dos crentes no Senhor Jesus, de forma que através da uma evangelização regular e empenhada possam vir a salvar-se muitas almas para Cristo, pela remição dos seus pecados pelo sangue de Cristo e segundo os já referidos textos básicos da sua vocação original.  Até à Vinda gloriosa do Senhor Jesus e ao arrebatamento da sua Igreja.

A Acção Bíblica, Comunidade Radicada em Portugal há cerca de umas oito décadas, está filiada - desde sempre  -  na Aliança Evangélica Portuguesa e mantém com todos os cristãos evangélicos laços de fraternidade e colaboração.

A nossa oração é que o Senhor reavive o espírito de evangelização e missionário, o zelo na procura das almas perdidas para lhes anunciar a Salvação pela Cruz de Cristo.

João A. C. Pinheiro

Faro, 01. 10. 2008

 

IGREJA DE DEUS PENTECOSTAL

Foi no mês de Junho de 1964 que Deus chamou os dois jovens cristãos: Avelino Faria Fernandes e Mário da Conceição Godinho. Avelino era membro da Convenção da Assembleia de Deus de Lisboa, pastoreada pelo Pastor Alfredo Rosendo Machado, e Mário era membro da Assembleia dos Irmãos de Algés, pastoreada pelos Pastores José Martins da Costa e Fernando Resina de Almeida.

Avelino Faria Fernandes era hóspede na casa dos pais de Mário da Conceição Godinho, na Rua Policarpo Anjos, 29 – r/chão esquerdo, em Cruz Quebrada, Lisboa. Deus falou directamente a esses dois jovens e enviou-os para começarem um trabalho evangelistico de casa em casa, na pequena aldeia de Nafarros na freguesia de Colares, no concelho de Sintra. Aproximadamente uns 40 klms. a noroeste de Lisboa.

Aos domingos esses dois jovens apanhavam o comboio às 5:00 horas da manhã na estação da Cruz Quebrada em direcção ao Cais do Sodré. Do Cais do Sodré caminhavam em direcção à Estação de Comboios no Rossio onde apanhavam o comboio para Sintra. Uma vez chegados a Sintra, caminhavam em direcção ao Carrascal e do Carrascal a Nafarros, onde chegavam por volta das 10:00 horas da manhã.

Começavam com o trabalho evangelístico de casa em casa. Vivia nessa aldeia uma família cristã que pertencia à Assembleia dos Irmãos. Eram a Sra. Deolinda e as suas duas filhas. Ela emprestava-nos o seu palheiro para ali celebrar Culto a Deus. Umas horas antes as suas duas filhas limpavam o palheiro, colocavam umas pedras num lado e no outro lado do palheiro, colocavam-se umas tábuas encima das pedras e assim fazíamos os lugares para as pessoas se poderem sentar. Foi assim que ali naquele humilde e simples lugar começou a Igreja de Deus Pentecostal. Embora houvessem muito poucas pessoas, o Culto era iniciado às 15:30 horas mas não levou muito tempo que a casa se encheu. Almas sedentas da Palavra de Deus, vinham aquele lugar humilde ouvir a poderosa mensagem da Salvação.

Deus começou a confirmar a sua Palavra através de sinais, prodígios e maravilhas. Almas eram salvas, curadas e libertadas pelo Poder de Deus. No mês de Outubro desse mesmo ano, os Missionários Gordon e Jacqueline Emmens, representantes da Igreja de Deus Pentecostal sediada em Joplin, Missouri nos Estados Unidos da América, guiados por uma visão de Deus, apareceram naquele lugar. Deus enviou estes seus servos na hora certa, pois precisamente nessa altura, pois Avelino Faria Fernandes e Mário da Conceição Godinho estavam a passar por uma prova muito forte. Proliferavam acusações e perseguições provenientes de alguns líderes religiosos que diziam que tudo quanto estava a acontecer tinha origem diabólica e não Divina.

O Missionário Gordon Emmens juntamente com Avelino Faria Fernandes foram falar com o Pastor da Assembleia de Deus, Alfredo Rosendo Machado. O referido Pastor aceitou muito bem a situação, chegando a dizer que se era essa a vontade de Deus, o Avelino começar o seu Ministério dentro da Igreja de Deus Pentecostal, não se opunha, apesar de lamentar o facto de não existirem hipóteses de um dia ele vir a ser Pastor dentro da Assembleia de Deus, uma vez que Deus lhe deu um Ministério, que ele reconhecia não enquadrar com os princípios da Assembleia de Deus. Ao despedirem-se, o Pastor Alfredo Rosendo Machado orou por Avelino Faria Fernandes e o abençoou, prometendo-lhe amizade e disponibilidade para o ajudar em alguma coisa que ele viesse a necessitar.

No dia 30 de Novembro de 1964 foi inaugurada a 1.ª Casa de Oração no lugar de Nafarros, onde já havia um bom grupo de cristãos. No dia 8 de Dezembro de 1964 Avelino Faria Fernandes foi separado e consagrado ao Ministério como Ministro da Igreja de Deus Pentecostal. O Missionário Gordon Emmens formou uma Escola Bíblica na Rinchoa, Rio de Mouro, Sintra, da qual Mário da Conceição Godinho, Honorato Pinheiro e Avelino Faria Fernandes, foram os primeiros alunos internos.

Tanto a visão do Missionário Gordon Emmens como a de Mário da Conceição Godinho e Avelino Faria Fernandes era a de dar cumprimento à Grande Comissão, saindo por todos os lugares, levando a mensagem salvadora e libertadora de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, pois este foi um mandamento deixado por Jesus Cristo à sua Igreja: ir por todo o mundo, a aldeias, vilas e cidades, pregar o Evangelho a todas as gentes. (Marcos 16:15-20) Jesus também tinha prometido estar sempre com eles e cooperar com eles, confirmando a Palavra com os sinais que se seguiriam. Deus mostrou-lhes que havia uma grande obra a fazer no Mucifal, Sintra. Ali recomeçaram com um trabalho do Senhor. Tinha existido ali uma pequena Igreja cujo Pastor havia sido o Sr. Luís Paiva das Neves. Considerando o facto de não existirem ali frutos do trabalho, ele entregou o trabalho ao Pastor José Martins da Costa que por sua vez veio a entregar o trabalho à Igreja de Deus Pentecostal. O Apóstolo Paulo disse: «Uns plantam, outros regam, mas Deus dá o crescimento.» (1ª Corintios 3:6)

Ali no Mucifal, Deus começou a mover-se de uma forma poderosa. Almas sedentas da Palavra de Deus vierem de vários lugares, para ouvirem a Palavra de Deus e muitos sinais e prodígios foram feitos naquele lugar. Na Ericeira surgiram problemas e a Igreja dividiu-se. A Assembleia de Deus de Lisboa tomou conta de um grupo. Isidoro Pereira assumiu o Pastorado nas Igrejas da Ericeira e de Alvide, Cascais. O irmão António Luís de Barros assumiu o Pastorado na Igreja de Mafra.

Era a Secretaria Internacional da Igreja de Deus Pentecostal, sediada em Joplin, Missouri, Estados Unidos da América, que estava ajudando financeiramente para as rendas de casa das Casas de Oração, e para o sustento dos Pastores, através do seu representante em Portugal, o Missionário Gordon Emmens. Começaram a surgir problemas e Avelino Faria Fernandes viu-se obrigado a deixar de dedicar sem tempo integral à Obra de Deus e voltar à vida profissional. Visto ter ido trabalhar para Lisboa, não podia agora pastorear a Igreja no Mucifal. 

Nos finais de Agosto de 1968 visitou Portugal o Rev. Luiz M. Ortiz, vindo de Puerto Rico, o qual ocupava as funções de Presidente Internacional do Movimento Missionário Mundial. No dia 6 de Setembro de 1968 efectuou-se uma Assembleia-geral na Igreja do Mucifal onde ficou deliberado por unanimidade, filiar a Igreja do Mucifal ao Movimento Missionário Mundial, ficando sob a responsabilidade da Igreja Pentecostal da rua do Vale de Santo António em Lisboa, conduzida na altura pelo Pastor Jorge Abreu.

Como o Missionário Gordon Emmens havia partido de Portugal sem dar explicações, o Pastor Isidoro Pereira que também deixou de receber o sustento pastoral proveniente da Igreja de Deus Pentecostal de Joplin, Missouri, não pôde continuar a pastorear as duas Igrejas que liderava em Ericeira e em Alvide, Cascais e entregou-as à Igreja Evangélica do Livramento, que era pastoreada pelo casal Vasco e Vitória Alves. Isidoro Pereira imigrou para os Estados Unidos onde foi procurar trabalho na cidade de New Bedford, Massachussets, voltando a Portugal anos mais tarde. António Luís Barros, ficou com o grupo de Mafra, onde ainda hoje permanece.

 

No mês de Junho de 1970, Avelino Faria Fernandes, com sua esposa e filho de 2 anos, foi viver para a algarvia cidade de Lagos, por motivos profissionais. Viveram em Lagos apenas durante o Verão desse ano, porque Avelino Faria Fernandes não se sentia bem de saúde devido ao clima. Deus serviu-se desta circunstância para enviá-los para a rua das meirinhas na Praia das Maçãs, Sintra, onde foi trabalhar como chefe de cozinha no Restaurante esplanada Mar Belo. Alugou uma casa grande, disponibilizou uma sala para começar com os Cultos em sua própria casa. Nas horas vagas, Avelino Faria Fernandes e sua esposa Carmolina Isaura Gameiro Fernandes, faziam trabalhos evangelisticos de casa em casa, convidando as pessoas para virem ouvir a poderosa mensagem da salvação, nos Cultos que realizavam em sua própria vivenda. Essa Sala de Culto foi inaugurada no dia 22 de Outubro de 1970, tendo vindo pregar na inauguração, o Pastor Manuel Vieira do Couto, líder da Igreja de Deus nos Olivais, Lisboa. O trabalho desenvolveu-se, a Igreja cresceu, e surgiu a necessidade de alugar um salão maior e mais central. Foi então que no dia 8 de Dezembro de 1971 foi inaugurada a Casa de Oração na cave de um prédio, sito à Avenida Eugénio Levy, mesmo no centro da Vila da Praia das Maçãs, concelho de Sintra. O pregador da inauguração, foi o Evangelista Raul Silva. Avelino Faria Fernandes enfrentava agora um outro tipo de luta e conflito. Um conflito interior devido ao facto de estar a trabalhar independente, embora ele estivesse consciente que não havia sido ele, nem por vontade dele que tomou sua independência, mas os próprios problemas surgidos, bem como a partida repentina do Missionário e o respectivo abandono da Obra, a isso levaram e obrigaram. O Pastor Avelino Faria Fernandes tinha que tomar uma decisão muito certa: ou tinha que renunciar a Chamada de Deus para o Ministério, ficando só e com a sua vida profissional, ou então teria de seguir adiante, levantando Igrejas até que Deus um dia viesse a colocar todas as coisas no seu lugar certo.

Quando Deus tem um plano para alguém, mesmo depois dessa pessoa haver passado por várias provas, a seu tempo, Deus começa pouco a pouco a colocar tudo no seu devido lugar. O Espírito Santo de Deus trabalhou fortemente no coração de Avelino Faria Fernandes, no sentido dele deixar a Vila da Praia das Maçãs, concelho de Sintra e começar um trabalho pioneiro na invicta cidade do Porto, no norte de Portugal. Assim, e em obediência à voz de Deus, partiu para o Porto com sua esposa e filho, deixando a Igreja aos cuidados do Evangelista Raul Silva e do Obreiro Armando Santos. Mais tarde essa Igreja local na Praia das Maçãs foi entregue à Convenção das Assembleias de Deus.

No primeiro dia de Setembro de 1972, Avelino Faria Fernandes, sua esposa Carmolina Isaura Gameiro Fernandes e o seu filho de quatro anos, Mário Emanuel, guiados pelo Espírito Santo de Deus e em obediência à Chamada Divina, foram para a cidade do Porto, norte de Portugal, para iniciar um trabalho pioneiro. Começou a Igreja no apartamento que alugaram, e depois de já terem um bom grupo de cristãos, inauguraram no dia 12 de Novembro de 1973 uma Casa de Oração no centro da cidade do Porto, sita á rua Padre José Pacheco do Monte, 108. Já tinham uma boa assistência nessa ocasião.

No mês de Julho de 1975, Avelino Faria Fernandes recebeu um telefonema do Pastor Mário da Conceição Godinho, informando-o que se encontrava a viver e a pastorear em Vila Nova de Gaia. Foi verdadeiramente uma grande surpresa para o Pastor Avelino Faria Fernandes, pois depois de sair de Lisboa nunca mais teve contacto com Mário da Conceição Godinho, pois tinha conhecimento que Mário da Conceição Godinho e sua família, haviam imigrado para França. Após o telefonema, Mário da Conceição Godinho veio a casa de Avelino Faria Fernandes, e informou-o que estava pastoreando uma congregação da Igreja de Deus Pentecostal em Vila Nova de Gaia, mais precisamente na rua Leote do Rego, 194 em Coimbrões, congregação essa que havia sido inaugurada pelos Missionários Ildemaro e Elizabeth dos Santos, os quais haviam sido enviados para Portugal pelo Concilio da Igreja de Deus Pentecostal com sede em San Juan de Puerto Rico, Estados Unidos da América. 

Nessa conversa de reencontro de amigos, Mário da Conceição Godinho informou Avelino Faria Fernandes que Ildemaro dos Santos, um Português que se converteu na Venezuela e se casou com a filha dos Missionários Porto-riquenhos que estavam na Venezuela, foi enviado de Puerto Rico para Portugal no ano de 1965 para estabelecer a Igreja de Deus Pentecostal, em Vale Maior, concelho de Albergaria-a-Velha, distrito de Aveiro. Numa acta que mais tarde foi entregue na Secretaria da Igreja, consta que Ildemaro dos Santos, nos mês de Fevereiro de 1965 efectuou uma série de conferências acerca do plano da Salvação, na aldeia de Vale Maior e que começou a reunir-se em casa de seu pai, irmão Manuel Marques, com quatro crentes já baptizados. Mais tarde conseguiram um local para Casa de Oração, próximo da Fábrica do papel do Prado, lugar da Ponte Velha, cuja inauguração ocorreu a 16 de Maio de 1965. Mais tarde inaugurou outra Casa de Oração em Albergaria-a-Velha. A obra estava a desenvolver-se e no mês de Agosto de 1971 alugou um local para Casa de Oração, em Vila Nova de Gaia, localidade onde já vivia, na rua Leote do Rego, 194 em Coimbrões. Este lugar começou a ficar pequena. Durante os Cultos, as crianças ficavam sentadas em volta do Altar, para que estes pudessem dar lugar aos adultos. Ildemaro dos Santos, um ano mais tarde inaugurou uma segunda Casa de Oração em Vila Nova de Gaia, sita à rua 14 de Outubro. No período em que Ildemaro dos Santos esteve em Portugal, foram estabelecidas duas Igrejas na cidade de Lisboa: uma na rua do Embaixador, outra na Bica. Ambas eram pastoreadas por José da Fonseca Marques.

Mário da Conceição Godinho depois de haver pastoreado a Igreja local em Coimbrões, Vila Nova de Gaia, por alguns anos, sentiu desejo de ir viver para Puerto Rico com a sua família, e foi nessa altura que pediu a Avelino Faria Fernandes que aceitasse o convite para ficar a pastorear a Igreja de Deus Pentecostal de Coimbrões, o que veio a acontecer, tendo o Culto de Tomada de Posse, ocorrido no dia 8 de Outubro de 1978. Nesse dia Avelino Faria Fernandes, com sua esposa, seu filho e sua filha de 3 anos, Madalena Maria, são instalados como Pastores da referida Igreja, com imposição da mãos pelo Missionário da Igreja de Deus Pentecostal em Vigo, Espanha, o Porto-riquenho Roberto Goitia, e pelo Pastor Augusto Pontes, Pastor da Igreja Evangélica de Alumiara, Vila Nova de Gaia. A partir desta data, Avelino Faria Fernandes, pastoreava as Igrejas no Porto e em Vila Nova de Gaia, em simultâneo com a vida profissional como Chefe de Cozinha no Hospital duma conhecida Companhia de Seguros.

Um mês mais tarde, em Novembro de 1978, chegou a Portugal, vindo de Vigo, Espanha, com o Missionário Roberto Goitia, o Presidente da Igreja de Deus Pentecostal de Puerto Rico, Rev. Eleutério Feliciano, o qual veio de Puerto Rico visitar a Obra em Espanha e de Espanha passou a Portugal de propósito para conhecer pessoalmente e conversar com o Pastor Avelino Faria Fernandes. Após orarem e buscarem a direcção do Espírito Santo, o Presidente Rev. Eleutério Feliciano propôs a Avelino Faria Fernandes que viesse ele próprio a filiar-se à Igreja de Deus Pentecostal com sede em San Juan de Puerto Rico. Avelino Faria Fernandes respondeu que sozinho não podia decidir, mas que iria convocar uma Assembleia-Geral na Igreja do Porto, que falaria com a Igreja, pois a Igreja seria soberana para tomar tal decisão.

No dia 7 de Janeiro de 1979, primeiro Domingo, celebrou-se uma Assembleia-geral na Igreja sita à rua padre José Pacheco do Monte, 108 na cidade do Porto, durante a qual o Pastor Avelino Faria Fernandes informou a Igreja sobre o teor da conversa com o Presidente da Igreja de Deus Pentecostal de San Juan de Puerto Rico. É de salientar que até esta data e como é explicado anteriormente, Avelino Faria Fernandes estava servindo a Deus, independente, não filiado a nenhum Movimento, mas atendendo ao facto de em 1964 haver iniciado o seu Ministério com a Igreja de Deus Pentecostal, não importando se com o Concilio de Joplin, Missouri, Estados Unidos da América, ou com o Concilio da San Juan de Puerto Rico, Estados Unidos da América, perguntou à Igreja se estavam na disposição de voltar às veredas antigas. Também exemplificou à Igreja o perigo futuro de esta continuar independente, pois Deus não tem Igrejas independentes, a Igreja é o Corpo de Cristo, que Jesus só tem uma Igreja, que é a Igreja Universal, a qual está subdividida em Congregações locais. As Escrituras são bem claras: «Há um só corpo e um só espírito...um só Senhor, uma só fé, um só baptismo. Um só Deus e Pai de todos o qual é sobre todos, por todos e em todos.» (Efésios 4:4-6)

A Igreja decidiu unanimemente voltar às veredas antigas, e assim Deus veio com tempo a colocar todas as coisas no seu lugar certo. Foi bom saber esperar com paciência no Senhor. (Salmo 40:1) «Não é pela força nem pela violência, mas pelo meu Espírito diz o Senhor dos exércitos.» (Zacarias 4:6)

 

PERSONALIDADE JÚRIDICA

A Igreja de Deus Pentecostal adquiriu personalidade Jurídica no dia 27 de Agosto de 1981, com a seguinte denominação: Igreja de Deus Pentecostal em Portugal.

A Escritura foi lavrada no 4.º Cartório Notarial, sito à rua José Falcão, no Porto. Foi publicada no Diário da República, no dia 19 de Setembro, e registada no Ministério da Justiça, no dia (?) do mesmo mês e ano. Também foi registada no "Livro de Porta" sob o número trinta mil e oitenta e dois, no Governo Civil do Porto, a dois de Setembro do ano 1981.

 

Nova Personalidade Jurídica e nova Escritura Pública

No dia 2 de Abril de 1999, depois de algumas deslocações a Lisboa, ao Registo Nacional de Pessoa Colectiva e à Secretaria do Ministério da Justiça, a Igreja obteve nova Personalidade Jurídica, com a seguinte denominação: Igreja de Deus Pentecostal Movimento Internacional. No dia 26 de Agosto de 1999, foi lavrada a Escritura Pública no 4.º Cartório Notarial sito à rua José Falcão, na cidade do Porto, com a denominação de Igreja de Deus Pentecostal Movimento Internacional.

 

Associação Religiosa

A Igreja de Deus Pentecostal em Portugal foi devidamente constituída e reconhecida em Portugal, sendo registada em Cartório Notarial na cidade do Porto, na Secretaria do Ministério da Justiça e no Registo Nacional de Pessoas Colectivas em Lisboa, recebendo a natureza jurídica de “Associação Religiosa” com o número 501204814.

 

Pessoa Colectiva Religiosa

Ao abrigo da nova Lei da Liberdade Religiosa e por ser membro da Aliança evangélica Portuguesa (nº 40) a Igreja de Deus Pentecostal Movimento Internacional desde o dia 3 de Novembro de 2006 passou a ter a natureza jurídica de “Pessoa Colectiva Religiosa” com um novo número 592003493.

 

Igreja Radicada

Este será o próximo passo, pois estamos em Portugal há mais de 30 anos e somos filiados a um Movimento Internacional com 92 anos de existência.

 

Os movimentos protestantes e evangélicos durante a 1ª República

 

Aliança Evangélica Portuguesa

 

 

COPIC (1971) – Conselho Português de Igrejas Cristãs  

A Aliança Evangélica Portuguesa, “uma associação que congrega e representa a quase totalidade das igrejas evangélicas em Portugal, foi organizada em 1921 sob a liderança do seu primeiro presidente, Eduardo Moreira, muito embora o seu estatuto só tivesse sido obtido em 1935”, conforme se lê numa brochura editada pela mesma. Na mesma obra publicada no mandato do pastor Moisés Gomes (1999-2001), se refere ainda que “a comunidade evangélica, com um número de fiéis directamente envolvidos nas igrejas da ordem dos 250.000, exerce a sua influência num universo de 500.000 pessoas, tem cerca de 1.500 locais de culto espalhados por todo o Continente e Ilhas, possui cerca de 900 ministros de culto e outros líderes, conta com cerca de 2.000 quadros superiores, socio-profissionais e empresários, possui 12 escolas de ensino teológico, conta com mais de 63 instituições de acção social, tem 132 turmas a funcionar em 63 escolas públicas da disciplina de Educação Moral e Religiosa Evangélica, tem dois programas televisivos, sendo um bi-semanal, no canal 2 da RTP, “A Luz das Nações” e o outro, “Caminhos”, transmitido ao 3º domingo de cada mês e exerce muitas outras actividades ligadas à promoção da fé cristã evangélica, à salvação dos portugueses e à valorização da vida humana”.

 

DECLARAÇÃO DE FÉ DA ALIANÇA EVANGÉLICA PORTUGUESA

1.     Cremos na existência de um único Deus eterno, pessoal, inteligente e espiritual, eternamente existente em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo.

2.     Cremos na soberania e sabedoria de Deus na criação e sustento do Universo, na providência, na revelação e na redenção.

3.     Cremos no Senhor Jesus Cristo como Filho Unigénito de Deus e coexistente com o Pai, na Sua encarnação humana, no Seu nascimento virginal, na Sua vida sem pecado, nos seus milagres divinos, no Seu sacrifício redentor, na Sua ressurreição e ascensão corporal, na Sua mediação junto de Deus, na Sua segunda vinda pessoal, visível e em poder e glória.

4.     Cremos no Espírito Santo, sua personalidade, divindade e actividade, que opera a conversão e regeneração do pecador e lhe concede poder para testemunhar do Evangelho e exercitar dons.

5.     Cremos na inspiração divina e total das Escrituras Sagradas, na Sua suprema autoridade como única e suficiente regra em matéria de fé e de conduta e que não existe qualquer erro ou engano em tudo o que ela declara.

6.     Cremos que o homem foi criado por Deus à Sua imagem, que pecou em Adão, que caíu do seu primitivo estado de santidade por transgressão voluntária e que é actualmente um pecador por natureza e escolha, estando, por isso, sob a condenação de Deus.

7.     Cremos na salvação e justificação do pecador pelo sacrifício expiatório de Jesus Cristo, que se adquire pela fé Nele, como uma graça de Deus, independente do mérito humano, de boas obras ou de cerimónias.

8.     Cremos na imortalidade da alma, na ressurreição corporal de todos os mortos, no juízo final do mundo pelo Senhor Jesus Cristo, na eterna condenação dos não crentes.

9.     Cremos que a igreja é o corpo universal e espiritual de Cristo, cuja cabeça é Ele, com a missão de pregar o Evangelho no mundo inteiro e que, na sua expressão local, ela é um corpo vivo, uma comunhão de crentes congregados para a sua edificação, adoração e proclamação do evangelho. Cremos também que Cristo conferiu à sua Igreja, com carácter de permanência, duas ordenanças: o Baptismo e a Ceia do Senhor.

10. Cremos que é dever de todas as igrejas locais e de cada crente em particular esforçarem-se por fazer discípulos em todas as nações e proclamarem a toda a criatura a grande salvação de Deus.

11. Cremos que é dever de todo o cristão servir a Deus em boa mordomia, promover a paz entre todos os homens e a cooperação entre as igrejas e os irmãos, tendo em vista a concretização dos grandes objectivos do Reino de Deus.

 

 

Aliança Evangélica Portuguesa

- os primeiros tempos -

A primeira referência à obra evangélica em território português, com dados estatísticos organizados em função da localização geográfica, é publicada na capa do periódico evangélico O Mensageiro (edição n.º 93, Março de 1916). Este jornal mostra um mapa de Portugal anotado com indicação das localidades onde existia obra evangélica. Na ilustração pode ver-se uma legenda com simbologia diferenciada das igrejas estabelecidas, missões permanentes, trabalhos irregulares, trabalhos abandonados e trabalhos a que não se podia atender.

Em 1933, Eduardo Moreira publica em Londres o livro The significance of Portugal: A survey of evangelical progress que inclui um apêndice com informação estatística detalhada sobre os evangélicos em Portugal.

Os colportores da época, para lá da função evangelizadora e de distribuição da Bíblia em território nacional, serviam de rede de contacto entre os poucos evangélicos espalhados pelo país e foram pioneiros no uso de propaganda religiosa criativa. Em 1922, José Ilídio Freire inventou a Ambulância de Instrução Evangélica, uma carroça fechada puxada por um possante macho, com o cognome de Fiel. De um lado do carro alentejano estava inscrito o nome da carroça e do outro lado a frase: “Disse Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. António d’Almeida Gil nas suas aventuras de colportagem na ilha de São Miguel utilizava uma mini‑carroça, puxada por uma ovelha, com um enorme cartaz alusivo à Bíblia, onde se lia em letras grandes: “O livro mais lido do mundo. Traduzido em mais de 650 línguas e dialectos. Ao alcance de todas as bolsas. Vinde e vede. Comprai e lede”.

As escolas primárias (com início em 1860 com Hellen Roughton em Lisboa e mais tarde Frederica Smith e Diogo Cassels no Porto e em Gaia, respectivamente, e Archibal Turner em Lisboa, desenvolveram um trabalho sem precedentes na educação de crianças pobres) e as escolas dominicais constituíam outra plataforma de partilha de informação.

Com uma rede informal instalada no país começaram os primeiros encontros de obreiros para o estabelecimento da Aliança Evangélica Portuguesa. Em Setembro e Outubro de 1917 obreiros de Lisboa e do Porto realizaram reuniões preparatórias coordenadas pelo reverendo João Marques da Mota Sobrinho. Em 5 de Outubro do mesmo ano, o pastor Santos e Silva, apresentou numa sessão pública o projecto da Beneficência Evangélica (hoje Associação de Beneficência Evangélica).

Em Janeiro de 1918 realizou-se a primeira Semana de Oração com o apoio da Aliança Evangélica Mundial. A Comissão do Sul da Aliança Evangélica Portuguesa promovia reuniões com alternância de púlpito entre os obreiros José Augusto Santos e Silva, Santos Figueiredo, Mota Sobrinho, Eduardo Moreira. Josué de Sousa e George Howes, envolvendo as igrejas locais das Amoreiras, Santa Catarina, Taipas, Marianos, Cortes e Estefânia.

A organização da Aliança Evangélica Portuguesa tornava-se urgente para promover uma maior unidade entre igrejas e obreiros. Em 1921 são eleitas as Comissões de Lisboa e Porto da Aliança Evangélica Portuguesa onde figuravam J. Santos Figueiredo, João Marques da Mota Sobrinho, José Augusto Santos e Silva, Eduardo Moreira, Frederico Flower, Alfredo da Silva e António Maurício.

Em 14 de Novembro de 1921, na primeira sessão plenária, foi formalmente constituída a Aliança Evangélica Portuguesa, com sede na Rua das Gaivotas, n.º 6, em Lisboa. O corpo directivo era formado por Joaquim dos Santos Figueiredo (Presidente), Alfredo Henrique da Silva (Vice-Presidente), João Marques da Mota Sobrinho (1º Secretário), António Maurício (2º Secretário), José Augusto Santos e Silva (Tesoureiro), Frederico Flower (Vogal) e Eduardo Moreira (Vogal).

Nos anos seguintes procurou-se unir esforços evangelísticos e em 1923 as colectas levantadas durante a Semana Universal de Oração ascenderam a 205 escudos, uma verba avultada para a época. No dia 2 de Abril de 1923, no salão da A.C.M., decorreu o primeiro encontro de todas as igrejas evangélicas. A forte adesão de obreiros e membros da comunidade evangélica obrigou à realização de um novo evento em 2 de Julho do mesmo ano. No dia 6 de Outubro o Presidente da Aliança Evangélica Portuguesa felicita formalmente o novo Chefe de Estado, através do envio de um telegrama: “Em nome da Aliança Evangélica Portuguesa, que compreende as igrejas cristãs protestantes do país, venho respeitosamente saudar o nobre Presidente da República, com boas esperanças de que sob a sua acção directiva, nas luzes de Deus, viva o povo português felizes dias de paz - O Presidente, J. Santos Figueiredo.”

Numa notícia publicada sobre a Semana Universal de Oração, o redactor de O Mensageiro (edição n.º 114, Abril de 1925) escreve sobre a unidade dos crentes: “Em Lisboa, houve, como nos últimos anos, reuniões em todas as igrejas da Aliança, durante a primeira semana de Janeiro, orando muitos irmãos e fazendo a exposição dos assuntos os ministros das diversas igrejas. Foi muito edificante a confraternização dos irmãos, sem diferenças sectárias”.

Um importante trabalho evangelístico tem lugar em diversas prisões do país com vários obreiros a prestar assistência religiosa aos encarcerados. Alguns criminosos convertem-se ao Evangelho, destacando-se Alves Reis, o maior burlão da história portuguesa.

Em 12 de Junho de 1925, com início às 15 horas, nas instalações da A.C.M., decorreu a Primeira Assembleia Nacional da Aliança Evangélica Portuguesa, com a presença de quase todos os obreiros do Sul e do Norte do país e de dois delegados da Aliança Evangélica Mundial, Henrique Martin Gooch e Chalmers Lyon. Nesta reunião foi aprovada a primeira alteração estatutária, passando para cinco o número de membros da Comissão Executiva, ficando eleitos para o Sul: Júlio Bento da Silva, Paulo I. Torres, Joaquim Rosa Baptista, Constantino Ferreira e Pascoal Pitta; e para o Norte: Henrique Maxwell Wright, A. W. Luper, Eduardo Moreira, José António Fernandes e A. Ferreira Fiandor. No mesmo dia teve lugar a Sessão Magna, dedicada a todos os evangélicos, tendo usado a palavra os representantes da Aliança Evangélica Mundial e ficado a participação musical a cargo do Orfeão Evangélico. A nova direcção da Aliança Evangélica Portuguesa passou a ser constituída por Eduardo Moreira (Presidente), Júlio Bento da Silva (Vice-Presidente), A. Ferreira Fiandor (Secretário), Paulo I. Torres (Secretário), Henrique Maxwell Wright (Tesoureiro), A. W. Luper (Vogal), Constantino Ferreira (Vogal), Joaquim Rosa Baptista (Vogal), José António Fernandes (Vogal) e Pascoal Pitta (Vogal).

Ainda em 1925 a Aliança Evangélica Portuguesa edita um folheto de 16 páginas, da autoria de Henrique Maxwell Wright, sob o título O Destino dos Mortos, uma resposta ao folheto Onde estão os mortos.

João Pedro Martins

(fontes: O Mensageiro, edições n.º 93 a 118 – Março de 1916 a Agosto de 1925)

 

Os movimentos protestantes e evangélicos durante o Estado Novo

Pela mesma mecânica que conduz as sociedades humanas a encontrar os equilíbrios antes estabelecidos, o Estado Novo mais não fez que afirmar a catolicidade da Nação, como que respondendo, de forma oposta, à visão e às práticas executadas e preconizadas pela Constituição de 1911 e por sucessivos governos desde 1910. Afirmando genericamente a liberdade religiosa, herança impossível de perder da I República, assumia e levava para o campo do ensino a noção de que a nação tinha uma religião: a católica. Veja-se a Constituição aprovada por plebiscito a 19 de Março de 1933:

Art. 8º Constituem direitos (...): 3.º a liberdade e a inviolabilidade das crenças e práticas religiosas, não podendo ninguém por causa delas ser perseguido, privado de um direito, ou isento de qualquer obrigação ou dever cívico. Ninguém será obrigado a responder acerca da religião que professa, a não ser em inquérito estatístico ordenado por lei.

Art. 42º, 3º. O ensino ministrado pelo Estado visa, além do revigoramento físico e do aperfeiçoamento das faculdades intelectuais, à formação do carácter, do valor profissionais e de todas as virtudes morais e cívicas, orientadas aquelas pelos princípios da doutrina e moral cristã, tradicionais do país.

Nestes dois artigos temos espelhadas as duas formas como a questão religiosa foi gerida pelo regime de Salazar. Por um lado, era afirmada a catolicidade base da nação, através da adopção dos seus princípios para constarem no modelo de ensino. A noção de anterioridade e de identidade nacional são a base da justificação: orientadas aquelas pelos princípios da doutrina e moral cristã, tradicionais no país. Por outro lado, assumindo a relação privilegiada com a Igreja Católica, o Estado preferia um mais robusto quadro constitucional e legislativo para a sua própria salvaguarda (algumas das conquistas da República eram por demais importantes para o fortalecimento do poder do regime), criando todo um "Título", o décimo, sobre "Das relações do Estado com a Igreja católica e do regime dos cultos".

Mais que criar um título próprio para a Igreja Católica, que teria futura expressão na Concordata assinada posteriormente, era a própria noção de religião que era formulada com base na identidade católica: era incluso nesse título claramente destinado à regulamentação das relações com a Igreja Católica (a sua designação era clara) que eram definidos os campos onde se deixava algum espaço de manobra aos restantes cultos e crenças. O "outro" só era conceptualizado com base numa norma pré-estabelecida; isto é, não existiam crenças com características próprias, existia a crença base e um tremendo saco onde cabia tudo o que nela não se integrava.

Assim, e depois de um longo artigo sobre a Santa Sé e a forma como ela se relacionaria com o Estado, surge finalmente:

Art. 46.º O Estado assegura também a liberdade de culto e de organização das demais confissões religiosas cujos cultos são praticados dentro do território português, regulando a lei as suas manifestações exteriores, e pode reconhecer personalidade jurídica às associações constituídas em conformidade com a respectiva disciplina.

A Igreja Católica, no artigo 45.º, gozava, logo à partida, de personalidade jurídica aceite e estabelecida na Constituição, como fazendo parte da essência da nação.

(Paulo Mendes Pinto, Para uma Ciência das Religiões em Portugal, Edições Universitárias Lusófonas, pp. 34-36)

 

 

Uma única Igreja reconhecida

 

As restantes eram apenas corporações religiosas

 

Educação Moral e Religiosa Católica obrigatória

“ISENÇÃO DE RELIGIÃO E MORAL NAS ESCOLAS OFICIAIS – A resposta de Sua Excelência o Ministro da Educação Nacional a carta do Presidente da Aliança Evangélica

(...)
Em resposta ao ofício de 22 do corrente, devo informar, por incumbência de Sua Ex.ª o Ministro, que nenhum requerimento de encarregados de educação a pedir nos termos da Lei isenção do ensino de Religião e Moral foi indeferido neste Ministério.

Se porém V. Exª tem conhecimento de algum aluno que, apesar de legalmente dispensado, é obrigado de qualquer modo a frequentar as aulas daquela disciplina, agradeço o favor de me indicar o nome e a escola, para se tomarem imediatas providências,

A Bem da Nação

Ministério da Educação Nacional, 26 Janeiro de 1961

O Chefe do Gabinete

José gomes branco

Ex.mo Sr.

Cumpre-me agradecer o Ofício de V. Exª datado de 26 do corrente, e hoje chegado ao meu poder, em resposta ao meu de 22, dirigido a Sua Excelência o Ministro da Educação.

Tomo nota, comprazer, das suas afirmações, aliás já esperadas, indicativas do justo critério de Sua Excelência o Ministro, do consequente procedimento dos Serviços desse Ministério.

O que se lamenta é que as Direcções Escolares, ignorantes da linha de conduta seguida pelo Ministério, estejam a proceder diferenciadamente, como citei em meu Ofício anterior, quando os pedidos não são feitos directamente a Sua Excelência o Ministro (o que seria moroso, devido à abundância de casos, e às distâncias) mas sim às Autoridades Escolares Regionais.

É por isso que nós, os Crentes Evangélicos, ficaríamos gratos por que fossem dadas as instruções gerais, para estes casos e que pedia, já, por meu Ofício de 22 do corrente, para que as Autoridades Escolares Regionais, e as de todas as Escolas, ficassem completamente elucidadas sobre o assunto, e sobre a linha de conduta, justa e tolerante, traçada por sua Excelência o Ministro, de harmonia com que a Lei nos faculta.

Entretanto, subscrevo-me, com a mais elevada consideração,

De V. Excelência,

Pela ‘Aliança Evangélica Portuguesa’

O Presidente

Pastor, Guido Waldemar Oliveira

(NA, Abril61, capa3)

 

“ISENÇÃO DE ENSINO RELIGIOSO CATÓLICO, NAS ESCOLAS ÀS CRIANÇAS, FILHOS DE EVANGÉLICOS” (NA, Jan64, capa3)

 

 

Ausência de templos próprios com raras exceções – fachadas para a via pública proibidas

l   “Se após a instauração do liberalismo no século XIX foi possível às comunidades estrangeiras, nomeadamente às Reformadas, organizarem de forma permanente os seus locais de culto em Lisboa, de facto só após a publicação das leis de Separação da Igreja e do Estado em 1911 se iniciou um período de verdadeira liberdade religiosa.”

l   “Os templos evangélicos surgiram no geral em Lisboa como estruturas de apoio religioso a comunidades estrangeiras. Só recentemente foi permitido aos Cultos Reformados (Protestantes) difundir a sua mensagem religiosa sem constrangimentos.” (Templos de Lisboa, Centro Nacional de Cultura)

A igreja do Mirante é uma igreja no coração da cidade do Porto, existente desde 1877. Propõe-se ser uma igreja aberta, para aqueles que procuram conhecer a fé cristã no século XXI.É uma igreja com um passado rico (é o templo protestante mais antigo da cidade[2] ), com um contributo marcante na história do protestantismo português e no serviço à comunidade. Segue a perspetiva de vida transmitida por Jesus e dá a conhecer a universalidade desta visão à cidade cosmopolita do Porto da atualidade.

A igreja do Mirante é uma igreja Evangélica Metodista.

O Tabernáculo Baptista é um templo evangélico localizado na rotunda da Boavista, pertencente à Igreja Batista do Porto, a mais antiga do país, organizada de forma oficial no dia 20 de Dezembro de 1908, numa casa sita na rua da Travagem (zona de Francos). Este templo só foi inaugurado alguns anos mais tarde, a 13 de Fevereiro de 1916. A sua construção foi financiada pelo comerciante inglês Joseph C. Jones, e pelas ofertas voluntárias dos crentes e amigos, o que influenciou na adoção de uma arquitetura similar à do Tabernáculo Metropolitano de Londres. O Tabernáculo Baptista também sediou o primeiro seminário baptista português.

 

1921 – Primeiro imóvel da Assembleia de Deus em Portimão

- Assembleia de Deus em Lagos

- Assembleia de Deus em Almeirim

- Assembleia de Deus em Portimão (novas instalações)

- Assembleia de Deus no Faial nos Açores

- Assembleia de Deus em Vila Chã

 

Sem qualquer acesso aos meios de comunicação social do estado ou públicos

 

Igrejas locais com a sua vida própria, algumas com uma expansão muito notória como é o caso das Assembleias de Deus

Dinâmicas de assistência social especialmente a crianças e idosos

 

Os movimentos protestantes e evangélicos após a revolução do 25 de abril de 1974

Centro Cristão Vida Abundante (1991)

Igreja Reviver (1996?)

Centro Cristão da Cidade (2002)

Igreja Manancial de Águas Vivas (2001 ?)

CRC – Centro Renovação Cristã

 

Movimentos surgidos e não aceites pela Aliança Evangélica Portuguesa em virtude de não se integrarem na matriz doutrinária, de prática e organização das igrejas evangélicas

Maná

Igreja Universal do Reino de Deus

ASSISTÊNCIA SOCIAL

 

Exército de Salvação

Desafio Jovem

Abla

Remar

Lar de Betânia 

Cruz Azul

RUTE – IPSS – Assembleia de Deus em Benfica

ACRAS – IPSS – Assembleia de Deus em Lisboa

O VIGILANTE

 

EXÉRCITO DE SALVAÇÃO

O Exército de Salvação é uma denominação cristã protestante e uma das maiores instituições de caridade do mundo. Foi fundado em 1865 por William Booth, ministro metodista, juntamente com a esposa Catherine Mumford, em Londres, Inglaterra no auge da Revolução Industrial.

Atua em 126 países[], através de igrejas, lojas beneficentes, abrigos, centros comunitários, hospitais, escolas, lares para idosos, creches, centros de recuperação, veículos e equipes de emergência.

No Brasil o Exército de Salvação chegou em 1922 e desde então atua junto às comunidades através de suas sedes locais (igrejas e unidades sociais), sedes regionais e a sede nacional em São Paulo. Está presente na Região Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste do Brasil[].

Em Portugal o Exército de Salvação chegou em 1972 e está presente nas cidades de Porto, Castelo Branco, Sintra, Lisboa, Évora e São Brás de Alportel (Algarve).

Em Angola o Exército de Salvação está presente desde 1985 e em Moçambique desde 1986

 

LAR EVANGÉLICO PORTUGUÊS

Pastor Joaquim Eduardo Machado (1904-1998) “Quando Joaquim Machado nasceu – Dezembro de 1904 – reinava em Portugal o Rei D. Carlos; na Rússia o poder estava nas mãos do Czar Nicolau II e do monge Rasputine – Lenin e Estaline eram ainda revolucionários presos ou exilados; de Mussolini, Hitler ou Salazar ninguém tinha ouvido falar! Quando faleceu – 1998 – tinha testemunhado, de uma forma interessada e informada, duas Guerras Mundiais, a Guerra Civil de Espanha, a queda das ditaduras fascistas, o fim do totalitarismo comunista e a emergência de um novo mundo que, por fim, já tinha dificuldade em entender.

O seu encontro com Cristo deu-se em 1923, tinha apenas 19 anos de idade. Com a conversão veio logo um sentido de chamada muito forte para ser pregador de Evangelho. Funcionário bancário, o futuro apresentava-se risonho na profissão que tinha escolhido. No entanto, a chamada de Deus tinha-se afirmado e, em 1926, ingressa no Seminário Baptista Português para realizar os seus estudos teológicos.

Eram tempos difíceis, esses, para protestantes em Portugal. Poucos e com fraquíssimos recursos financeiros, divididos que estavam entre diferentes denominações e organizações missionárias, só um grande sentido de missão, uma enorme preserverança e a convicção da acção do Espírito Santo lhes permitiu definir o seu lugar na sociedade portuguesa! Mas quantas lutas, perseguições e todo o tipo de discriminações!!!

Pastor Machado viveu todas estas experiências... Em 1928, com apenas 24 anos, é enviado para pastorear a pequena igreja de Leomil, na Beira Alta. Tinha, neste mesmo ano, casado com Isménia Fontes que, durante 61 anos, o vai acompanhar fiel e dedicadamente no percurso de serviço cristão que ambos escolheram. Segue-se Tondela em 1930 e, pouco tempo depois, Viseu onde pastoreou durante cerca de 14 anos e onde nasceram 4 dos seus filhos. Este tempo, referido em tão poucas linhas, é uma autêntica aventura de fé. São problemas de saúde dos filhos, com o falecimento de um deles, são carências alimentares graves, são insultos e discriminações violentas das populações ignorantes que, mais de uma vez, ameaçam a própria integridade física do Pr. Machado e sua família...

(...)

Em 1944 volta para a cidade do Porto onde, a meio a algumas incompreensões, funda a III Igreja e tem a visão de um Lar onde possa receber as muitas crianças desamparadas que encontrava e pessoas idosas sem lugar para viver com um mínimo de assistência, dignidade e amor.

(...)

O Lar Evangélico Português foi fundado em 7 de Julho de 1948 em instalações provisórias na Quinta Marinho à Ramada Alta. Cinco anos depois passa para um edifício grande na Rua da Boavista, que durante cerca de 15 anos será a casa - sede do Lar.

Não há receitas próprias, nem um mecenas ajudador, nem ajudas estatais ou municipais... Há, isso sim, horas e horas de oração fervorosa para que o Senhor providencie o alimento diário para as largas dezenas de crianças e alguns idosos que ali encontraram um lar. A comunidade Evangélica é pobre e pequena, mas vai ajudando, algumas organizações internacionais de apoio vão mandando alguns poucos auxílios, as necessidades continuam grandes... até hoje!

O velho prédio da Boavista ‘rebenta pelas costuras’. É necessário separar crianças dos mais velhos proporcionando-lhes outras e melhores condições. Uma pequena Quinta, para venda, é encontrada nos arredores do Porto. A história da sua aquisição é, por um lado, um milagre de fé por parte do Pr. Machado, então já com 62 anos que, sem recursos, se compromete a adquirí-la e, por outro, um exemplo de honestidade por parte do proprietário que, tendo dado a sua palavra, não vai ceder a ofertas posteriores, de longe mais tentadoras! A boa mão de Deus continua presente.

A visão não esmorece... (...)

Qual Moisés, o Pr. Machado não entrou na ‘Terra Prometida’, mas viu-a de perto! (...)”

(SEMEADOR BAPTISTA, Out/Nov98, pág.6, Abel Pego)

 

 

DESAFIO JOVEM

Em 1978, as Assembleias de Deus de Portugal, pela iniciativa do Pastor Lucas da Silva, em cooperação com a Cruz Vermelha Portuguesa e com a ajuda de muitas outras igrejas em Portugal, adquiriram uma quinta que viria a ser a primeira Comunidade Terapêutica do Desafio Jovem, tendo-se constituído legalmente em 1981 e registada definitivamente sob o Nº 14/90 no Livros da Instituições com Fins de Saúde.
Esta instituição visa, sobretudo, a prevenção das toxicodependências e o tratamento e (re)inserção dos indivíduos com estas problemáticas – três áreas de ação vinculadas a programas distintos, cujo comprovado reconhecimento tem merecido o apoio e a cooperação oficial de diversos organismos.

 

ABLA

O Centro Infantil e Juvenil da ABLA existe desde 1989 e dá resposta a mais de 250 crianças, dos 3 meses aos 15 anos, distribuídas pelas Respostas Socias de Creche, Pré-Escolar e Componente de Apoio aos Tempos Livres (CATL).

A nossa equipa da Creche e do Pré-Escolar é formada por Educadoras experientes, Educadores/as Estagiários/as e Auxiliares que em conjunto fazem o levantamento das necessidades, planeiam, refletem e avaliam a forma de dar uma resposta qualitativa, humanizada e personalizada a cada criança.

A Instituição tem um Projeto Educativo, e cada educadora cria o projeto pedagógico/curricular da sua sala, onde são desenvolvidas múltiplas atividades nas diferentes áreas de conteúdos. Áreas como a formação pessoal e social, a expressão e comunicação, o conhecimento do mundo, são de grande importância, considerando sempre o contacto com o exterior para proporcionar outros saberes, bem como alargar os interesses do grupo e de cada criança, para assim despertar nelas a curiosidade e o desejo de aprender.

As famílias têm um papel essencial em todo o processo educativo, logo valorizamos e incentivamos a troca de experiências e o envolvimento das mesmas em benefício das crianças. Um dia no Centro Infantil por si só, é sinónimo de um dia repleto de momentos significativos com pequenas conquistas, constante descoberta e evolução, brincadeiras de faz-de-conta onde tudo se vive, inventa e transforma, onde cada menino ou menina sonha enquanto brinca e, assim, cresce.

Os serviços de Creche e Pré-escolar funcionam de segunda a sexta-feira (exceto feriados) entre as 07h30 e as 18h30.

A Resposta Social Creche tem como missão, “assegurar o bem-estar e o desenvolvimento das crianças dos 3 meses aos 3 anos, com empenho, excelência e partilha de cuidados com a família, de forma sustentável, fortalecendo o seu progresso evolutivo e promovendo a sua plena inclusão na sociedade”.

Já a Resposta Social Pré-escolar adota como missão: “servir na área educacional, social e cívica, com empenho, excelência e amor à criança dos 3 aos 6 anos e à sua família, de forma sustentável, de modo a fortalecer o tecido social onde estão inseridos, promovendo a sus plena inclusão na sociedade”.

A Resposta Social de CATL tem capacidade de acolher 70 crianças/ jovens dos 2º e 3º Ciclos, em dois lugares distintos: no Espaço Arco-Íris em Carcavelos e no Polo Comunitário em Brejos.

Temos como serviços prestados a permanência no CATL durante o tempo letivo, das 15:30h às 19:00h com apoio escolar e ateliês recreativos e lúdicos e ainda atividades desportivas, transporte escolar (da escola até ao CATL) e lanche. Também temos permanência no CATL durante as interrupções letivas, das 07:45h às 18:30h com programa de férias com muitas atividades lúdicas e culturais.

A missão do CATL é: prestar apoio escolar e atividades de tempos livres a adolescentes e jovens, entre os 10 e os 14 anos, que se encontram a frequentar o 2º e 3º ciclo de ensino oficial público.

 

REMAR 

A Associação Remar Portuguesa (Associação de reabilitação de excluídos) é uma instituição cristã, fundada em 1989, que trabalha com o objectivo de prestar ajuda gratuita, em todas as áreas, a pessoas excluídas e carenciadas, entre as quais se encontram os adictos e todos os tipos de pessoas socialmente excluídas.

A Associação Remar Portuguesa tem o privilégio de ser o instrumento através do qual muitos rejeitados saem das ruas, da marginalidade e da delinquência, tendo sido ajudados e restaurados nas áreas física, psíquica e espiritual. Muitos deles voltam reabilitados para as suas famílias e empregos, enquanto outros ficam em Remar para dedicar as suas vidas a ajudar os mais necessitados, passando de elementos negativos na sociedade, a úteis e benéficos.

 

LAR DE BETÂNIA

O Lar de Betânia abriu em 1965, em Estremoz, e tem uma valência feminina em Vendas Novas desde 1985.

 

DESAFIO MIQUEIAS

Uma comunidade global de cristãos que pretende que os governos cumpram as promessas públicas de reduzir para metade a pobreza extrema até 2015

 

Visão

Um mundo justo e sem pobreza extrema

 

Alvo

Estabelecer um movimento global para encorajar os cristãos a assumir um compromisso sério a favor das comunidades pobres e socialmente excluídas e garantir que os governos cumpram as promessas públicas de reduzir para metade a pobreza extrema

 

Missão

Levantar uma voz cristã a favor dos pobres e lutar pela justiça, encorajando os cristãos a compreender as necessidades dos mais carenciados e a encontrar mecanismos para alcançar e ajudar as comunidades pobres

 

Inspiração

Na Bíblia, no Antigo Testamento, profetas como Miqueias colocam a justiça e a misericórdia no centro dos valores cristãos: “Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e o que é que o Senhor pede de ti, senão que  pratiques a justiça, ames a misericórdia e andes humildemente com o teu Deus?” (Miqueias 6:8)

 

O Que Nos Torna Diferentes

- Pertencer a uma coligação global com mais de 420 milhões de cristãos evangélicos em 128 nações

- Representar 350 agências e organizações de desenvolvimento e ajuda humanitária e 128 alianças evangélicas espalhadas pelo globo

- Dar um enfoque múltiplo nos 8 Objectivos de Desenvolvimento do Milénio e em 2015

 

O Desafio MIQUEIAS foi lançado nas Nações Unidas em 14 de Outubro de 2004. É fundador do Global Call to Action Against Poverty (GCAP) e trabalha em estreita parceria com a Campanha do Milénio das Nações Unidas, promovendo campanhas contra a pobreza em 40 países. Em Portugal tem um Secretariado Nacional, constituído por voluntários da Associação MIQUEIAS (AM), e 15 organizações Patronos que apresentam contas transparentes, credibilidade junto das comunidades onde estão inseridas e trabalho de campo reconhecido pelas autoridades locais e nacionais.

 

COMUNICAÇÃO SOCIAL

 

RTP2 – Caminhos e A Fé dos Homens

 

Antena 1 - A Fé dos Homens

 

Portugal Evangélico

Semeador Batista (1926)

Refrigério

Espada do Senhor

Novas de Alegria (1942)

Caminho (1965-1979)

Avivamento (1977-

Boa Semente (1951)

BSteen (2007)

BARA (1979-

Razão de Ser

A Outra Face

Imago Dei

 

Rádio Transmundial

UCB

 

NÚCLEO

CEBAPES – Livraria Baptista (1981)

Casa Publicadora das Assembleias de Deus (1943)

CLC – Coimbra

 

SOCIEDADE BÍBLICA

 

Início do programa “Caminhos” com a participação da Aliança Evangélica Portuguesa, coordenado pela CERET (Comissão Evangélica para a Rádio e Televisão). Um programa semanal destinado às minorias religiosas.

                A partir de 1993 surge a comunicAE que passa a coordenar a produção dos programas relativos à Aliança Evangélica Portuguesa com um programa mensal que se passa a designar por Caminhos - 3º Domingo, e com uma participação devidamente identificada no programa Caminhos Informativo (sempre no primeiro Domingo do mês).

Setembro 1997 - Início das emissões do programa “A Fé dos Homens” integrada no serviço público de televisão da RTP2, e do qual participa a Aliança Evangélica Portuguesa com dois programas semanais de 7 minutos cada, sob o título “A Luz dos Homens”.

                Durante vários meses sob a coordenação geral de Orlando Luz, passa depois (Maio 1998) a ficar sob a responsabilidade de uma Comissão constituída por dois representantes de cada Organismo de Cooperação de Igrejas (COMTEL).

 

 

Se recuarmos no tempo, verificamos que o primeiro programa regular dedicado à Religião Católica chamava-se ”O Dia do Senhor” e terminou com a revolução de 1974. Em 1979 começaram as emissões do programa “70x7” dedicado à Religião Católica.

Mais tarde, em 1986, e por iniciativa do Dr. Álvares de Carvalho, ao tempo Director de Programas Institucionais da RTP, foi lançado um magazine, no início quinzenal e posteriormente semanal, totalmente preenchido com conteúdos e actividades das confissões religiosas não católicas. Os programas atrás referidos não tinham nenhum enquadramento legislativo, e apenas foram possíveis pelo entendimento da RTP da utilidade de programas dedicados às Confissões Religiosas. Em 1990 foi aprovada e publicada no Diário da Republica Nº207, a Lei Nº58/90 sobre o regime de actividade de televisão e no artigo 25o pode ler-se:

                Tempo de Emissão para Confissões Religiosas

1.       No serviço público de televisão é garantido às Confissões Religiosas, para o prosseguimento das suas actividades, um tempo de emissão, até duas horas diárias no 2o Canal, em UHF.

2.       A atribuição e distribuição do tempo de emissão referido no número anterior é feita segundo critérios objectivos e de acordo com a representatividade de cada confissão religiosa.

3.       As condições de utilização do tempo de emissão são fixadas pela entidade que gere o serviço público.

De referir que esta lei foi aprovada por unanimidade na Assembleia da República. Na sequência desta lei o Departamento de Programas Institucionais da RTP promoveu uma reunião alargada com representantes das Confissões Religiosas com vista a elaboração de uma grelha única de emissão diária.

Dessa reunião resultou um grupo de trabalho restrito que após cerca de dois anos de funcionamento não conseguiu levar a sua tarefa a bom termo, por várias razões que não interessa, neste momento, aprofundar. Em face do impasse gerado, o Departamento de Programas Institucionais da RTP promoveu, em Abril de 1991, uma nova reunião com representantes das Confissões Religiosas para a constituição de um novo grupo de trabalho que fosse capaz de reactivar o processo, com representantes de:

§  Aliança Evangélica Portuguesa

§  Comunidade Bahá’í de Portugal

§  Comunidade Hindu de Portugal

§  Comunidade Islâmica

§  Comunidade Israelita de Portugal

§  Igreja Apostólica, Católica Ortodoxa

§  Igreja Católica Romana

§  Igreja Jesus Cristo do Santos dos Últimos Dias

§  União Portuguesa dos Adventistas do Sétimo Dia.

Esta comissão levou a cabo um trabalho muito intenso sob a coordenação de José Dias Bravo (Aliança Evangélica Portuguesa) sendo o secretariado assegurado por Mário Mota Marques (Comunidade Bahá’í de Portugal). Após várias reuniões foi possível chegar a um entendimento na distribuição do tempo de emissão, com 75% para a Igreja Católica e 25% para restantes Confissões Religiosas. Estávamos em 1994 e, apesar das Confissões Religiosas terem conseguido um entendimento notável, foi necessário percorrer ainda um longo caminho, que penso não ser relevante ser mencionado, até ser assinado em 16 Maio de 1997 um protocolo entre a Rádio Televisão Portuguesa e a Comissão do Tempo de Emissão das Confissões Religiosas.

O novo programa de serviço público religiosos chamou-se “A Fé dos Homens” e foi emitido pela primeira vez em Setembro de 1997 com a participação de:

§  Aliança Evangélica Portuguesa

§  Comunidade Bahá’í de Portugal

§  Comunidade Hindu de Portugal

§  Comunidade Islâmica

§  Comunidade Israelita de Portugal

§  COPIC (que integra a Igreja Lusitana, a Igreja Metodista, e a Igreja Presbiteriana)

§  Igreja Católica

§  Igrejas Ortodoxas

§  Igreja Velho Católica

§  Mormons

§  União Adventista

Posteriormente, a União Budista Portuguesa pediu para lhe serem atribuídos alguns programas e tal foi concedido.

Entretanto a lei Nº16/2001 de 22 de Junho foi publicada no Diário da República Nº143 a qual reafirma o princípio do serviço público religioso de Televisão e alarga o mesmo à Radiodifusão. O artigo 25º é do seguinte teor:

                Tempo de Emissão Religiosa

1.       Nos serviços públicos de televisão e de radiodifusão é garantido às igrejas e demais comunidades religiosas inscritas, por si, através da respectiva organização representativa, ou conjuntamente, quando preferirem participar como se fossem uma única confissão, um tempo de emissão, fixado globalmente para todas, para prossecução dos seus fins religiosos.

2.       A atribuição e distribuição do tempo de emissão referido no número anterior é feita tendo em conta a representatividade das respectivas confissões e o princípio da tolerância, por meio de acordos entre a Comissão do Tempo de Emissão das Confissões Religiosas e as empresas titulares dos serviços públicos de televisão e de radiodifusão.

3.       A Comissão do Tempo de Emissão das Confissões Religiosas é constituída por representantes da Igreja Católica e das igrejas e comunidades religiosas radicadas no País ou das federações em que as mesmas se integrem, designados por três anos por despacho conjunto dos membros do Governo responsáveis pelas áreas da justiça e da comunicação social, depois de ouvida a Comissão da Liberdade Religiosa.

Embora aprovada em 2001, esta lei demorou tempo a ser regulamentada e a Comissão da Liberdade Religiosa, nela prevista, só tomou posse em 17 de Março de 2004, e a “Comissão do Tempo de Emissão das Confissões Religiosas” referida no Nº.3 do artigo 25o da lei da liberdade religiosa ainda não foi nomeada. Referir que o protocolo assinado em 1997 foi entretanto substituído por um Acordo que, ao abrigo da Lei 16/2001 engloba os programas do serviço público religioso “A Fé dos Homens”, “Caminhos” e “70x7”.  A sua assinatura foi em 17/06/2004.

 

 

8 de Setembro de 2009 - Reunião com o Administrador da RTP Luís Marinho, Director de Antena Rui Pego, e por parte da Comissão do Tempo de Emissão das Confissões Religiosas o Padre António Rêgo e Samuel R. Pinheiro

16 de Setembro de 2009 - Assinatura do protocolo nas instalações da RTP

 

SOCIEDADE BÍBLICA

Estabelecida em Portugal desde 1835, a Sociedade Bíblica é uma associação cristã interconfessional e sem fins lucrativos, reconhecida de utilidade pública desde 1996 e tornada pessoa colectiva religiosa em 2007, que tem por objectivo promover a mais ampla, eficaz e relevante distribuição da Bíblia em português ou em qualquer outra língua, e ajudar as pessoas a interagir com a Palavra de Deus:

a)       tornando a Bíblia acessível a todos em diferentes traduções, suportes e formatos;

b)       apresentando a Bíblia como instrumento activo no âmbito da espiritualidade, do desenvolvimento sócio-cultural da nação e da auto-compreensão dos indivíduos e dos povos;

c)       divulgando a Bíblia como instrumento cultural promotor da unificação da língua portuguesa e da transmissão de valores;

d)       traduzindo, publicando e distribuindo a Bíblia, no todo ou em parte, e distribuindo material acessório em qualquer suporte para uma melhor compreensão da mesma;

e)       promovendo estudos, debates, conferências e outras reuniões para divulgação ou aprofundamento dos textos da Bíblia;

f)        cooperando com as Sociedades Bíblicas suas congéneres;

g)       cooperando com pessoas e instituições na promoção da Bíblia.

A Sociedade Bíblica desenvolve a sua actividade de acordo com as orientações dos seus associados que são membros de diversas Igrejas. No entanto, a associação não está sujeita ou dependente de qualquer entidade eclesiástica ou para-eclesiástica, procurando, porém, colaborar com todas elas no rigoroso cumprimento dos seus objectivos. Assim, a Sociedade Bíblica procura prestar o seu serviço e cooperar com todas as confissões cristãs bem como com qualquer outra instituição de carácter cultural ou beneficente que releve a Bíblia como um valoroso património da humanidade. A nível nacional a Sociedade Bíblica é membro da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros e a nível internacional integra as Sociedades Bíblicas Unidas, uma fraternidade mundial que opera em mais de 200 países e territórios.

 

 

A Sociedade Bíblica desenvolve a sua acção em Portugal desde 1809, ano em que ocorreu a primeira distribuição de edições bíblicas, sob iniciativa da Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira. Foram impressos 5 mil exemplares do Novo Testamento na tradução de João Ferreira de Almeida, os quais foram distribuídos na sua grande maioria na ilha da Madeira. As primeiras distribuições bíblicas em Portugal decorreram, em larga medida, como resultado da acção das influentes comunidades britânicas de Lisboa e Porto. Todavia, é com a chegada a Portugal do enviado da Sociedade Bíblica de Londres, George Borrow, que se pode dizer que este trabalho foi organizado no nosso país; em 1835, Borrow reconhece formalmente 2 agentes: John Wilby, comerciante em Lisboa, e o Rev. Edward Whiteley, que passava a manter o depósito bíblico no Porto. Apesar da acção da Sociedade Bíblica ser muito reduzida nesta época, há registo de sucessivas edições bíblicas, não apenas da já mencionada tradução de João Ferreira de Almeida, como também da tradução para português, a partir do texto latino da Vulgata, do padre António Pereira de Figueiredo, um sacerdote católico-romano oratoriano. Assim sendo, só com a estabilização política operada a partir do início da segunda metade do século XIX é que se começam a criar condições objectivas para o desenvolvimento de um trabalho mais consistente na difusão da Bíblia em Portugal. Em 1864 é finalmente estabelecida em definitivo uma agência em Portugal da Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira, ficando como seu responsável o Rev. Francis H. Roughton, um inglês cuja família já estava enraizada em Lisboa. Com o estabelecimento formal da agência, começa também a ser constituída uma rede de colportores, destemidos divulgadores da Bíblia tanto nas cidades como principalmente nos mais recônditos locais do país, os quais operaram no país por mais de 100 anos em sucessivas gerações. A Roughton seguiu-se James E. Tugman, em 1869, mas este exerceu a sua responsabilidade a tempo parcial. É ao Rev. Robert Stewart, capelão da comunidade escocesa, que se deve a primeira fase de consolidação do trabalho da Sociedade Bíblica no nosso país, ao iniciar as suas funções em 1875. Stewart abandona as suas funções, em 1902 (já como agente para toda a Península Ibérica), e é substituído por Robert Moreton (também ele nascido em Portugal), mas apenas como sub-agente, já que o agente para toda a Península Ibérica era o Rev. Robert Walker, de Madrid. A loja e sede da Sociedade Bíblica que até então tinham funcionado na Rua das Janelas Verdes, em Lisboa, passam em 1913 para o Largo Luís de Camões. Depois de uma acção consistente e respeitada, Moreton descansa dos seus trabalhos na Sociedade Bíblica em 1935, após 33 anos de dedicação a esta missão. Para seu substituto é escolhido o jovem bancário Guido Waldemar de Oliveira, primeiro cidadão português a exercer estas funções. No entanto, por razões de saúde, Oliveira acaba por não exercer em efectivo o cargo, pelo que é substituído pelo missionário suíço Paul E. Vallon, que fica à frente dos destinos desta instituição até à sua aposentação, no final de 1968. É durante este período que a Sociedade Bíblica muda as suas instalações para a Rua Passos Manuel. Em Janeiro de 1969, o Rev. Augusto A. Esperança assume as responsabilidades da Agência da Sociedade Bíblica, imprimindo a esta instituição uma dinâmica nunca vista. Sendo difícil de resumir quase 3 décadas de trabalho, lista-se apenas a reestruturação do trabalho de divulgação da Bíblia, que passou pela extinção dos colportores, e a transferência para Portugal da impressão das edições bíblicas, a aquisição (pela primeira vez) de instalações para a sede e livraria, as quais passaram a funcionar na Rua José Estêvão (1987), e a constituição de uma associação nacional de carácter interconfessional, a Sociedade Bíblica de Portugal (1989). É também durante este período que se inicia e completa a primeira tradução bíblica da responsabilidade da Sociedade Bíblica no nosso país (1993) que é ao mesmo tempo a única tradução bíblica interconfessional em língua portuguesa. Por aposentação do Rev. Esperança, assume o cargo de Secretário-Geral da Sociedade Bíblica, o Dr. Timóteo Cavaco, em 1997.

Nesta primeira década do século XXI e prestes a completar 2 séculos de acção em Portugal, o trabalho da Sociedade Bíblica centra-se fundamentalmente em dois eixos:

·         Publicação e distribuição da Bíblia e edições bíblicas

·         Cultura e animação bíblicas (inclui tradução bíblica, conferências, exposições, etc.)

 

Desde o início do século os resultados obtidos podem ser sumarizados nos seguintes valores aproximados:

Exemplares de edições bíblicas distribuídos                            1.300.000

Visitantes e participantes em diversas iniciativas     500.000

Investimento em tradução bíblica                                              150.000 €

Donativos obtidos em Portugal                                   260.000 € (cerca de 1/3 para outros países)

Dentre as mais significativas iniciativas promovidas e/ou participadas pela Sociedade Bíblica passamos a destacar as seguintes:

Edição Especial do Evangelho segundo São Marcos: A maior tiragem da história da Sociedade Bíblica no nosso país resultou de uma parceria desenvolvida com o Patriarcado de Lisboa da Igreja Católica Romana. Em 2000, ano do Grande Jubileu e de celebração do novo milénio, foram impressos 300 000 exemplares do Evangelho segundo S. Marcos, na tradução interconfessional em Português Corrente, exemplares esses que foram distribuídos por voluntários um pouco por todo o país, mas particularmente na Diocese de Lisboa.

Edição do Novo Testamento “+ Além”: A pedido da Aliança Evangélica Portuguesa e do Movimento Desportivo Internacional, a Sociedade Bíblica preparou uma edição especial do Novo Testamento para o qual foi usado pela primeira vez o texto revisto da tradução interconfessional em Português Corrente da Bíblia Sagrada. Esta edição, cuja tiragem alcançou os 120 000 exemplares, continha – para além do texto bíblico – testemunhos de vida de atletas cristãos de todo o mundo. A distribuição deste Novo Testamento coincidiu em larga escala com a realização em Portugal da fase final do Campeonato Europeu de Futebol EURO 2004 e foi a nossa maior tiragem de sempre para uma edição do Novo Testamento.

“A Bíblia Manuscrita”: Sob iniciativa e organização da Sociedade Bíblica, decorreu em 2004 “A Bíblia Manuscrita”, realização que teve o grande mérito de juntar a sociedade portuguesa em torno da Bíblia. Ao longo de 2004 e ainda em 2005, quase 100 000 pessoas, cristãos católicos e protestantes, fiéis de outras religiões ou mesmo cidadãos sem pertencerem a qualquer confissão, participaram sem preconceitos naquele que deve ter sido o maior reconhecimento público alguma vez visto em Portugal do valor da Bíblia e da influência que esta tem tido ao longo dos séculos na nossa história e cultura. Como clara demonstração da abrangência desta iniciativa, nela participaram os mais importantes dignitários civis e religiosos, como os senhores Presidente da República, Presidente da Assembleia da República, Primeiro-Ministro, Presidente do Tribunal Constitucional, Cardeal-Patriarca de Lisboa, Presidente da Aliança Evangélica Portuguesa, Presidente do Conselho Português de Igrejas Cristãs, Presidente da União Portuguesa dos Adventistas do Sétimo Dia, entre muitos outros.

“A Bíblia em Festa”: No âmbito da sessão de Lisboa, organizada pela Diocese católica-romana local, do Congresso Internacional para a Nova Evangelização foi promovida a exposição multimédia “A Bíblia em Festa”, em parceria com a Difusora Bíblica (Ordem dos Frades Menores Capuchinhos – Província de Portugal). No espaço de apenas uma semana, esta exposição foi visitada na Praça da Figueira, em Lisboa, por cerca de 15 000 pessoas, em Novembro de 2005. Esta mesma exposição esteve patente entre Junho e Julho de 2008 na cidade de Portimão como resultado de uma parceria entre a Câmara Municipal local e a Diocese do Algarve que patrocinou um programa diário de animação cultural que juntou mais de 1 200 pessoas. A exposição foi visitada por quase 5 500 pessoas.

“325 d’Almeida”: Como forma de celebrar o 325.º Aniversário da primeira edição do Novo Testamento traduzido para a nossa língua pelo primeiro pastor protestante português, João Ferreira de Almeida (1681-2006), foram preparadas um conjunto de iniciativas, a maior parte das quais em parceria com outras entidades. As cerimónias oficiais desta celebração decorreram na cidade de Mangualde e constaram de uma sessão evocativa da vida e obra do tradutor e a inauguração da exposição “O Tesouro Mais Precioso”, mostra biobibliográfica sobre João Ferreira de Almeida. Das iniciativas constou ainda a edição das obras “A Bíblia de João Ferreira Annes d’Almeida”, trabalho académico da autoria do Frei Doutor Herculano Alves, e “A Bíblia Ilustrada”, publicação em oito volumes do texto original de Almeida fixado pelo Padre Doutor José Tolentino Mendonça e com iconografia original da pintora Ilda David, da responsabilidade das editoras Assírio & Alvim e Círculo de Leitores. A exposição “O Tesouro Mais Precioso” tem entretanto sido exibida em muitas outras localidades do país, atraindo em cada uma delas algumas centenas de pessoas.

“Entre o Sofrimento e a Esperança”: Numa parceria com a Comissão Nacional da Pastoral da Saúde da Conferência Episcopal Portuguesa, a Sociedade Bíblica preparou uma exposição com temática bíblica que tem estado a ser exibida nos átrios de diversos hospitais públicos do nosso país desde Março de 2007. Esta exposição foi já visitada por cerca de 5 000 pessoas e tem sido acompanhada da promoção de diversas iniciativas no âmbito do papel da espiritualidade no sofrimento humano.

“Violência? Dá-lhe a volta!”: Atenta ao problema da violência entre os mais jovens e, em particular, entre os estudantes das escolas de ensino básico e secundário, a Sociedade Bíblica preparou uma exposição bíblica destinada a públicos juvenis recorrendo a uma linguagem gráfica muito apelativa e eficaz. Esta exposição que já foi visitada por mais de 10 000 estudantes está a ser desenvolvida em cooperação com os Secretariados de Educação Religiosa das Dioceses de Lisboa, Porto e Setúbal.

Para 2009, na passagem dos 200 anos da primeira distribuição bíblica em Portugal da Sociedade Bíblica, está previsto o lançamento do novo texto bíblico da Tradução Interconfessional em Português Corrente. Esta é a única tradução bíblica em língua portuguesa que juntou num espírito de salutar cooperação reputados biblistas católicos e protestantes ao longo de mais de 30 anos. Foi feita a pensar no público em geral e a escolha das palavras, da maneira de falar e da sintaxe utilizada procuram situar-se ao nível do quotidiano do leitor. A tradução dependeu da análise semântica dos termos, expressões e construções das línguas originais (hebraico, aramaico e grego) que serviram de base ao texto português.

A Sociedade Bíblica desenvolve ainda diversos projectos de angariação de donativos de entre os quais se destaca o Clube Uma Bíblia por Mês, uma iniciativa de dezenas de Sociedades Bíblicas no mundo que tem por objectivo obter fundos para a Obra Bíblica em países mais necessitados. Portugal juntou-se a este esforço mundial em 2001, pela primeira vez, e desde essa altura mais de 550 pessoas já participaram neste esforço, doando mensalmente o montante de cinco euros. Em cada ano são escolhidos doze projectos (um por cada mês) e cada um dos membros responsabiliza-se por contribuir o orar pela concretização de cada um desses projectos. A partir de 2007 foi decidido associar cada um dos projectos a um Dia Internacional, Mundial ou Nacional, pelo que para além da ajuda a um projecto concreto o membro do Clube passa também a ter informação concreta sobre as necessidades do mundo em que vivemos. Ao associar-se a este Clube o membro pode também incentivar a formação de um Grupo B.O.M. (Bíblia, Oração e Missões), que constitui uma forma de envolvimento concreto no discipulado cristão. Ao organizar um Grupo B.O.M. o membro estará a:

·         Entregar nas mãos de Deus os projectos do Clube e suas consequências nas vidas dos que vão receber as Escrituras ao longo do ano;

·         Cultivar apreço e gratidão pela Palavra de Deus;

·         Cultivar uma visão (e eventualmente acção) missionária.

Estamos ainda disponíveis para promover a Obra da Bíblia em Portugal desenvolvida pela Sociedade Bíblica através da celebração do Dia da Bíblia nas comunidades cristãs locais. Desde o início do seu trabalho em Portugal que a Sociedade Bíblica tem incentivado as comunidades cristãs locais a dedicar um dia em cada ano para celebrar a importância da Bíblia na vida dos seus fiéis. Cada comunidade pode escolher a data mais apropriada no contexto do seu calendário de actividades, podendo convidar um representante da Sociedade Bíblica para transmitir informações sobre a Obra Bíblica no país e no mundo e apresentar a mensagem bíblica. O Dia Nacional da Bíblia é geralmente celebrado no segundo domingo de Novembro de cada ano, que corresponde ao domingo mais próximo da chegada a Portugal do primeiro enviado da Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira, George Borrow, em 1835. Este evento decorre em cidades diferentes de ano para ano.

EDUCAÇÃO MORAL E RELIGIOSA NAS ESCOLAS PÚBLICAS

Despacho Normativo 104/89 de 16.11.89, que determina: “Nas escolas oficiais dos 2º e 3º ciclos do ensino básico e do ensino secundário poderão ser ministradas, em regime de frequência facultativa, aulas de formação religiosa das diversas confissões religiosas com implantação em Portugal.”

 

Lançamento em experiência pedagógica da disciplina de Educação Moral e Religiosa Evangélica nas escolas públicas, sob a coordenação da Comissão para a Acção Educativa Evangélica nas Escolas Públicas (COMACEP) em representação da Aliança Evangélica Portuguesa (AEP) e do Conselho Português das Igrejas Cristãs (COPIC).

 

 

 

COMO NASCEU A COMACEP

(Este texto foi refeito no verão de 1999 a partir de uma Palestra elaborada em Dezembro de 1995)

1

A existência da COMACEP, Comissão-Para-A-Acção-Educativa-Evangélica-Nas-Escolas-Públicas decorre da luta por parte da Comunidade protestante em Portugal que foi possível travar depois do 25 de Abril  -  pelo direito a ser respeitada e a poder expressar-se sem condicionalismos, e, numa área mais específica, pelo repúdio do monopólio por parte da Igreja católica do ensino religioso oficial nas Escolas públicas, fruto da Concordata com o Vaticano de 1940, situação essa que se tornou numa flagrante incongruência após a conquista das liberdades fundamentais em Abril de 74 e da promulgação da 1ª Constituição democrática um ano após.

 

Mas mesmo no período da ditadura de Salazar algumas vozes se levantaram, com certa timidez, repudiando essa hegemonia, como foi o caso num Encontro, no Norte, nos arredores do Porto, de catequistas e de professores de Religião e Moral (católicas), nos finais dos anos 60, e em que expressamente se condenou a hegemonia do ensino de Religião nas Escolas públicas. Infelizmente estou falando de cór, sem textos nem recortes de publicações periódicas que o confirmem. Mas alguns dos mais velhos lembram-se disso. A corrente liberal no seio da igreja católica era então muito forte.

 

Depois do 25 de Abril criou-se uma situação de ambiguidade: por um lado a Constituição de 75, do Portugal democrático, afirmava, como ainda afirma - e esperemos que nunca deixe de afirmar - a laicidade do Estado e o respeito absoluto pelas opções religiosas ou outras, de cada cidadão. No Artº 13º, no nº 2 a Lei fundamental garante que «...ninguém será beneficiado ou privilegiado em razão (entre outras)... de religião ».

Por outro lado o Governo de então teve a preocupação de enviar, embora sem grandes tardanças, um Ministro seu (Salgado Zenha) ao Vaticano, para garantir a não-beligerância de Portugal em relação ao Vaticano e à Igreja católica, e para garantir o respeito pela Concordata. Nessa altura debatia-se candentemente o problema do Divórcio. Havia evidentemente forte desejo por parte das forças progressistas moderadas de então, de atrair os votos dos católicos e das suas hieraquias, muito assustados e apreensivos como estavam.

É claro que não é a existência em si da Concordata que revolta os protestantes, por obsoleta que ela seja. Façam as Concordatas que quiserem, mas dêem às outras Comunidades as mesmas possibilidades de acederem, se elas pretenderem, aos privilégios e benefícios de que a igreja romana beneficia com esse Tratado. Para isso requere-se que haja conjugação de esforços para chegar ao que em Espanha se conseguiu com a FEREDE, por exemplo. A Lei de Liberdade Religiosa a discutir, em projecto, proximamente (1999) na Assembleia da República dá-nos algumas esperanças.

 

2

década dos anos 80  foi importante para a génese da COMACEP.

 

Em Dezembro de 80 - apenas 6 anos após o 25 de abril -  o Ministro Victor Crespo regulamenta o Ensino da Religião e Moral Católicas nas Escolas primárias, afirmando, no preâmbulo do Diploma respectivo, e com todo o desplante, para não dizer hipocrisia, o seguinte:

"A Declaração dos Direitos do Homem e a Constituição Portuguesa cometem ao Governo a obrigação de criar condições para que os Pais possam livremente (! o sublinhado é nosso) optar pelo modelo educativo para os seus filhos..."!

Essa «opção livre» - a fazer-se não só no Primário como no Secundário ( que era assim que então se chamavam os dois níveis educativos)  -  em que é que consistia ?  Em os Encarregados de Educação terem de declarar expressamente por escrito que não queriam esse ensino católico para os seus educandos. Portanto, a única concessão " democrática " que era feita era a de permitir a recusa de um ensino que todos à partida tinham que (sublinho) receber.

Essa situação abusiva, para não lhe chamar outras coisas, prolongou-se ainda durante anos.

 

Em 1982 novo documento legal do ME (chamava-se MEC, então) torna regulamentar, com pequenas variantes, esse ensino religioso nas Escolas, insistindo na obrigação dos Pais (e encarregados de Educação) que o recusarem, pedirem em declaração escrita a respectiva isenção. Em muitos casos as Escolas exigiam reconhecimento da assinatura! Se o Ministério da Educação insistia era a prova de que a questão não era pacífica. Analisado esse texto pelo CR (Conselho da Revolução) este não acha nada contra, com dois votos achando que sim, que havia um fundamento errado nesse documento. Era mais uma incongruência do PREC.

 

A AEP, e também o COPIC, (que congrega as igrejas presbiteriana, metodista e lusitana), protestaram junto dos Órgãos máximos da República, nessa altura: o Presidente e o CR, e emitiram também um Comunicado conjunto de protesto (em Setembro de    1982).

 

Em 1983 a APCE (os Professores Cristãos Evangélicos) reuniu-se em mais uma Conferência Nacional e mandámos para a Imprensa, os que estávamos na sua liderança, um Comunicado de repúdio pelo carácter semi-obrigatório da Disciplina de Religião e Moral Católica.

 

No início de 1984 eu próprio pude expor perante o então Ministro da Administração Interna, o Eng. Eduardo Pereira, em Faro, numa reunião de âmbito partidário, e portanto com certa margem de àvontade, algumas destas questões que preocupavam os evangélicos. A resposta foi compreensiva mas evasiva, aliás um pouco ao jeito pessoal do próprio Ministro. Mas ficou registado. E participei isso ao então Presidente da AEP.

 

Em 1985 é a vez da Ordem de Pastores Baptistas de Portugal enviar uma exposição de protesto com referência a este assunto específico, assim como a outros, às entidades máximas da estrutura estatal: ao Presidente da República, ao Presid. da Assembleia da República, ao Tribunal Constitucional, ao Provedor de Justiça, ao Primeiro Ministro e ao Ministro da Educação. (Fora entretanto dissolvido o CR)

 

Ainda num Despacho de '85 do ME, assinado por João de Deus Rogado Salvador Pinheiro, obriga-se a serem assinalados nas Pautas das Escolas os alunos que não frequentam a Religião e Moral Católica. Para quê este cuidado específico? Fica-se perplexo. E isto passa-se em plena democracia.

 

Em 1986 o ME (então MEC ainda) - certamente pressionado pelos protestos que continuavam, e que não vinham só da Comunidade protestante, naturalmente - sentiu-se na necessidade de enviar para as Escolas um «esclarecimento» sobre as razões da existência da disciplina de Religião e Moral Católica. Mas não convenceu muita gente.

 

Os Sindicatos, esses, continuavam - como continuam - perfeitamente alheios a essa problemática. Lembremo-nos que os Objectivos dos Sindicatos desta Área educacional, não são meramente profissionais, no sentido restrito do termo. Têm que ver com as condições em que a Educação é exercida e com os parâmetros pedagógicos e democráticos, entre outros, em que os Discentes, os Professores e os Encarregados de Educação, pelo menos estes, exercem os seus direitos à Educação. Mas o interesse da problemática da Religião e Moral escapa-lhes.

 

Em 1987 tem lugar a 3ª Conferência Nacional dos Professores Evangélicos, da APCE. Nela, tal como nas anteriores, eu próprio pude fazer uma Exposição que pretendi que fosse acutilante e esclarecedora, sobre a situação inaceitável nas Escolas, no que se referia à Disciplina de que estamos a falar. É claro que falámos aí, e denunciámos, outras coisas mais, como trabalho e políticas salariais, objectivos da produção, condição feminina, etc. E mandámos mais um Comunicado para a Imprensa.

 

Mas esse mesmo ano de '87, foi o do cúmulo da situação: em 16 de Outubro Roberto Carneiro assina a célebre Portaria que institui essa mesma Disciplina nas Escolas Superiores de Educação nessa altura integradas nos Institutos Superiores  Politécnicos! Eu estava ensinando - nesses anos - na ESE de Faro, como Orientador Pedagógico, e dei-me bem conta da onda de protestos, de vários sectores, que essa medida levantou, quanto mais não fosse porque contrariava fundamentalmente a autonomia pedagógica curricular das Instituições de Ensino Superior.

 

Alguns de entre nós, durante todos esses anos tínhamos também lutado através da escrita, escrevendo para os Jornais, Cartas à Redacção e Artigos, obviamente mais facilmente aceites no âmbito regional. Era a única arma que tínhamos, para além do esclarecimento das pessoas que estavam mais próximas de nós nos nossos círculos de relações sociais.

 

Os Sindicatos, repito, não estavam, como não estão, sensibilizados para essas questões, que lhes cheira a beatice de facções religiosas minoritárias, e sobretudo porque - tal como todas as forças políticas - ninguém quer hostilizar a igreja tradicional: seria um suicídio político.

A intervenção política directa não era, nem é, apanágio dos protestantes entre nós, infelizmente. A minha própria militância política de então não foi sempre bem aceite no meio religioso em que me inseria.

 

3

Até que, ainda nesse ano de 87, o Governo achou bem - e bem fez - enviar a Regulamentação de Matrícula na Disciplina de Rel. e Moral Católica  ao Tribunal Constitucional. O Acórdão com a deliberação deste último considerou inconstitucional por omissão algumas - uma ou duas - das suas normas. As declarações de voto de vencido de alguns dos Juízes (porque exigiam mais, como por exemplo, a de Vital Moreira) foram causticantes ! E o certo é que isso foi a porta que abriu a possibilidade daí a algum tempo de se formar a Comacep.

 

Em 1988, o ME convida as entidades ou Comunidades religiosas que o pretendessem, a acordar em formas de participação na Educação Religiosa dos estudantes das Escolas Públicas, a nível pós- primário até ao fim do Secundário.

Representantes da  AEP e do COPIC reuniram-se então na Sociedade Bíblica em Lisboa, com a participação, por convite, da APCE (minha Mulher e eu próprio estivemos lá como Delegados seus) e dos GBU (o Dr. Jónatas Machado também lá esteve em representação deste último). Na Mesa estava, para além dos dirigentes de então dos referidos Órgãos de cúpula, o Juiz Conselheiro Dr. José Dias Bravo, como Jurista, prestando esclarecimentos. Nesse Encontro cruzaram-se as duas posições habituais dos protestantes: a defesa da Escola laica e consequentemente a abstenção e a recusa de intervir na Educação pública, por um lado, e por outro a defesa do direito a intervir também nas Escolas, mas em condições de autêntica liberdade de escolha por parte dos discentes / aprendedores, assim como por parte dos Encarregados da Educação, e sem qualquer subordinação ao Estado dos Formadores / Professores. Felizmente prevaleceu esta última posição. Compreende-se a relutância dos primeiros: longos anos de conluio abusivo e espoliador de direitos, por parte da igreja tradicional, em sintonia com a Ditadura deixaram muitos líderes da minoria protestante em Portugal, absolutamente relutantes a qualquer ligação pactuante com os Poderes públicos. Esses longos anos de convergência de interesses de Igreja / Estado deixaram-nos ciosos da independência, ainda que com grandes lutas, com que sempre tinham combatido pela pregação do Evangelho. Mas os tempos eram e são outros agora. Vale a pena - e é nosso dever - lutar civicamente pelos nossos direitos.

 

Nesse referido Encontro na Sociedade Bíblica reuniu-se no final um pequeno grupo que redigiu um Comunicado final. Tive o privilégio de fazer parte desse Grupo redactor. Lembro-me que lá estavam também o Pastor Salvador, creio que o Pastor Cardoso, e o Prof. Fernando Ascenso. Não me lembro se mais alguém.

 

Os mesmos dois Órgãos de cúpula, meses depois, nomearam Delegados seus para integrarem uma COMISSÃO que estudasse, planeasse e organizasse, em diálogo com o ME (onde ainda estava Roberto Carneiro) a intervenção dos Protestantes nas Escolas pós- primárias, não Superiores, e em condições a acordar.

 

Essa tal referida COMISSÃO reuniu-se pela primeira vez na Sede da AEP, sob a moderação do Presidente dessa altura, o Pastor Jaime Vieira, e era constituida por dois elementos do COPIC - o Dr. David Valente, Advogado, da igreja presbiteriana e o Pastor da igreja lusitana, José Gonçalves e três da AEP -  o  Dr. Jónatas Machado, a Drª Isabel Pinheiro e eu próprio. A Drª Isabel, na primeira reunião, ficou naturalmente como Coordenadora, pois que tinha boas condições para acompanhar de perto, em Lisboa, o processo de relações com o ME. Em reuniões posteriores a Comissão auto- denominou-se COMISSÃO-PARA-A-ACÇÃO-EDUCATIVA-EVANGÉLICA-NAS ESCOLAS-PÚBLICAS, COMACEP.

 

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Os contactos com o Ministério da Educação foram lentos e demorados, devido, para já, ao gigantismo do ME, e por outro ao enorme peso burocrático da nossa Administração. Mas também devido à «novidade» de se verem protestantes dentro do ME a dialogar. Muita gente em todas as estruturas do nosso sistema educativo se deve ter enervado com isso. O certo é que - sobretudo a Irmã Isabel Pinheiro - acabou por encontrar também gente simpática e aberta. A luta apenas começara. E o caminho seria longo até que se viesse a chegar a uma situação democraticamente aceitável. Ainda há tanto que tem de ser mudado, nomeadamente as mentalidades!

 

Em 1989 estava em pleno funcionamento, com a EMRE efectivada numas dezenas de Escolas com um bom punhado de Professores entusiasmados a leccionar, e muitos outros inscrevendo-se como Candidatos, com alunos interessados, mesmo não evangélicos, rodeados, de uma forma geral, por um ambiente de certa simpatia nas próprias Escolas, com Acções de Formação que os apoiavam. Mas, claro, com muitas lutas pela frente, a nível do Ministério, a nível de alguns Conselhos Directivos. Havia por exemplo Professores que passavam meses sem serem pagos, por questões burocráticas, e de falta de suportes legais que o ME e o Governo tardavam em regularizar! Recusavam-se, em certas Escolas, a formação de Turmas de EMRE alegadamente por não estarem preenchidas as condições legais de número de matrículas, mas não se recusavam nas mesmas condições a formação das Turmas de EMRC... Mas devemos reconhecer que noutros aspectos o ME ia facilitando, lentamente, mas como era possível, as necessidades da COMACEP. Nem tudo era mal.

Por parte da própria Comunidade Evangélica levou ainda certo tempo antes que a nossa presença nas Escolas fosse plenamente aceite, lembrada e apoiada, por toda a parte. Mas acabou por sê-lo.

 

Até que em 2 de Novembro foi publicado no Diário da República o Decreto-Lei 329/98 que traz suporte legal definitivo a esta Disciplina. Foram dez anos de espera! Foi demasiado, para um regime afirmadamente democrático.

 

Entretanto a COMACEP tinha elaborado o seu Regulamento interno, um Programa da Disciplina, posteriormente e devidamente aprovado pelo ME, e outros documentos importantes. Fizeram-se contactos com Organizações Educativas cristãs evangélicas na Espanha e na Europa. Recebemos mesmo a visita de um Delegado de Espanha, numa das Acções de Formação. A Comissão estabeleceu o seu próprio Secretariado, nas dependências da AEP, naturalmente. Assinou um Protocolo de Cooperação com diversas Escolas de Formação Teológica evangélicas, algo de essencial para a Formação dos Professores e para os credenciar junto do ME o qual reconheceu em texto legal a idoneidade dessas Escolas para a Formação inicial desta docência, um passo muito importante, até para estas mesmas Escolas teológicas.

Posteriormente o COPIC acabou por se desligar da COMACEP, por não se identificar com os seus objectivos e conteúdos programáticos embora não desaconselhando aos membros das suas igrejas a participar a título individual.

 

Existem dois Organismos evangélicos, no âmbito educativo que para além dos seus Objectivos e Estratégias próprios têm vocação para complementar a acção e o testemunho cristão da COMACEP: os Grupos Bíblicos Universitários (GBU/GBES ), e a Associação de Professores Cristãos Evangélicos,(APCE) esta última contudo passando (em 1999 ainda) por uma fase, infelizmente, de algum "stand by", ao que parece.  Assinale-se a colaboração generosa da Sociedade Bíblica de Portugal, e também dos Gedeões Internacionais em Portugal, na oferta e distribuição das Escrituras a Alunos e a Professores, no quadro da actividade da EMRE. Várias Organizações, assim como a visita de Missionários, têm enriquecido a sua presença em diversas Escolas.

 

A AEP forneceu sempre apoio logístico indispensável para a vivência da COMACEP cuja extensão neste momento já é significativa : é responsável pela Acção educativa que se faz junto de mais de um milhar de alunos, uma grande parte dos quais sem ligações com igrejas protestantes, o que é assinalável. Propõe para nomeação oficial os Professores de EMRE, que são pagos pelo erário público, e orienta a acção dessas dezenas de Agentes de ensino evangélico em exercício em Escolas do Norte a Sul do país, nos Açores e em Macau, sem contar com os que estão de certa forma ligados à Comacep como "candidatos".

 

Actualmente (1999) a Comissão está a reorganizar-se e a procurar reforçar as suas estruturas caminhando no sentido da profissionalização dos seus executivos. Estamos em tempos em que já nada vai com carolice pioneira. As coisas devem ser bem feitas e com qualidade. A Educação e o futuro daqueles que procuram a EMRE, alunos, pais, familiares e igrejas locais não admitem outra coisa particularmente a um ano de entrada em novo século e novo milénio na perspectiva do confronto com desafios, condicionalismos, oportunidades e meios tecnológicos alguns ainda imprevisíveis mas surgindo vertiginosamente.

 

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Nunca se pensou fazer qualquer espécie de concorrência à Educação Moral e Religiosa Católica, ou pensar que nós é que sim, que íamos enfim falar a Verdade nas Escolas, pregar o Evangelho nas Escolas, e tentar transformar as Escolas num apetitoso cenário de tipo de «Escola Dominical» protestante, em que as mentes dóceis dos aprendedores em formação aderissem passivamente à nossa pregação, aliciados com alguns ingredientes extra-escolares, como passeios, acampamentos e outras coisas assim. Se alguém assim pensou, não é isso que estava - e espero que não esteja - nas mentes dos membros da Comacep.

 

Pretendeu-se sempre proporcionar aos alunos um tempo de reflexão, e de debate sobre aquilo - é certo - de que estamos convictos, mas sem lavagens de cérebro. Revelando-lhes Deus e Jesus Cristo, tal como está na Bíblia, mas sem fazer «evangelização» como é entendida correntemente. A EMRE - Educação Moral e Religiosa Evangélica, (inicialmente ganhou aceitação em certos meios a designação de FRE, Formação Religiosa Evangélica, mas essa designação deverá ser esquecida, para não provocar confusão, pois não corresponde a nenhum nome oficial) é uma Disciplina (Oficial, mas de frequência voluntária) integrada numa Área chamada de Formação Pessoal e Social, tal como a EMRC, e que deve ajudar os alunos a conhecer mais e melhor sobre as coisas espirituais, e, naturalmente, na perspectiva protestante. Mas sem confronto seja com que outra perspectiva for, antes em postura dialogante. Por isso não se consideram os Monitores de EMRC, por exemplo, como adversários ideológicos, mas como interlocutores de diálogo. E já são bastantes os exemplos de uma saudável colaboração em determinadas iniciativas conjuntas, o que é sempre positivo para os alunos. Não nos demitimos das nossas convicções, claro está. Deixamos sim às igrejas, o trabalho de formação da identidade espiritual ou religiosa, se os alunos quiserem progredir mais no conhecimento das coisas de Deus, da Bíblia e de Cristo, na perspectiva evangélica, para além da Escola. Mas nesta, mostramos-lhes como e porque nos relacionamos com Deus, lemos a Bíblia, oramos a Deus e o louvamos, explicamos como nos comportamos à luz da Revelação de Deus, e como encaramos os outros e os dramáticos problemas que avassalam o mundo - sob a inspiração da Palavra do nosso Deus - mostrando que Solidariedade, Cooperação, Educação e Desenvolvimento com Justiça e com Paz, respeito pela Natureza, e respeito pela opinião dos outros, etc, etc, não são coisas vãs, antes são valores fundamentais, inspirados basicamente pelo Cristianismo.

 

Naturalmente que a Bíblia é um Livro de base nas aulas. Mas há um Texto programático. Aí se propõe o uso didáctico de outros «textos»: outros livros, filmes, textos elaborados pelos alunos e até expressões plásticas expressando a sua sensibilidade. Encorajamos o convite a outros intervenientes externos na Aula: Pastores, Missionários, outros Professores, especialistas de determinadas áreas, etc, etc. E isso tem acontecido. Definimos, certamente, um conjunto de pontos doutrinários que servem de parâmetros. Temos de saber em que cremos. Mas há muito por onde enriquecer a formação do discente.

 

E sem dúvida que pretendemos muito que as aulas de EMRE não sejam tempos expositivos, de monótonos discursos moralistas, mas sim tempos de procura e de reflexão, de debate e diálogo em temáticas que se prestem a isso, de confronto sadio, mesmo de interdisciplinaridade, questionando dados cognitivos fornecidos pelas outras áreas curriculares; tempos de alegria, porque não, e tempos de iniciativas que dêem consistência à personalidade em formação, que se enquadrem nos Projectos da Área Escola e Escola / Meio: iniciativas de intervenção social, cultural e mesmo política, se se justificar. Tudo isso com metodologias adequadas às faixas etárias dos educandos, e acompanhando participadamente as correntes reformadoras do próprio Sistema educativo.

 

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Tanto a Direcção da AEP que muito tem apoiado este testemunho cristão na área educativa em Portugal, como os responsáveis da COMACEP oram e empenham-se dedicadamente para que esta estrutura pedagógica cumpra eficazmente os seus objectivos para a glória de Deus, e até à bendita Vinda do nosso Senhor e Salvador.

 

João A. C. Pinheiro, Professor

Assessor da COMACEP

FORMAÇÃO TEOLÓGICA

 

Seminário Teológico Baptista

IBP - Instituto Bíblico Português – Tojal (1974)

MEIBAD – Monte Esperança Instituto Bíblico das Assembleias de Deus

Acordo com a Universidade Lusófona no dia 31 de Julho de 2000, para efeito de equivalência e reconhecimento dos nossos cursos dos Institutos e Seminários Evangélicos. Encontra-se integrado no Curso Ciência das Religiões. Ao abrigo deste protocolo, os nossos alunos poderão ter reconhecimento oficial a nível de licenciaturas, mestrados e doutoramentos.

 

SEMINÁRIO TEOLÓGICO BAPTISTA

A história do Seminário Teológico Baptista, como instituição da Convenção Baptista Portuguesa (CBP) vocacionada para o ensino teológico, remonta ao ano de 1969, quando abriu as suas portas para receber 8 alunos, nas instalações de Queluz, sob a direção do Dr. Lester Carl Bell, missionário da Junta de Missões Estrangeiras da Convenção Baptista do Sul dos Estados Unidos, uma vez que funcionou em Leiria, entre os anos 50 e 64.

A abertura do Seminário da Convenção Baptista Portuguesa, foi o corolário de diversos esforços e iniciativas de ensino teológico que, entre os anos de 1965 e 1968, se desenvolveram para tentar colmatar a inexistência de uma instituição credível, estável e organizada para o efeito.

Os primeiros docentes foram os professores Dr. Lester Carl Bell, Dr. Manuel Alexandre Júnior, Dr. Grayson Tennison, Dr. João António Marques e Dr. Dâmaso Lopes da Silva.
O ano letivo de 1969/70 foi o seu primeiro para os cursos de Bacharel em Teologia, Graduado em Teologia e Graduado em Educação Cristã, nos quais se matricularam 8 alunos.

 

 

MEIBAD

Foi na Convenção Pentecostal realizada de 10 a 16 de Maio de 1965 na cidade de Portimão que foi proposta a criação de um Instituto Bíblico para a formação dos candidatos a obreiros das Assembleias de Deus.

Assim o primeiro Instituto Bíblico tornou-se uma realidade no dia 13 de Janeiro de 1966. Os primeiros sete alunos vieram de várias cidades até Lisboa, onde o Instituto funcionava, na Av. Almirante Reis, 97-1º e 2°.

Durante anos, foi nesta Instituição que se prepararam uma boa parte dos pastores das Assembleias de Deus. O curso tinha a duração de seis meses intensivos, com aulas de manhã e à tarde. À noite havia uma vertente prática através da colaboração dos alunos nas diferentes igrejas da chamada grande Lisboa.
Os impulsionadores desta obra foram os saudosos Pr. João Sequeira Hipólito, Pr. Tage Stáhlberg, Pr. Ernesto Newman, Pr. José de Oliveira Pessoa e Pr. Alfredo Machado.
Além dos irmãos acima mencionados, foram também professores o Pr. Fernando Martinez, Dr. Guerreiro, Dr. Jorge Pinheiro e Pr. Manuel Ribeiro Fernandes.

1975 – Novas instalações

Em 1972 os pastores das Assembleias de Deus, decidiram na sua convenção nacional, convidar o missionário Samuel H. Johnson a fundar e dirigir um Instituto Bíblico em Portugal. Aceitando o convite, o pastor Samuel regressou a Portugal em Janeiro de 1974 juntamente com Gordon Bialik e respectivas famílias. A quinta Vale das Maias em Fanhões – Loures foi considerada ideal para a localização do Instituto. Assim com uma azáfama entusiástica, puseram-se mãos à obra e em finais de 74 e durante todo o 1975, construíram-se os primeiros edifícios e o jardim de oração, tendo também sido remodelados os edifícios já existentes, depois de uma árdua batalha legal para a compra da propriedade. Os primeiros alunos chegaram no dia 1 de Setembro de 1975 começando as aulas mesmo com as construções a prosseguirem. Vinte e cinco alunos concluíram o primeiro semestre, juntando-se-lhes outros em Janeiro, para o segundo semestre. A construção de edifícios continuou durante Janeiro de 1976. No dia 23 desse mesmo mês e ano, representantes das assembleias de deus da Europa, pastores de todo o Portugal e centenas de irmãos e irmãs, bem como amigos reuniram-se para o culto de consagração.
De 1975 até 1989 esta Instituição esteve ligada à Convenção das Assembleias de Deus, com o nome de Instituto Bíblico de Portugal - Monte Esperança , sendo a sua direcção luso-americana. Entretanto o funcionamento do IBP-ME continuou sobre total supervisão americana, ao passo que a Convenção Nacional decidiu criar outro Instituto. Durante este período foram directores do Monte Esperança: Samuel Johnson, Rolland Dudley, Duane Henders e Harry Osland.
Antes da fusão passaram pelo Monte Esperança 565 alunos.

1989 a 1995 – Um novo rumo

Em Janeiro de 1989, na Assembleia-geral Extraordinária da Convenção das Assembleias de Deus em Portugal, realizada em Setúbal, foi decidido fundar a Escola Bíblica Nacional.
Assim, foi eleita uma Comissão Instaladora integrada pelos Pastores: Luís Reis (Presidente), José Pessoa, Vieito Antunes, Delfim Cordeiro, José António Lourenço, Manuel Moutinho e Casimiro das Neves, por inerência, dado que foi nomeado para Director.
O Pastor Casimiro das Neves exerceu o cargo de Director durante o primeiro ano, tendo sido substituído pelo Pastor José António Lourenço que permaneceu até 2007.
Esta Escola foi instalada no Centro Bíblico, na Foz do Arelho, que em 14 de Setembro de 1998 foi designado "Centro Bíblico Pastor João Sequeira Hipólito", em homenagem póstuma ao seu fundador.
Nos primeiros dois anos, as instalações eram bastante precárias e exíguas. No entanto, a partir do terceiro ano foram introduzidas melhorias substanciais.
Também nos primeiros dois anos, só puderam ser admitidos alunos do sexo masculino, devido à falta de instalações para ambos os sexos. No terceiro ano, e já com as instalações ampliadas e melhor adaptadas, foi admitido o primeiro casal, e a partir do quarto ano, foram admitidas as primeiras alunas solteiras.

1996 a 1998 – Ampliação e Extensão Curricular

O curso, que durante os primeiros tempos era apenas de um ano, passou a ser de dois anos a partir de 1996. Assim, dá-se a distinção entre o Curso Básico e o Curso Complementar.
O Curso Básico, de apenas um ano, destina-se a preparar os alunos que desejam adquirir mais conhecimentos bíblicos e melhor servir o Senhor na sua Igreja local. O Curso Complementar, de dois anos, é obrigatório para todos os alunos que, com uma reconhecida vocação, desejam dedicar-se ao serviço cristão a tempo inteiro.
Em 1996 foi estabelecido um acordo bilateral com a EETAD do Brasil. Inicia-se então um Curso Básico de Teologia por Extensão, designado EBN-EETAD. Actualmente este curso comporta cerca de 40 núcleos espalhados pelo País, com uma frequência total de 650 alunos. O Pr. António Tavares de Oliveira é o Director da EETAD em Portugal.
A Escola Bíblica Nacional foi, em 1997, considerada apta a conferir habilitações aos Professores de Educação Moral e Religiosa Evangélica (despacho conjunto n.º 179/97 do Diário da República, - II série n.º 171, de 26/6/77).

1999 e 2000 – Tempos de mudança

Por escritura pública no dia 14 de Abril de 1999, a Escola adquiriu personalidade jurídica e passou a designar-se Instituto Bíblico da Convenção das Assembleias de Deus em Portugal (IBAD).
Em 31 de Julho de 2000, firmou-se um Protocolo com a Universidade Lusófona em Lisboa. Desta forma os alunos formados pelo IBAD obtêm equivalência para efeito de licenciatura em Ciência das Religiões nessa Universidade. É de salientar que vários dos alunos graduados no IBAD têm aceite o desafio de se licenciarem, enriquecendo o seu ministério e a obra de Deus em Portugal.

2003 a 2006 – Melhor estrutura e mais qualidade

Dentre os elementos que integraram as várias Direcções que orientaram os destinos desta Instituição, destaca-se o Pr. José de Oliveira Pessoa, já com o Senhor, o qual muito se esforçou para a sua implantação. O Pr. António Barata também pertenceu a uma das Direcções
Em Abril de 2003 foi eleita uma nova direcção. Esta tem a seguinte constituição: Presidente Pr. Paulo Branco, Vice-presidente Pr. Manuel Moutinho, Tesoureiro Pr. Vieito Antunes, Secretário Pr. Samuel Martins, 1º Vogal Pr. Manuel Joana e 2º Vogal Pr. Carlos Baptista. O Pr. Tavares de Oliveira foi nomeado vice-director em Junho de 2003.
Também foi iniciado um curso de pedagogia anual para o corpo docente do IBAD. Os objectivos são a melhoria da qualidade e efectividade do ensino, através de uma reciclagem pedagógica dos professores.

Em Setembro do mesmo ano, testou-se a implementação do 3. ° Ano Ministerial Especializado, com Bacharel em Teologia. Este curso tem uma componente externa, na qual os alunos fazem a sua formação teórica e prática no terreno. Assim, nos meses de Janeiro a Abril os alunos estão envolvidos nas áreas da Acção Social, Comunicação Social, Toxicodependência, Evangelismo, Missões e Pastoral.
Em Abril de 2005 foi decidido alargar o curso para três anos, obrigatório para todos os candidatos ao ministério a tempo integral nas Assembleias de Deus. Esta ampliação está a ser ponderada de forma a ser efectivada em tempo oportuno.
Simultaneamente foi aprovado que o curso básico de Teologia da EETAD será de futuro reconhecido como equivalente ao primeiro ano do IBAD.
Este Instituto tem já contribuído substancialmente para o enriquecimento e expansão das Assembleias de Deus em Portugal e para a qualidade dos seus Ministros, embora lutando ainda com carências de vária ordem, que gradualmente têm vindo a ser colmatadas.
O número de alunos graduados, ascendeu os 204. A maioria desses obreiros encontra-se no activo. Alguns estão a pastorear Igrejas, a trabalhar em Campos Missionários ou Instituições Evangélicas em Portugal. Outros alunos graduados servem além fronteiras, em Angola, Moçambique, S. Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Brasil, Estados Unidos, Itália, França e Guiana Francesa.

O presente e o futuro

Desde há muito tempo que as lideranças do IBAD e do IB Monte Esperança estavam falando sobre a possibilidade de juntar as duas escolas para melhor servir as Igrejas Evangélicas em Portugal. Em Janeiro de 2007 foi assinado um acordo na Convenção em Portimão no sentido de alcançar este alvo. Assim em Setembro de 2007 nasceu o MEIBAD Monte Esperança Instituto Bíblico da Convenção das Assembleias de Deus em Portugal, resultado da fusão dos dois, juntando 40 anos de experiência, a tradição e formação bíblica e teológica em Portugal.
Por isso, a partir do ano lectivo 2007/2008, passaram a existir condições logísticas e docentes enriquecidas, com o objectivo de dar formação ao nível das exigências actuais.
O MEIBAD possui instalações que permitem receber melhor todos os que queiram adquirir formação nas mais diversas áreas. Além disso existe um leque mais variado de cursos, pensado para que cada aluno possa servir melhor a Deus nas suas igrejas locais e na sociedade em geral.
Está-se ainda a criar um Centro de Estudos e Investigação, para aprofundar questões relevantes e importantes do nosso tempo. Desta forma será apresentada uma posição com base bíblica relativamente a assuntos como aborto, eutanásia, homossexualidade, seitas e movimentos religiosos, entre outros.
Os desafios continuarão a surgir no futuro, mas a Equipa que dirige e colabora no MEIBAD permanecerá empenhada em servir a igreja, formando obreiros devidamente preparados e qualificados.

IBP

A Greater Europe Mission (GEM) entrou em Portugal em 1971 com o objectivo de estabelecer um Instituto Bíblico onde os cristãos pudessem aprender as matérias essenciais da Palavra de Deus, receber treinamento em evangelismo e crescimento da igreja. O seu primeiro passo nesse sentido foi um programa denominado Educação Bíblica por Extensão. Foram estabelecidos Centros por Extensão pelo país. Os missionários desta missão (GEM), ajudados por alguns pastores nacionais, orientaram classes regulares para líderes e jovens.

Finalmente, depois de alguns anos no terreno, no Outono de 1974, foi estabelecido o Instituto Bíblico Português, uma escola residencial, perto de Lisboa. Eventualmente, formou-se uma associação: A Associação Evangélica de Educação (AEE), que é a entidade legal que engloba O Instituto Bíblico Português (IBP).

Cronologia

1970's

1971: A Greater Europe Mission (GEM) entra em Portugal.

1974: O primeiro Director-Geral - Don Crane.

Setembro de 1974: Inciam-se os centros de Estudo Bíblico por Extensão.

1977: Inaugurada a Escola Residencial em Tojal.

1979: Construção do dormitório dos homens. Compra terreno norte e oeste.

1980's

Julho de 1981: O segundo Director-Geral Dr. Jerry Ericson.

Outono de 1982: Construção da Biblioteca e Salas de aulas.

1983: Construção do campo desportivo.

1984: Inicia-se o curso de Mestrado.

1987: Construção dos Escritórios.

1990's

Outobro de 1991: Primeiro programa em conjunto com Columbia Biblical Seminary nas E.U.A.

Setembro de 1993: O terceiro Director-Geral Dr. Fabiano Fernandes.

Junho de 1994: As primeiras licenciaturas conferidas pela ESETE (IBP-AEE).

Setembro de 1994: As aulas de noite começam. 

2000's

2002: As primeiras aulas do curos Obreiro Aprovado.

2004: O Trigésimo Aniversário do IBP.

2007: A primeira Escola Móvel (EMO) em Algueirão-Mem-Martins, Lisboa. 

2009: O curso Preparado para Plantar lançado.

2010's

2011: O curso Especialização em Interpretação Bíblica Aplicada lançado. 

2014: O Quadragésimo Aniversário do IBP.

 

CAPELANIAS

O ano de 2011 é marcado por um incremento na constituição das capelanias hospitalares tendo sido realizados duas formações de um dia. A primeira teve lugar no auditório do Desafio Jovem, em Fanhões, no dia 23 de Março; e a segunda nas instalações do MEIBAD – Instituto Bíblico das Assembleia de Deus, em Fanhões, a 26 de Novembro.

 

LEI DA LIBERDADE RELIGIOSA

22 de junho de 2001 - Publicação da Lei da Liberdade Religiosa (Lei n.16/2001)

 

ORGANIZAÇÕES EVANGÉLICAS

GRUPO BÍBLICO UNIVERSITÁRIO

No final dos anos sessenta. O ano de 1970 é assinalado por nós como o início do GBU pela chegada de Alexandre Araújo, o primeiro obreiro da IFES a dar consistência ao movimento.

A data de nascimento oficial, perante o Estado, foi a 27 de maio de 1976, data da publicação dos Estatutos no Diário da República.

A escritura pública teve lugar no 4º Cartório Notarial do Porto, em 13 de março de 1976. Membros que assinaram a escritura: Manuel Pedro de Almeida Duarte; Fernando Adolfo Serra de Sousa Pinheiro; Maria Celeste Mendes Jorge; Sérgio Paulo Ferreira de Matos; Isabel Rosa Pereira de Almeida Pinheiro; João Alfredo Figueiredo Duarte.

Primeira sede da Associação: Rua da Mãozinha, 12, Coimbra.
Tutores, no início: IFES – International Fellowship of Evangelical Students.
Evangélica, membro nº. 1308 da Aliança Evangélica Portuguesa.

 

APEC – Aliança Pró-Evangelização de Crianças de Portugal

Faz parte de uma organização internacional a operar em 168 países do mundo. Existe em Portugal desde o ano de 1949 e é hoje uma das organizações evangélicas mais antigas, com esforços dirigidos a favor de crianças e adolescentes.

 

GIDEÕES

Fundadores de Os Gideões Internacionais em 1 de julho de 1899

Samuel E. Hill (1867 - 1936 ) John H. Nicholson (1858 - 1946 ) William J. Knights (1853 - 1940 )

Em 1898, John H. Nicholson, de Janesville, Wisconsin, chegou ao Hotel Central de Boscobel para passar a noite. Como o hotel estava lotado, ele teve de ocupar um quarto de dois leitos, junto com Samuel E. Hill, de Beloit, Wisconsin. John H. Nicholson, quando ainda garoto de 12 anos, tinha prometido à sua mãe, agonizante, que haveria de ler a Palavra de Deus e orar diariamente. Como já era seu costume de longa data, preparou-se para ler a Bíblia antes de recolher-se. Os dois homens logo se identificaram como cristãos. Realizaram juntos um culto devocional e, de joelhos, perante Deus, tiveram a ideia que, mais tarde, veio a concretizar-se a formação de uma Associação. Em 31 de maio de 1899, novamente os dois se encontraram em Beaver Dam, Wisconsin, e decidiram convidar para uma reunião, viajantes comerciais, cristãos, para confraternização, evangelismo pessoal e para se unirem no serviço do Senhor. Marcaram uma reunião na A.C.M. em Janesville, Wisconsin, para 1º de julho de 1899.

Apenas três pessoas compareceram - John H. Nicholson, Samuel E. Hill e Will J. Knights. Eles se organizaram, com Hill como Presidente, Knights como Vice-Presidente e Nicholson como Secretário e Tesoureiro. Pensaram muito sobre qual deveria ser o nome da Associação, e depois de orações fervorosas rogando a Deus que os ajudasse na escolha do nome certo, Knights disse: "Chamar-nos-emos Gideões". Leu os capítulos sexto e sétimo de Juízes e explicou a razão da escolha do nome "Os Gideões".

Gideão era um homem que estava disposto a fazer sempre a vontade de Deus, independente do seu próprio ponto de vista e de julgamento quanto aos planos e resultados. Humildade, fé e obediência eram os traços de seu caráter. Este é o padrão que a Associação de Os Gideões procura estabelecer para os seus membros, a fim de que cada um esteja pronto a fazer a vontade de Deus em qualquer tempo, em qualquer lugar e da maneira como o Espírito Santo o guiar.

Considerando que, nos primórdios da Associação, quase todos os membros eram viajantes comerciais, surgiu logo a pergunta sobre como poderiam tornar mais eficaz o seu testemunho de cristãos nos hotéis, onde tinham de passar grande parte de seu tempo. Uma sugestão foi a de colocar uma Bíblia na mesa de recepção de cada hotel de modo a facultar aos hóspedes a oportunidade de tomá-la por empréstimo, caso desejassem. Ocorreu-lhes o pensamento de que este seria um testemunho silencioso nos hotéis, enquanto eles, os Gideões, estivessem noutro lugar.

Esse método de atividade avançada como a denominaram, foi cuidadosamente considerado em reunião do Gabinete, realizada em Chicago, em 19 de outubro de 1907. Um dos membros sugeriu que os Gideões fornecessem uma Bíblia para cada quarto de hotel dos Estados Unidos, e comentou: "Na minha opinião, isto não só estimulará as atividades do nosso grupo, mas será também um gesto elegante, em perfeita harmonia com a missão divina da Associação de Os Gideões". Esse plano foi aprovado pela Convenção, em Louisville, Kentucky, em 1908.

É interessante notar que a participação das igrejas no sustento do programa de Escrituras dos Gideões originou-se com um pastor. Dois meses após a Convenção de Louisville, houve a Convenção Estadual em Cedar Rapids, Iowa. O Secretário Nacional, Frank Garlick, veio de Chicago. Ele e o Sr. A.B.T. Moore assistiram a uma reunião do Conselho de Pastores e no final do programa, o irmão Garlick foi convidado a falar sobre o trabalho de Os Gideões. Falou da necessidade de distribuir Bíblias. Terminada sua mensagem de dez minutos, o pastor do Sr. Moore, Dr. E.R. Burkhalter, da Primeira Igreja Presbiteriana, levantou-se e propôs "que as Bíblias de Os Gideões fossem colocadas em todos os hotéis locais e que o Conselho de Pastores ficasse responsável pela provisão de fundos".

A proposta foi aprovada por unanimidade, sendo nomeada uma Comissão para estabelecer a participação financeira de cada Igreja, de acordo com as suas possibilidades. Foi assim que o ministério de Os Gideões veio a existir como um "braço estendido" da Igreja e que esta deu o primeiro passo no suporte financeiro do programa de colocação das Escrituras. A Associação dos Gideões rendeu graças a Deus pela revelação de Seu plano, pois através das igrejas locais os recursos necessários estariam assegurados.

"O que semeia, semeia a Palavra" (Marcos 4.14)

 

JOCUM – Juventude com Uma Missão – King Kid’s

Loren Cunningham é o co-fundador de Jovens Com Uma Missão (YWAM), uma família global nascida em 1960, que está sempre em expansão e já entrou em todas as nações da terra. Loren também é o co-fundador e presidente da Universidade das Nações, a universidade global da JOCUM. Desde seu início em 1978, nossa Universidade tem crescido e hoje oferece centenas de cursos e seminários.

Darlene Cunningham nasceu em Vancouver no Canadá. Desde cedo sabia que tinha um chamado especial de Deus para sua vida. Esse chamado ficou claro quando conheceu um belo jovem solteiro e cheio de visões chamado Loren Cunningham.  Após seu casamento com Loren em 1963, Darlene ajudou na fundação de Jovens Com Uma Missão.

 

MOVIMENTO ÁGAPE (Movimento Estudantil e Profissional para Cristo)

AGAPE PORTUGAL é um movimento cristão missionário. Existimos para ajudar a cumprir a ordem missionária deixada por Jesus a todos os seus seguidores – a Grande Comissão:

… Ide, fazei discípulos de todas as nações, baptizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado…”
[Mateus 28: 19 e 20]

Estamos comprometidos em mostrar a todas as pessoas como é que elas podem conhecer a Deus, experimentar realmente o Seu amor, crescer na sua fé e transmitir a outros essa vivência transformadora de forma relevante e actual. Dito de outra forma, queremos que toda a gente conheça pelo menos alguém que verdadeiramente segue a Jesus Cristo.

AGAPE – Movimento Estudantil e Profissional para Cristo existe em Portugal como associação cristã desde 1975, realizando ao longo dos anos trabalha a vários níveis e desenvolvendo ministérios específicos. A nível internacional, Agape Portugal está ligada a Campus Crusade for Christ International (CCCI), fundada nos EUA em 1951 por Bill e Vonette Bright, e ao seu ramo europeu Agape Europe. Somos ainda membros da Aliança Evangélica Portuguesa.

 

OPERAÇÃO MOBILIZAÇÃO

A OM É GLOBAL - mais de 6100 pessoas a trabalharem em 110 países.

·         A Operação Mobilização é uma organização missionária que começou há 50 anos atrás (1964), na América Central e do Norte, estendendo-se agora a mais de 100 nações do mundo, com o envolvimento de equipas de voluntários em terra e dos navios – (Logos, Doulos, Logos II) e agora, Logos Hope-se agora a mais de 100 nações do mundo, com o envolvimento de equipas de voluntários em terra e dos navios – (Logos, Doulos, Logos II) e agora, Logos Hope-se agora a mais de cem nações do mundo, com o envolvimento de equipas de voluntários em terra e dos navios (Logos, Doulos, LogosII), e agora Logos Hope.

·         A OM É UM MOVIMENTO RADICAL - O seu objectivo é ver os cristãos caminhar próximo do Senhor Jesus Cristo e, através do seu relacionamento com Cristo, fazê-Lo conhecido aos vários povos do mundo A OM É UM MOVIMENTO RADICAL - O seu objectivo é ver os cristãos caminhar próximo do Senhor Jesus Cristo e, através do seu relacionamento com Cristo, fazê-Lo conhecido aos vários povos do mundoA OM É UM MOVIMENTO RADICAL - O seu objectivo é ver os cristãos caminhar próximo do Senhor Jesus Cristo e, através do seu relacionamento com Cristo, fazê-Lo conhecido aos vários povos do mundo.

·         A OM É GLOBAL - Participantes de todo o mundo juntam-se para trabalhar em conjunto. Na maioria das nações, a liderança do movimento está nas mãos de cristãos nacionais.

·         A OM É INTERDENOMINACIONAL - Cristãos evangélicos de todas as denominações unem-se pelo amor a Cristo e pelo seu desejo de O fazer conhecido em todo o mundo.

·         OM É PARA TODOS - Apesar de Deus nos ter dado alguns especialistas em missões, a maioria de nós são pessoas comuns, que ofereceram aquilo que têm ao Senhor no Seu serviço, para a Sua glória.

·         O FOCO PRINCIPAL DA OM... são as zonas não alcançadas no mundo. Concentramos os nossos esforços no mundo Muçulmano e Hindu, mas temos também uma forte paixão por ver a Europa secular ser evangelizada. Somos um grupo de pessoas comuns com um desejo profundo de conhecer Deus e torná-Lo conhecido. Queremos retribuir aquilo que Ele nos deu, sendo usados para o Seu propósito.

·          

·         MOCIDADE PARA CRISTO

UNIÃO BÍBLICA

Em Portugal está implantada desde 1949, ano em que se realizou o primeiro acampamento bíblico para jovens. Desde essa altura a União Bíblica, como obra de Deus que é, tem-se mantido e desenvolvido com a Sua Graça e a direcção do Espírito Santo. Foi em 1949, que Deus usou o Pastor Abel Rodrigues para iniciar o ministério da U.B. em Portugal. Neste ano realizou-se o 1º campo bíblico no Carrascal, e daí até ao presente, sem interrupção.

O que é a União Bíblica É um movimento Evangélico, internacional e interdenominacional, que promove a leitura diária e sistemática da Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada. Tendo começado em Inglaterra no ano de 1867, espalhou-se por todo o mundo, exercendo actualmente o seu ministério em cerca de 140 países. Em Portugal está implantada desde 1949, ano em que se realizou o primeiro acampamento bíblico para jovens. Desde essa altura a União Bíblica, como obra de Deus que é, tem-se mantido e desenvolvido com a Sua Graça e a direcção do Espírito Santo, principalmente em duas grandes áreas de acção: Campos Bíblicos – com dois centros (Norte e Sul), abrangendo todas as faixas etárias. Edição de Notas Bíblicas diárias – para ajudar cada indivíduo a ler a Bíblia diária e metodicamente. Deste modo, tem atingido milhares de crianças, jovens e adultos, que ao longo dos anos têm frequentado os dois centros de Campos Bíblicos e/ou que têm seguido a leitura diária da Bíblia, usando as nossas edições, muitos dos quais se mantêm fiéis nas suas igrejas locais, servindo a Deus e ao seu próximo. “Lâmpada para os meus pés é a Tua palavra e luz para o meu caminho.” Salmo 119:105 A nossa vocação é levar cada indivíduo, qualquer que seja (independentemente da cor, etnia, credo, idade ou posição social), a descobrir o Único Deus Vivo e Verdadeiro, e o Seu maravilhoso plano de salvação para o ser humano, através da leitura e meditação da Sua Palavra.

 

PALAVRA DA VIDA

Alcançando a juventude com o evangelho de Jesus Cristo

1976 

Lourenço Bollback chega a Portugal acompanhado de sua esposa, Cindy, e de um outro colega, David Kelso, e começam o ministério da PALAVRA DA VIDA!

1977

Na Primavera, decorreram as primeiras campanhas evangelísticas nas três maiores cidades – Lisboa, Porto e Beja. Assistiram a esses eventos 10.000 pessoas, havendo 450 decisões por Cristo. Tem início o Programa dos Clubes Bíblicos sob a liderança de Lourenço Bollback e David Kelso, (a que mais tarde se juntaram, como obreiros, António Figueira, Daniel Darling, Manuel Martins, Cândido Pincho e Arménio Anjos.)

1978

Os Clubes Bíblicos começaram o seu programa desportivo. No primeiro ano envolveram-se 250 jovens. Até à data, mais de 9.000 jovens já tinham participado.

1980

Foi adquirida a Propriedade para o Acampamento.

1981

Teve lugar o 1º Dia Familiar e a Dedicação da Propriedade.

1983 

Início dos Acampamentos Palavra da Vida na Propriedade.

1987

Início do Instituto Bíblico Palavra da Vida.

1990

Realização da Conferência Europeia de Missões, “Euro-Youth”.

1991

Realização da 1ª Primeira Conferência Portuguesa de Missões, “IDE”.

1996

Início do ministério de Clubes Bíblicos Olímpicos, coordenado por  Élia Catarino.

1997-1998

O programa de Clubes Bíblicos, Acampamentos e Maratonas Desportivas foram mantidos sob a liderança de Lourenço Bollback (apesar de ausente), com a ajuda de Beto Tarasiuk e um esforço muito grande de toda a equipa Palavra da Vida.

1999

Lourenço e Cindi Bollback regressam definitivamente aos EUA, obedecendo à chamada de Deus para dirigir o Departamento de Evangelismo da “Word of Life International”.

1999

David e Patricia West, com seu filho Brian, chegam a Portugal para dirigir o ministério da Palavra da Vida Portugal.

2000 

Início de novas actividades: “Street Basket”, actividade evangelística, e “CD-Jovem” – Curso de Discipulado para Jovens.

2001

Chegam a Portugal Sergio e Nancy Martinez para liderar o departamento de Clubes Bíblicos e o ministério de Acampamentos.

2001

A Palavra da Vida Portugal celebra os seus 25 anos. A temporada de Acampamentos decorre a grande ritmo, envolvendo centenas de campistas e uma equipa de Manutenção que trabalha sendo discipulada. Arranque de uma nova fase de Clubes Bíblicos para Jovens. Muitos Líderes e Pastores mostram-se interessados em aplicar este novo programa às suas igrejas.

2002

Início de uma nova actividade: Primeiro Retiro Nacional para Pastores e  Líderes.

2004

Matthew e Leilani Melville chegam a Portugal para trabalhar no departamento de Evangelismo e Música.

2006

A Palavra da Vida Portugal celebra  30 anos.

2007

Matthew e Leilani Melville são chamados para tomar a responsabilidade de coordenar o ministério de Youth Reachout nos Estados Unidos.
Chegam a Portugal, para se juntar à equipa, dois casais: Horacio e Silvina Mendoza com seus dois filhos Jonathan e Maciaela, para coordenarem o ministério de Evangelismo e Desporto; e Miguel e Loida para servirem ao Senhor no Ministério com Igrejas Locais.  

 

ASPEC – Associação Profissionais e Empresários Cristãos

A ASPEC – Associação dos Profissionais e Empresários Cristãos - é uma organização portuguesa evangélica, não-denominacional, sem fins lucrativos, que apresenta Jesus Cristo como Senhor e Salvador a homens e mulheres de negócios e profissionais com o fim de motivá-los e treiná-los para que cumpram a tarefa da Grande Comissão dada por Jesus, em Mateus 28:19, 20.Historial

No dia 26 de Abril de 1983, um grupo de 12 cristãos, sócio-profissionais e empresários, juntaram-se no escritório do Eng. Philippe Mathez, com a preocupação de procurar respostas bíblicas para os desafios dos seus negócios, das suas vidas profissionais e familiares, dos seus empregados e como poderiam usar as suas empresas e os locais de trabalho para servir ao Senhor - servir para transformar o mundo dos negócios e das relações profissionais através da vivência e da defesa de uma forma exemplar nos princípios do amor, da fé, da justiça e da fidelidade no meio onde estamos inseridos. Foi nesse momento que nasceu a ideia de, em 1984, formar-se uma associação (MHCN - Movimento dos Homens Cristãos de Negócios).

A partir do ano 1995, a ideia foi alargada para todas as pessoas profissionais, de ambos os sexos, com influência nas empresas, na administração pública, no ensino, na saúde, na magistratura, nas áreas técnicas das ciências humanas e científicas, etc. e o nome foi alterado para ASPEC - Associação de Profissionais e Empresários Cristãos. O trabalho foi centralizado maioritariamente na área do Grande Porto e Lisboa, mas o Senhor chamou para se estender também às principais regiões do País.

Visão, Propósito e Estratégia/Actividades

A nossa visão é uma maravilha. Imagine-se: “Trabalho com Jesus” (ver João 12:26). Trabalho com Ele, trabalho para Ele, na Sua presença, guiado por Ele; assim o meu trabalho passa a fazer sentido porque Ele dá sentido à minha vida.  “Trabalho com Jesus” é caminho e meta simultaneamente – e, em consequência, traz a vida verdadeira!

A missão da ASPEC é:

“Encorajar e treinar crentes para trazer o Evangelho ao local do trabalho: 
- para serem uma parte activa na transformação do mundo dos negócios;
- instilando os valores bíblicos e
- fazendo discípulos.”

O seu browser pode não suportar a apresentação desta imagem. Esta actividade realiza-se principalmente nos actuais 16 Grupos Estratégicos situados em Lisboa, no Porto e em Coimbra. São os pilares do nosso trabalho. Trata-se de encontros semanais de empresários, trabalhadores por conta própria, empregados e funcionários públicos, entre muitos outros, os quais, inseridos no espírito dos fundadores do movimento e colocando questões muito práticas relacionadas com o dia-a-dia no emprego ou na vida familiar, procuram respostas nas Escrituras, discutindo-as e orando sobre elas. Neste contexto reina uma atmosfera espiritual, técnico-profissional e também evangelística.

Onde se realizam estes encontros? Não numa igreja, mas, sim, num local de trabalho, numa sala de reuniões de um empresário, no escritório de um chefe de armazém, no consultório de um conselheiro ou, não havendo outra possibilidade, num café ao virar da esquina. Os testemunhos de fé dados por um profissional ou empresário longe das igrejas, num local de trabalho, mexem com a força elementar. Existem muitas pessoas que nunca conseguiremos alcançar através dum convite para ir a uma igreja, dado que não estão dispostas a visitá-la, mas que, no entanto, não terão problemas em participar num “Grupo ASPEC”.

A ASPEC não representa uma concorrência às igrejas, pelo contrário, constitui um complemento. É uma associação não-denominacional que vive e ensina Jesus como orientador e exemplo a seguir nas nossas vidas, na sociedade, no trabalho, na família e a nível espiritual. Os membros dos grupos estratégicos experimentam um processo de amadurecimento espiritual, uma comunhão viva com profissionais e uma orientação clara em relação aos desafios a nível profissional e familiar, inseridos em valores cristãos. Cada membro é chamado a viver e a defender estes valores no seu local de trabalho e na sua vida familiar. Assim, cada grupo estratégico da ASPEC constitui um ministério transformador de acordo com o Evangelho. 

Através dos nossos jantares evangelísticos (“jantar-e”) oferecemos aos cristãos a possibilidade de participarem numa atmosfera distinta, à volta duma refeição, no decorrer do qual poderão escutar testemunhos pessoais de cristãos que têm uma ocupação relevante na vida pública, no comércio ou na sociedade. Esta iniciativa proporciona aos participantes a possibilidade de levarem convidados - os seus amigos, colegas ou vizinhos - com os quais gostariam de entabular uma conversa sobre a fé. Em consequência destes eventos, mais de mil pessoas influentes foram conduzidos à fé em Jesus Cristo nos últimos 20 anos. Os jantares em questão são organizados e realizados principalmente por iniciativa dos grupos estratégicos.

O actual caos nos mercados financeiros e nas bolsas internacionais é assustador e de consequências imprevisíveis, mesmo para os especialistas na matéria. Mesmo que ainda seja possível, a necessária solução só poderá surgir através dos governos dos países ricos e como resultado de um trabalho conjunto. No entanto, a verdadeira origem da miséria é resultado do endividamento desmedido do sistema bancário e dos lares privados nos E.U.A., na Ásia e na Europa. As pessoas vivem movidas pelo materialismo que vai muito além das suas possibilidades. Também há cristãos pertencentes a este grupo de pessoas.

Através do “Crown Ministério Financeiro” disponibilizamos às igrejas e aos membros material muito útil para a realização de seminários, através do qual, as pessoas aprenderão, de uma forma personalizada e prática:

- como Deus quer que lidemos com o nosso dinheiro e com os nossos bens;

- como nos poderemos libertar das cadeias do endividamento e, assim, voltar a encontrar paz;

- como poderemos, de uma forma simples, mas eficaz, fazer um plano das nossas despesas;

- como poderemos, em consequência, apoiar, de uma forma mais intensiva, a obra de Deus e, através disso, encontrar o verdadeiro tesouro da vida, e ainda

- como poderemos aprender algo sobre temas específicos como seguros, heranças, formas de poupança  para a formação escolar das crianças, etc.

O conceito do seminário é baseado em princípios bíblicos.  Sabia que Deus, em 15% da totalidade de todos os versículos bíblicos, dá-nos orientação sobre como lidar com dinheiro e bens? Isto representa mais do que outros temas, como por exemplo, a salvação, a santificação, etc. Deus sabe da facilidade com que cedemos às tentações de Mamon. A maneira como lidamos com o dinheiro tem um grande impacto na intimidade da nossa relação com Cristo: “Ninguém pode servir a dois senhores…” (Mateus 6:24).

A tradução dos materiais para seminários encontra-se em fase de preparação. A partir de Janeiro 2009 iremos apresentar o projecto aos membros e dar formação aos líderes dos seminários das comunidades interessadas. Acompanhem as informações na nossa página web:  www.aspec.pt  

Sob este logo a ASPEC apresenta uma série de conferências e seminários que tratam de assuntos e debates sobre o tema “Os valores cristãos no emprego, no comércio, na política e na sociedade”.  Estas conferências terão como oradores convidados personalidades nacionais e internacionais que seguem a Cristo.

O seu browser pode não suportar a apresentação desta imagem.           Este ministério dirige-se a empresários e gestores de negócios:

“À luz dos objectivos eternos de Cristo, encorajemos líderes de empresas a gerir os seus negócios e conduzir as suas vidas pessoais de acordo com os princípios bíblicos.”
A pedido de empresários que estejam interessados, convidaremos cristãos com larga experiência na gestão de negócios para, numa reunião do “Conselho Consultivo”, que se reúne mensalmente ou sempre que seja solicitado para apoiar a liderança através do necessário aconselhamento.
Não se trata de um comité executivo. Existe, sim, com a finalidade de dar um contributo importante para assegurar o futuro da sociedade. Coloca-se, ainda, à disposição da gestão das empresas para debater questões de fundo em termos de políticas empresariais baseadas em fundamentos cristãos, tomando posições de aconselhamento, de advertência e de auxílio. Às pessoas interessadas pede-se o favor de nos contactarem através do telefone 919890175.

 

 

ACEPS

A Associação Cristã Evangélica de Profissionais de Saúde (ACEPS-Portugal) foi legalmente constituída em escritura pública no dia 9 Maio de 1997 e procura ser a voz da comunidade evangélica portuguesa no âmbito da saúde, promovendo a aplicação dos princípios expressos na Bíblia às questões profissionais, morais e éticas da actualidade.


A Associação deseja incentivar os profissionais de saúde cristãos evangélicos a atingirem o nível mais elevado possível de maturidade espiritual e mérito profissional, bem como na comunicação da mensagem cristã bíblica nos seus locais de trabalho. Pretende também apoiar os estudantes cristãos da área da saúde no seu crescimento espiritual, formação académica e integração socio-profissional. Deseja, ainda, promover a publicação de literatura relevante e contextualizada sobre temas da actualidade, nas áreas da saúde e ética médica.

Uma das principais actividades da Associação é o seu Congresso Nacional, que se tem realizado anualmente desde 1996, com a participação de prestigiados oradores nacionais e internacionais.

A Associação está filiada desde 2004 na
International Christian Medical & Dental Association (ICMDA), organização que agrega Associações nacionais de profissionais de saúde cristãos de mais de 50 países, e tem tido o privilégio de receber conferencistas de renome desta Associação internacional, em vários encontros e acções de formação.

Após uma primeira década de crescimento e implementação, principalmente na comunidade evangélica, é intenção da Direcção que a Associação tenha um papel mais activo e interventivo na sociedade portuguesa, por estar consciente da sua responsabilidade e missão de integrar os princípios bíblicos e a fé cristã na actividade profissional na área da saúde.

 

 

MOTARDS

Tudo começou numa pequena vila chamada Hatfield no Estado de Arkansas nos Estados Unidos da América em 1975.
Um pastor duma igreja rural chamado Herbe Shreve comprou duas motos na tentativa de se conseguir reconciliar com o seu filho que se tinha desviado não apenas da fé Cristã mas também da sua família. Unidos pelas motos não demorou muito tempo para os dois se reencontrarem e para o filho dedicar de novo a sua vida a Deus. Decidiram então usar o seu método simples para ajudar a outros pais e filhos a se reencontrarem uns com os outros e com o Criador.
Desse pequeno inicio a CMA floresceu e expandiu-se estando hoje presente nos 50 estados Norte Americanos com perto de 1,200 capítulos.
A CMA EUA actualmente tem como Presidente do Concelho Directivo; John Ogden Sr. Através de um só departamento chamado "Run for the Son" registaram mais de 7.200.000 confissões de fé; entregaram mais de 1.300.000 Bíblias Motards; mostraram o filme "Jesus" a mais de 39.000.000 de pessoas e doaram cerca de 2600 motos a pastores e obreiros em centenas de países do Terceiro Mundo (estatísticas de 2008).
A sede nos EUA continua a ser em Hatfield/Texas onde a Associação tem um terreno com 60.0000m² com excelentes condições para retiros, campismo, conferências, igreja e tantas outras actividades.
O Pastor René Changuion, Presidente da CMA na África do Sul, é nesta altura o Coordenador de todo o trabalho da CMA a nível internacional. A sede internacional situa-se em Midrand, um subúrbio de Joanesburgo.
Um grande número de grupos motards Cristãos existentes hoje nos mais diversos cantos do mundo nasceram por multiplicação (ou divisão) com a CMA.
A CMA é sem qualquer dúvida o maior movimento motard Cristão no mundo.
Eddie Fernandes, casado com Marta Isabel e pai de duas filhas, Renée Micaela e Kayla Gabriela, todas membros da CMA, foi mordido pela febre das motos em África aos 13 anos de idade.
Quando entregou o seu coração incondicionalmente a Cristo em 1984 a CMA na África do Sul teve um grande impacto na sua vida. Tornou-se membro da Associação tendo na altura uma Yamaha XS1100. Após o seu reencontro com Jesus veio para Portugal afim de se preparar para servir a Deus. Trouxe a sua fiel Yamaha que veio a ‘falecer’ um ano mais tarde num acidente trágico na Costa da Caparica.
Entre 1987 e 1996 viveu, estudou e ministrou em diversas partes do mundo. Foi dono de umas 20 motos, a maioria Yamaha’s! Foi pastor da Igreja Evangélica de Benoni entre 1990-1996. Completou um Diploma (Portugal - 1987), Bacharelato (EUA - 1989), Mestrado (RAS - 1995) e um Doutoramento (EUA - 2008) em Teologia. Quando regressou de forma definitiva a Portugal em 1996, afim de fundar uma igreja internacional, não perdeu o sonho de começar neste país um trabalho CMA. Durante alguns anos orou a Deus para que surgisse o tempo certo mas alguns acidentes de moto impediram o processo. O Inimigo não queria ver nascer o trabalho.
O tempo certo surgiu no dia 14 de Abril de 2003 quando juntamente com o Português, Pedro Catarino, o Americano, Joel Branes, e o Alemão, Andreas Grunewald, recebeu aprovação por parte da sede internacional de iniciar o trabalho em Portugal. Pouco tempo depois formaram-se os primeiros dez prospects e a CMA Portugal foi crescendo a passos firmes e sólidos.
Para a história fica aqui registado os nomes dos 10 pioneiros da CMA Portugal: Eddie Fernandes, Pedro Catarino, Joel Branes, Delfin Júnior, Andreas Grunewald, José Barreira, Rui Pedro Matias, Paulinho Soares, Lino Gonçalves e Fernando Maceira.
Hoje, montado numa Yamaha Royal Star Venture 1300 o Eddie serve como presidente nacional esta associação que tem capitulos em Lisboa, Faro e Beja. A CMA Portugal também abriu o trabalho da CMA na vizinha Espanha.
Eddie é pregador internacional, autor, professor, pastor da igreja
www.riversideintchurch.com e um apaixonado pelas motos. Está grato a todos aqueles que, com ele, pagaram o preço para este ministério nascer em Portugal. Acredita que o melhor está para vir … a Deus toda a glória!

 

SURFISTAS

 

 

MILITARES EVANGÉLICOS

1971/72
Os primórdios deste ministério começou nos princípios da década de 70. Na Base Aérea Nº1 - OTA, um grupo de jovens militares da FAP, reuniram-se em oração e comunhão, na mata, com permissão do Comando e Capelão Padre Pedro.
1994
Em Agosto foi estabelecido um contato com a organização dos militares evangélicos do Brasil, UMCEB- União dos Militares Evangélicos do Bradsil, através do seu presidente, Maj. Médico Ref. JOSÉ ALMEIDA e esposa Mirtes, que muito encorajaram o inicio deste ministério.
Em 18 SET realizou-se o I Encontro dos MEP, no Restaurante O FRANGUINHO, tendo-se reunido 20 Militares, familiares e convidados, a quem foi apresentado o ministério dos Militares. O Major Almeida compartilhou o seu ministério no Brasil e encorajou os portugueses a prosseguir.
De 07 a 10 OUTUBRO o Major Piloto Aviador SAMUEL CÓIAS e esposa LÍDIA, participaram na Conferência Mundial da AMCF(Associations of Military Christian Fellowship) nos EUA(Virgínia Beach, Norfolk, representando os MEP e tomar visão mundial deste trabalho. A partir deste momento os MEP foram reconhecidos como membros desta Associação Mundial. 2002
A partir de 2001 um grupo de membros MEP preparam os estatutos. Mas é só em 21Nov de 2002 que os Militares Evangélicos foram oficialmente constituídos como associação. Fizeram a escritura no 14º Cartório Notarial de Lisboa e representaram os MEP os então: TCoronel Samuel Cóias; Capitão-Tenente José Moreira Pereira; Capitão João Figueiredo; Sargento-Chefe Armando Almeida; Guarda Joaquim Capelas.
2004
Em 30 de Junho de 2004 obtiveram o Estatuto de Pessoa Coletiva Religiosa.

INSTITUTO CANZION

O começo do Instituto CanZion ocorre no ano de 1994 quando um grupo de 17 jovens provenientes de diferentes cidades, começou uma jornada que jamais imaginaram teria um impacto tão transcendental nas suas vidas e na história das igrejas do povo latino ao redor do mundo. A história começa com uma inquietação partilhada pelo seu fundador Marcos Witt e a sua irmã Lorena, sobre a necessidade de músicos preparados para exercer adequadamente o seu serviço nas igrejas da Latinoamérica. Com a convicção de que essa realidade poderia ser mudada, uma equipa de pessoas tomam em mãos a tarefa de começar com este projeto educativo sob o nome de Centro de Capacitação e Dinâmica Musical AC (CCDMAC) na cidade de Durango, México. Em poucos anos, essa escola de 17 estudantes converteu-se num campus que atendia mais de 300 estudantes de diferentes partes do mundo.
Após quase uma década de existência, inquietos pela necessidade de poder servir mais estudantes e igrejas, nasce a visão de expandir o projeto a outras cidades do mundo e assim poder ampliar a acessibilidade a pessoas que não conseguiram chegar até Durango. É assim que no ano 2002, na cidade de Buenos Aires, Argentina, nasce a segunda sede do agora chamado Instituto CanZion, marcando o começo de um grande tempo de expansão, num esforço conjunto de ex-alunos em conjunto com igrejas e líderes das distintas cidades. Depois de 20 anos de trajetória, atualmente servimos mais de 5000 estudantes em mais de 80 sedes em 21 paises do mundo, com programas para crianças, adolescentes e adultos com uma educação especializada que faz a fusão da música e do ministério.
A experiência no Instituto CanZion é narrada a partir de muitas histórias que têm emergido depois de tantos anos e países. Cada sede tem as suas próprias histórias para contar. Igrejas e comunidades impactadas pela história de estudantes que abraçaram o seu potencial ao servir outros. Isto não somente o professam os próprios estudantes, mas também os pastores, lideres de igrejas, pais e companheiros dão testemunho do impacto que estes têm tido nas suas comunidades, no despertar de uma atitude de serviço juntamente com expressão de adoração autêntica e relevante. Muitos se têm destacado como músicos e cantores em diversos ministérios musicais, enquanto outros têm tomado o aprendido para desempenharem papéis como pastores e lideres nas igrejas, professores de música, professores da Bíblia e líderes de impacto em diversas organizações. Os nossos estudantes atribuem que parte fundamental do seu crescimento advém de terem sido parte de uma travessia de formação e discipulado junto a professores e companheiros de classes que serviram de catalizador e inspiração para os seus ministérios e vida em geral.
Olhando para o futuro, o Instituto CanZion continua comprometido em seguir formando e capacitando lideres relevantes ao serviço da Igreja e da sua comunidade, caracterizados por um pensamento audaz, criativo, autónomo e cooperativo, fundamentados numa relação pessoal integral, genuína e holística com Jesus. É por isso que continuamos a inovar, desenvolvendo propostas e acordos de ordem musical e espiritual, que se adicionem às sedes alinhadas com as necessidades do mundo de hoje.

 

ADONIA

Adonia Portugal é uma associação juvenil internacional, de carácter cultural e recreativo, com sede em Palmela. A Adonia nasceu na Suíça e tem sido, ao longo dos anos, uma associação em expansão.
Em Portugal, foi constituída em 2005.
Adonia tem como principal atividade a realização de Campos de Férias de cariz musical para crianças, adolescentes e jovens, dando a oportunidade a estes, durante uma semana, de ensaiarem e prepararem um musical inteiro e apresentá-lo em concerto aberto ao público.

"A música tem a capacidade de entrar no teu coração sem a tua permissão." (J.H.) A Adonia tem como missão promover, através da música, valores cristãos de forma que faça sentido à vida das pessoas, levando a um crescimento pessoal, espiritual e juntos crescemos como elementos ativos na vida de outros. Esta tem sido a motivação desde a sua fundação em 1979.

 

AGLOW

Aglow International é uma organização trans-denominacional de mulheres e homens cristãos.
Aglow está estabelecida em 172 nações, nos 6 continentes, tendo como liderança mulheres dessas nações. Estima-se que 200.000 mulheres e homens se reúnem mensalmente através dos grupos Aglow - o coração da organização.
Mais de 21.000 líderes Aglow ministram à escala mundial, nas suas comunidades.
Cerca de 17 milhões de pessoas são ministradas anualmente através dos grupos Aglow. Estes grupos oferecem estudos bíblicos, reuniões de alcance, retiros, grupos de apoio e conferências anuais.
As mulheres líderes de Aglow, através da oração e do evangelismo, oferecem dádivas de roupa, alimentos, cuidados com crianças e idosos, bem como mentoreamento de jovens.
Os grupos têm grande impacto na comunidade pelo envolvimento em trabalho nas prisões, lares de idosos, com os sem-abrigo e instituições psiquiátricas, a mães solteiras, tudo começando com o vizinho que mora ao lado.
Aglow tem experimentado um crescimento rápido nos últimos anos, incluindo as nações da Asia Central, Europa, Médio Oriente e Africa.
Na Europa, Aglow está estabelecida em 40 nações.

 

DESPERTA DÉBORA

Em Dezembro de 2003, num Congresso promovido pelos responsáveis do SEREL – Serviço para a Evangelização – o orador foi o Pastor Marcelo Gualberto, Presidente da MPC e Coordenador Nacional do Projecto Desperta Débora no Brasil. A certa altura o orador referiu o Desperta Débora
e apontou alguns materiais, que trouxera para divulgação se a oportunidade surgisse. Deus criou
a oportunidade pois a Helena Pais Martins sentiu curiosidade em ver os materiais. Entre eles estava uma agenda que foi o instrumento que Deus usou para a despertar, porque referia os alvos de oração do Desperta Débora e incluía motivos de oração pelos filhos para cada dia do mês, aspectos que ela não incluía nas suas orações por seus filhos! Com ela mais três irmãs assumiram o compromisso de oração por seus filhos: queriam ser Déboras! Longe estavam de imaginar o que Deus tinha em mente: o Desperta Débora em Portugal! Hoje o Desperta Débora é de facto um movimento Nacional. De Fafe a Faro existem grupos de Déboras, e tudo isto é obra do Senhor!

Mães de joelhos, filhos de pé!

Este é o nosso lema, porque acreditamos no poder da oração individual e conjunta, e na perseverança de cada mãe na intercessão a favor de seus filhos, por isso a nossa frase é: “Ninguém ora por um filho como uma mãe, imagine milhares orando juntas!”

O Desperta Débora é um movimento de oração. É constituído por mães cristãs que assumem o compromisso – perante o Senhor e para com os seus filhos – de orar por eles, 15 minutos por dia.
É um movimento que se alarga, como efeito de pedra lançada ao lago, pois cada Débora é presenteada com filhos de oração – crianças e jovens que “adopta” como seus para também por eles orar diariamente, tornando-se mãe espiritual dos que o Senhor trouxer à sua vida e ao seu coração.

O nosso objetivo é despertar mães a nível nacional para orarem por seus filhos; por uma juventude comprometida com Deus, que seja usada para transformar esta nação.

Por isso cada Débora ora:

1. Para que seus filhos tenham um relacionamento pessoal com Deus;

2. Para que os filhos que deixaram de andar com Deus sejam restaurados na sua caminhada com Deus;

3. Para que uma Geração Comprometida e consagrada ao serviço de Deus se torne uma realidade;

4. Para que os jovens cristãos mantenham as suas convicções nas escolas e Faculdades.

Helena Pais Martins - Nasceu em Lisboa, viveu a infância no Negage, norte de Angola, a adolescência e juventude em Luanda. Nesta cidade se deu o seu novo nascimento, aos 13 anos. Aí foi baptizada e membro da Igreja Cristã Evangélica de Luanda. Desde cedo compreendeu a soberania de Deus sobre a sua vida. Serviu-O na Igreja local
e em alguns ministérios ao longo da sua vida.  Fez curso Bíblico na Alemanha, licenciou-se em Filologia Germânica pela Universidade de Coimbra. Foi casada com José Martins 34 anos, companheiro dado por Deus, que ELE entretanto tomou para Si.
Tem dois filhos, o Pedro e a Ester.

Abraçou o ministério Desperta Débora em 2003 e o Senhor tem moldado e transformado a sua vida para a tornar uma mãe de oração. É professora do Ensino Secundário, mora em Torres Vedras, é actualmente membro da Missão Cristã Internacional.

A Associação tem uma Coordenação Nacional composta pela Coordenadora Nacional, Secretária Executiva, Coordenadores da Geração Compromisso, Comissão Organizadora de Eventos e Coordenadoras de Província, de Distrito, Cidade e Igreja.

A Coordenação Nacional é apoiada pela Direcção Nacional (composta pela Junta Administrativa, Conselho Fiscal e Assembleia Geral)

 

CULTURA

 

Arte

Música

Literatura

Corais, orquestras, solistas, grupos em termos eclesiais e seculares profissionais.

- Héber Marques

- Samuel Úria

- Pontos Negros – Tiago Cavaco

- Rúben Alves

- Pedro Lopes

- Sara Tavares

- Laura Ferreira

- Shout

 

Poesia – movimento da nova poesia evangélica com forte ligação ao Brasil em que se destacam nomes como João Tomaz Parreira, Brissos lino, Clélia Inácio Mendes… Inclusive com a produção de um manifesto por uma nova poesia evangélica.

 

INFLUÊNCIA POLÍTICA

As igrejas evangélicas defendem a separação a igreja do estado. As igrejas não se envolvem na política e não dependem do poder político nem das benesses do estado. Pugnam pela liberdade religiosa para todos desde que não ponham em causa as mesmas liberdades e garantias. Defendem a não discriminação embora aceitem a proporcionalidade da representação sociológica devidamente enquadrada e entendida, de tal modo que qualquer que seja a maioria não esmague e sufoque as minorias.

 

Os protestantes e evangélicos individuais exercem a sua cidadania que pode passar pela intervenção direta no âmbito político-partidário.

Não temos tido uma intervenção destacada neste âmbito talvez porque não temos um peso eleitoral tão significativo, embora hoje pequenos segmentos podem alterar o resultado de uma votação a nível nacional ou local.

Os cristãos protestantes e evangélicos distribuem-se pelo espetro político-partidário democrático da esquerda à direita.

 

Algumas individualidades que se destacaram:

- Dr. Dias Bravo (1935-2003) (Vice-procurador geral da República e membro do Supremo Tribunal de Justiça) – Presidente da Aliança Evangélica Portuguesa de 1993-1998 – Presidente honorário

- Carla Ladeira – Junta de Freguesia de Benfica – vereadora do pelouro da assistência social

- Dr. Fernando Loja – Presidente da Comissão de Liberdade Religiosa

 

O MANDATO CULTURAL

 

MISSÃO INTEGRAL

A participação e intervenção, a influência do cristão não se limita à esfera eclesiológica e do templo, como se fosse um novo convento ou mosteiro, mas no dia-a-dia em todas as dimensões da vida humana – familiar, profissional, de vizinhança, cultural, …