HISTÓRIA DA IGREJA CRISTÃ EVANGÉLICA

 

            Os cristãos evangélicos consideram que a sua história começa na eternidade com Deus Pai, Filho e Espírito Santo e, depois do curso do tempo, retoma esta mesma eternidade, porque a esperança futura de “novos céus e nova terra em que habita a justiça” perpassa todo o cristianismo bíblico. A Igreja de Jesus Cristo será reunida a Ele por toda a eternidade porque faz parte de Cristo como Seu corpo, do qual Ele é a cabeça. É no seio da Trindade que no princípio o homem é criado à imagem e semelhança do Criador. O homem e a mulher têm os traços de Deus. Foram criados para viverem na intimidade do Senhor do Universo.

 

Ou somos produto da matéria e da energia segundo o acaso e o acidente, e temos neles a divindade suprema que produziu tudo o que conhecemos e o que não conhecemos no infinitamente grande do universo e no infinitamente pequeno dos elementos do átmo; ou somos criação de um Deus pessoal que a Si mesmo se deu a conhecer na pessoa de Jesus Cristo. Segundo as evidências disponíveis e em fé assumimos de espírito, alma e corpo inteiros a segunda opção e não consideramos sequer a primeira uma alternativa válida. Há muita coisa que ainda não sabemos, existem muitas perguntas em aberto; mas sabemos o suficiente para acreditar em Jesus Cristo e, segundo o Seu ensino, em toda a Bíblia, como Palavra de Deus.

 

            Como cristãos evangélicos consideramos a Bíblia digna de todo o crédito, em cada um dos testamentos, na sua vertente histórica; para lá do facto essencial de ser o nosso fundamento único de fé, de doutrina e de prática. Para nós a Bíblia é inspirada, não ditada, por Deus e inerrante em todo o seu conteúdo. Palavra de Deus nas palavras dos homens. Temos uma posição claramente fundamentalista, embora esta posição não possa nem deva ser de modo algum confundida com qualquer tipo de intolerância e muito menos de terrorismo. Respeitamos todas as confissões religiosas mas consideramos que todas elas são apenas a expressão humana da busca de Deus, enquanto na Bíblia temos a revelação do próprio Deus que em carne e osso se manifestou entre nós e no qual conhecemos Deus de modo pessoal, sendo que através d’Ele recebemos a presença do Espírito Santo em nós tornando-nos templos nos quais Ele habita. Como revelação de Deus a Bíblia também nos dá uma panorâmica e análise da busca do homem por Deus ao longo dos tempos que é, em si, tantas vezes, resultado da negação do verdadeiro e genuíno ser divino. Porque o homem recusa o Deus verdadeiro inventa para si ídolos que mais não são do que a deificação da criação e nela de si mesmo. Na Bíblia Deus não é confundido com a criação nem um ser longínquo, distante e indiferente para com a humanidade que criou. No texto sagrado da Bíblia Deus é pessoal, existente em três pessoas distintas – Pai, Filho e Espírito Santo.

 

            O Criador de todas as coisas não foi apanhado de surpresa com a desobediência do homem. Desde a eternidade o plano de redenção do homem estava determinado e delineado. No Jardim do Éden Deus revelou o proto-evangelho de que da semente da mulher haveria de nascer Aquele que feriria a cabeça da serpente.

 

            A História da salvação contida no Velho Testamento é também a História da Igreja Cristã Evangélica. Deus escolheu em Abraão um povo do qual haveria de nascer o Salvador. No patriarca, segundo o decreto divino, seriam abençoadas todas as nações da Terra. A Igreja de Jesus Cristo é constituída por homens e mulheres de todas as nações, de todos os povos, de todas as línguas. Como hoje se diz ela é multicultural, mas na sua diversidade encontramos a singularidade de ser chamado pelo nome do Altíssimo, o nome que é sobre todo o nome.

 

            Desde a Mesopotâmia, passando pelo Egipto, e atravessando os grandes impérios Babilónico, Persa, Medo-Persa, Grego e Romano, chegamos à Palestina de há dois mil anos atrás, quando os anjos anunciaram o nascimento de Jesus Cristo. Ele é o fundador e o edificador da Igreja. É sobre a pedra que é Ele mesmo que a Sua Igreja, que é o Seu corpo, está sendo construída. Segundo o Seu decreto, as portas do Inferno não prevalecerão contra ela. Jesus Cristo é o cerne da Bíblia e o foco da História. Para Ele toda a História aponta e n’Ele se concentra toda a expectativa histórica da Bíblia.

 

Jesus Cristo é Deus entre nós. Deus invadiu a História e habitou neste planeta como criatura. O Criador assumiu a forma da criação e viveu entre ela sentindo todo o peso da sua queda e dando a conhecer todo o seu esplendor em obediência e dependência do Pai, na unção e no poder do Espírito Santo. Este é um mistério singular. Esta é a substância do evangelho. O próprio Deus que na Sua essência estabelece o bem e o mal, o certo e o errado, a verdade e a mentira, a vida e a morte, a santidade e o pecado; que determinou as consequêncais da queda; veio como homem, vivendo como humano, obedecendo em tudo até à morte e morte de cruz à vontade do Pai e aí satisfez a justiça de Deus para que o homem fosse perdoado. Na cruz se beijaram o amor e a justiça de forma absoluta. Todo o amor de Deus e toda a justiça de Deus estão reunidas e expressas na cruz de Jesus Cristo.

 

            Jesus Cristo, o Verbo, o Logos, o Filho de Deus encarnou, viveu entre os homens, morreu, ressuscitou, ascendeu aos céus e prometeu que voltaria uma segunda vez para encerrar definitivamente esta era e dar início a “novos céus e nova terra em que habitará a justiça para sempre”. A missão da Sua Igreja disseminada e infiltrada em todo o mundo, é tornar conhecido este plano, anunciar as boas novas do evangelho “que é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê”, admoestar os homens a reconciliarem-se com Deus e a viver em obediência aos mandamentos que o Seu edificador lhe determinou. A exigência de vida é a perfeição de mãos dadas com a graça que é o favor de Deus que nos aceita tal e qual nós somos, para que por Jesus Cristo nos tornemos como Ele é em nosso carácter.

 

            A Igreja de Jesus Cristo é católica e apostólica, mas não é romana, bizantina, greja, ocidental, oriental, americana ou africana. Na diversidade própria de cada cultura há uma unidade na Palavra e no Espírito.

 

            A Igreja de Jesus surgiu no meio de uma profunda oposição e perseguição, sem nenhuma conotação com o poder religioso e político. A Igreja cresceu e estendeu-se segundo o mandamento da Grande Comissão entregue pelo Salvador. O poder do Espírito Santo vence toda e qualquer oposição e uma a uma vão caindo todas as barreiras e obstáculos ao progresso do Evangelho. Levantam-se dificuldades internas que procuram minar a pureza da doutrina principalmente no que diz respeito à natureza triúna de Deus e da identidade divina de Jesus Cristo. Segundo a supervisão do Espírito Santo a verdade por Ele revelada na Bíblia prevalece contra todos os ataques.

 

            A constantinização da Igreja tornando-a refém do poder político e mais tarde procurando controlar o poder político e viver na dependência das suas benesses económicas, acaba por subverter a sua essência. Em vez das marcas da humildade e do serviço, passamos a encontrar a sobranceria, a opulência, a corrupção, a sede do poder, a prepotência e a violência. Em vez de uma genuína e autêntica conversão do coração a Jesus, o cristianismo torna-se nominal, cultural, mera referência sociológica. Em vez do novo nascimento em que pelo poder do Espírito se é transformado numa nova criação, em filho de Deus, passamos a ter uma adesão a uma organização de onde se pode obter vantagens económico-sociais, ou onde se escapa ao ostracismo senão mesmo a discriminação social.

 

            A Idade Média é marcada pelo obscurantismo em que a própria Palavra de Deus é vedada à leitura do povo e até dos líderes, em que o culto se transforma em ritos mecânicos dos quais a população é mero assistente porque nem sequer entende a língua em que é realizado. Introduzem-se doutrinas humanas que não têm fundamento nas Escrituras. Promove-se o sincretismo com as religiosidades e espiritualidades populares pagãs.

 

            Em todo o tempo há um remanescente que não se deixa aprisionar pelas heresias e pelos desvios da são doutrina bíblica. Vários são os percursores de uma reforma que se tornava urgente como foi o caso de John Wycliff (c. 1324-1384), de João Huss (1369-1415) e de Jerónimo Savonarola (1452-1498). Muitos deles foram silenciados pela força e enfrentaram a morte, até que Deus usa Martinho Lutero para que algumas das verdades evangélicas essenciais sejam afirmadas publicamente e produzam uma verdadeira revolução social, cultural, política e, acima de tudo e em primeiro lugar, espiritual. Só a Escritura, só a Graça, só a Fé – eis o lema da Reforma protestante ao qual se pode juntar ainda a convicção de uma Igreja sempre em reforma, ou seja, sempre na procura da verdade bíblica. Esta última tendência virá a originar novas reformas dentro da própria reforma, como é o caso da reforma radical que vem a pugnar pela separação da Igreja do Estado; pela conversão genuína identificada pelo baptismo por imersão em idade adulta para a pertença e integração na Igreja de Jesus, sem qualquer forma de coacção ou de nominalismo produzido pelo baptismo infantil; pelo pacifismo e recusa de quaisquer formas de guerras político-religiosas. Esta reforma acaba por experimentar uma forte oposição dos grupos reformados que ainda mantiveram vínculos com doutrinas e práticas existentes no catolicismo romano particularmente no que diz respeito à relação de dependência do Estado.

 

            Recorremos a uma excelente obra sobre a História da Teologia Cristã publicada pela Editora Vida, da autoria de Roger Olson:

 

“O conjunto total dos reformadores protestantes e de seus seguidores no século XVI pode ser dividido em duas categorias principais: a Reforma magisterial e a Reforma radical. Radical significa, simplesmente, ‘voltar às raízes’ e é lógico que todos os protestantes pretendiam recuperar o verdadeiro evangelho do NT, livrando-o das partes da tradição medieval que achassem que o restringiam e suprimiam. Entretanto, o grupo divergente, de reformadores protestante, mais radical do que os demais, foi classificado ‘Reforma radical’ ou simplesmente ‘protestantes radicais’ por causa de suas características comuns’. (…) A Reforma radical inclui todos os protestantes da Europa no século XVI que acreditavam na separação entre a igreja e o estado, renunciavam à coerção nas questões da crença religiosa, rejeitavam o baptismo infantil em favor do baptismo dos crentes (também chamado baptismo no Espírito) e enfatizavam a experiência da regeneração (‘nascer de novo’) pelo Espírito de Deus mais do que a justificação forense. Eles evitavam magistrados cristãos e, em geral, procuravam viver o mais longe possível da sociedade. Alguns fundaram comunidades cristãs. A maioria adoptou o pacifismo cristão e um modo de vida singelo. Alguns rejeitavam o treinamento teológico formal e os clérigos profissionais. Todos enfatizavam o viver cristão prático mais do que os credos e as confissões de fé doutrinária.” (OLSON, Roger. História da Teologia Cristã, Editora Vida, pp. 425, 426)

 

A designação  “protestante” surgiu em 1529, após a segunda dieta de Espira, onde os príncipes luteranos do Sacro Império haviam demonstrado o seu “protesto” contra as decisões imperiais que pretendiam restringir a liberdade religiosa do movimento reformista. Por sua vez o termo evangélico nasce entre os protestantes na formação da Liga Evangélica de Esmalcada – criada para defender os interesses dos principados protestantes contra o movimento católico contra-reformista liderado por Carlos V. Esta terminologia é menos agressiva do ponto de vista sociológico que entre nós sempre viu o protestantismo de soslaio, no entanto verifica-se um grande oportunismo por parte de determinados grupos que se servem dele e da sua abrangência de diversidade sem respeitarem os seus traços essenciais bíblicos trazidos de volta pela reforma e pelos movimentos de renovação que os desenvolveram e aprofundaram.

 

Os grandes lemas da Reforma que de forma brilhante sintetizam uma parte essencial do cristianismo bíblico, do evangelho de Jesus Cristo, são : Sola Gratia, Sola Fides e Sola Scriptura (somente a graça, somente a fé, somente a Escritura), que condensam três princípios segundo o qual a reconciliação e a relação do homem com Deus só podem ser alcançados por meio do favor divino e nunca por nunca ser através das obras, pela fé na obra expiatória realizada por Jesus Cristo segundo as Escrituras, única regra de fé e prática. Um dos textos bíblicos que traduz esta essência de forma contundente foi escrito pelo apóstolo Paul o aos Efésios: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.” (Efésios 2:8,9). No entanto a doutrina bíblica não desvaloriza o lugar das atitudes e das acções como resultado da salvação. É o mesmo apóstolo que de seguida escreve: “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.” (Efésios 2:10). Daí que as Igrejas evangélicas tenham como prioridade a proclamação do evangelho da salvação pela graça mediante a fé segundo a Escritura, e como consequência o ensino que visa o desenvolvimento da fé numa prática consentânea, bem como a implantação de uma acção social abrangente.

 

            Desta forma uma das características essenciais do movimento reformado protestante e evangélico é a Bíblia traduzida para as línguas vernáculas de tal forma que o povo a possa ler, analisar, reflectir, interpretar e viver de acordo com a iluminação do Espírito, procurando sempre a interpretação dentro do próprio contexto bíblico, ou seja, a Bíblia a interpretar-se a si própria. O livre exame e uma interpretação no seu contexto bíblico considerando ainda o enquadramento histórico-cultural, sem deixar que este comprometa o primeiro, sempre foi uma marca distintiva da Igreja cristã. Desde o dia de Pentecostes o impulso do Espírito foi no sentido de que as maravilhas de Deus fossem veiculadas em todas as línguas, para todos os povos em todas as geografias num genuíno movimento intercultural e multicultural. A invenção da imprensa por Gutemberg em 1456, acaba por ser, na providência divina e não por mera casualidade histórica, um instrumento decisivo na disseminação do texto sagrado. Hoje em dia a Bíblia está amplamente disponível através dos meios mais modernos de comunicação, como é o digital.

 

            O movimento espiritual saído da Reforma acaba por desenvolver-se segundo grandes linhas de força das quais se destaca a separação da Igreja do Estado, a filiação cristã ligada à experiência cristã assumida em consciência e assumida publicamente no baptismo por imersão em idade adulta em vez de uma confissão meramente nominal e cultural, uma atitude mais assumida da propagação do evangelho tanto interna como externa através de agências missionárias, um governo eclesial cada vez mais centrado na comunidade local, a santidade de vida nos valores éticos e nos costumes em intimidade com Deus, o serviço dos mais desfavorecidos, o despojamento da imagem exterior de opulência nos templos e paramentos, uma liturgia cada vez menos formal e rígida para uma celebração espontânea, uma fé não apenas racional mas também emocional e afectiva. Assim na Inglaterra da Igreja Anglicana existem desdobramentos para os puritanos, congregacionais, quacres, metodistas, anabaptistas e baptistas. Na Alemanha do luteranismo para o pietismo, morávios e irmãos. Nos Estados Unidos os pentecostais. Entre um calvinismo predeterminista radical e um arminianismo do livre-arbítrio e da liberdade humana. Claro que estes esquemas não traduzem a riqueza das dinâmicas muito mais intrincadas, sempre em busca de uma identidade cada vez mais próxima da Igreja do primeiro século também designada de primitiva, ou seja a Igreja apostólica que Jesus funda, emana do dia de Pentecostes e continua a ser edificada segundo a Bíblia.

 

            O mover do Espírito Santo continua a produzir os seus resultados na Igreja de Jesus de modo a arrebatá-la do conformismo, da estagnação, da mornidão espiritual, da subserviência e dependência do poder do Estado político-social, e numa busca intensa da santidade e da proclamação do Evangelho como poder de Deus para salvação e transformação de todo o que crê. É assim que surgem despertamentos espirituais durante os séculos dezoito, dezanove e vinte que estão na origem das principais denominações protestantes e evangélicos e que são uma acção do Espírito contrária à tendência da fossilização da espiritualidade cristã nominal. É nesta dinâmica que surgem pessoas como John Wesley (1703-1791), Jonathan Edwards (1703-1758), George Whitefield (1714-1770), Charles Spurgeon (1834-1892), Dwight Moody (1837-1899), Charles Finney (1792-1875), William Seymour (1870-1922).

 

            Se a Igreja de Jesus Cristo está a par do seu tempo pode-se também que algumas vezes o antecipa. Se a sociedade coloca desafios à Igreja, a Igreja não tem deixado de interpelar o seu tempo com os desafios sempre presentes da pessoa de Jesus Cristo e do Seu evangelho. É isto que vemos na modernidade e na pós-modernidade mais próximos de nós com a Reforma protestante e com o avivamento pentecostal. Os perigos continuam a espretar a Igreja na sua identificação com Jesus Cristo e a Igreja do primeiro século. O desafio continua a ser permanente de respeitar a Bíblia como Palavra de Deus. O liberalismo teológico que pretende desmistificar a Bíblia considerando mito tudoo que se prende com a manifestação do sobrenatural, contrariado pelo fundamentalismo que defende a inerrância bíblica, o essencial do relato bíblico da criação e nela da criação especial do homem à imagem e semelhança de Deus, da queda do homem pela desobediência e rebeldia, do pecado original que corrompeu a natureza humana, do nascimento virginal de Jesus Cristo, da Sua morte substitutiva e expiatória sem a qual não é possível ser salvo, a ressurreição corpórea, a ascenção física e visível aos céus, a realidade dos milagres na soberania divina e na fé do crente, a segunda vinda de Cristo, no juízo final, no céu e no inferno. Estes dois grupos estão organicamente identificados no Conselho Mundial das Igrejas ecuménico e na Aliança Evangélica Mundial e no diálogo inter-religioso.

 

 

 

            Em Portugal podemos considerar João Ferreira de Almeida (1628-1691)  como o reformador português, em virtude da sua tradução da Bíblia que é, sem sombra de dúvida, o maior de todos os best-sellers em termos de venda e, certamente, de leitura e influência espiritual.

 

            As primeiras comunidades protestantes são de emigrantes do norte da Europa, principalmente ingleses e os missionários que rumam a Portugal em sucessivos momentos vêm do norte da Europa (Escócia, Inglaterra, Suécia, Suíça e Holanda). Num momento subsequente é interessante a influência que vem do Brasil particularmente através de emigrantes portugueses que acabam por retornar, certamente devido à maior abertura deste aos movimentos reformados e à ausência da repressão da contra-reforma e da inquisição católica romana.

 

            Sobre o começo das denominações evangélicas em Portugal citamos a obra de Herlânder Felizardo História dos Baptistas em Portugal, na qual se lê:

 

        A primeira igreja evangélica em solo português foi a Igreja Reformada Alemã, fundada em Lisboa em 1641. Seguiram-se a Igreja Luterana Alemã, substituída pela Igreja Reformada Alemã em 1761, e a Igreja Anglicana de língua inglesa em 1871. Denominacionalmente temos a Igreja Episcopal Lusitana em 1868, a Presbiteriana em 1870, a Metodista em 1871, os Irmãos em 1877 e a Congregacional em 1880. A primeira igreja Baptista só viria a ser organizada em 1888.

 

            Referimos e citamos o livro “Os Evangélicos em Portugal da autoria do missionário em Portugal Gerald Carl Ericson, editado pelo Núcleo:

 

Em 1641 uma igreja reformada holandesa era estabelecida em Lisboa e em 1642 o rei D. João IV de Portugal assinou um tratado com Carlos I de Inglaterra através do qual os súbditos britânicos residentes em Portugal tinham garantida a sua liberdade de consciência.
        Um notável reformador português, que recebeu a sua educação teológica na Holanda e veio a ser o primeiro português a receber a ordenação para ministro do Evangelho, de seu nome João Ferreira de Almeida (1628-1691) deu o seu contributo máximo na preparação da primeira tradução do Novo Testamento para a língua portuguesa, a partir do original grego. Em 1670 a tradução estava concluída, e onze anos mais tarde foi publicada (João Ferreira de Almeida tinha nessa altura 53 anos).
        Almeida morreu antes de completar a tradução do Velho Testamento do original hebraico. No entanto, ainda conseguiu completar a tradução de Génesis a Ezequiel enquanto estava em Java. Só em 1819 é que a Bíblia foi integralmente publicada em português.
(ERICSON
, Gerald Carl. Os Evangélicos em Portugal. Núcleo , Queluz, Abril 1984, pp. 16,17)

 

A difusão de toda a série de reformas ao longo do século dezoito não veio alterar de modo sensível a situação religiosa em Portugal. Houve é certo alguns casos individuais de adopção da fé protestante. A existência de um primeiro cemitério protestante em 1774 é disso prova incontestável. Contudo, o panorama geral dessa época é francamente sombrio. Na generalidade, as pessoas não tinham acesso directo às Escrituras. Não havia liberdade de reunião para os evangélicos que compartilhassem a mesma fé. Não se levantaram vozes a defender a liberalização de reformas religiosas num sentido positivo.
(ERICSON, Gerald Carl. Os Evangélicos em Portugal. Núcleo , Queluz, Abril 1984, pp. 19)

 

O século dezanove em Portugal correspondeu a um período de iniciativa missionária, aliás como em muitas outras partes do mundo. No entanto, Portugal teve um começo muito mais lento do que a maior parte dos outros países, sobretudo por causa do ambiente de repressão religiosa herdada do passado, cujos efeitos obscurantistas perpetuavam-se ainda naquela altura.
        A Inquisição foi oficialmente extinta em Portugal em 1821. Nove anos mais tarde Almeida Garrett publicou “Portugal na Balança da Europa” em que ele claramente referiu a perda grande que Portugal sofreu em não ter um maior contacto com as influências liberalizantes da Reforma.
        As forças liberais por volta do ano de 1830 chegaram mesmo a expulsar as ordens religiosas católicas romanas e confiscaram-lhes os bens. No entanto, o país ainda não estava pronto para receber uma influência evangélica. O único trabalho digno de menção na primeira terça parte do século dezanove foi a fundação da agência da Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira (1809). Alguns agentes da Sociedade Bíblica percorreram Portugal, deixando quantidades apreciáveis de Bíblias em áreas mais ou menos afastadas da capital, como por exemplo o Alentejo. Não houve o estabelecimento de igrejas.
(ERICSON, Gerald Carl. Os Evangélicos em Portugal. Núcleo , Queluz, Abril 1984, pp. 19,20)

 

            Damos a palavra ao Dr. David Valente sobre o percursor do protestantismo português na Ilha da Madeira:

 

O protestantismo chega a Portugal com Robert Reid Kalley, médico escocês, que aporta na Madeira em Outubro de 1838. Na Madeira funda escolas primárias com o fito de ensinar a ler a Bíblia, que aliás era o livro de texto desses estabelecimentos, cria um pequeno hospital, prega o Evangelho, traduz e escreve hinos, organiza a primeira comunidade presbiteriana portuguesa e ordena presbíteros e diáconos.

Em 1843 iniciam-se as perseguições com o encerramento das escolas, com proibição de que Kalley falasse sobre assuntos de religião, com a prisão de Kalley por cinco meses e com a intimação, perseguição e prisão dos calvinistas madeirenses, uma das quais, Maria Joaquina Alves, foi condenada à morte por apostasia, heresia e blasfémia. Tal sentença foi revogada pelo Tribunal da Relação de Lisboa.

        As perseguições atingem o seu auge em 9 Agosto de 1846, data em que as forças católicas romanas estavam determinadas a erradicar de vez o calvinismo da Madeira. Nesse dia, sob a orientação do cónego Teles, a casa de Kalley é assaltada, a sua biblioteca queimada e os crentes madeirenses procurados em suas casas, espancados, perseguidos e presos. Kalley e mais de um milhar de protestantes logra escapar a esta perseguição e fugir da ilha da Madeira em barcos ingleses que se dirigiam para Trindade (no “William” fugiram 200 pessoas, no “Lord Seaton” 500, e muitas noutros barcos em Agosto, Setembro e Outubro de 1846). Ainda existem na ilha descendentes dos calvinistas de Kalley, como é o caso do irmão Jacinto Cláudio Gouveia, presidente da assembleia do Conselho Presbiteriano da Região da Madeira.

        Depois de 1846 a Igreja Evangélica Presbiteriana na Madeira entra na clandestinidade, havendo poucas informações relativas ao período entre 1846 e 1876. (David Valente -Secretário Geral da Igreja Presbiteriana; Portugal Evangélico, Novembro, Ano LXXXVII, n.º 931, pp. 15,16).

 

            O Dr. Robert Kalley, escocês nascido nos subúrbios de Glasgow e que se converteu a Cristo do agnosticismo,  membro da Igreja Escocesa Livre a seguir à sua dramática expulsão da Madeira e a um período de muitos meses na Escócia e Inglaterra, passa dois anos em Malta, viaja extensivamente na Terra Santa, passa algum tempo com os madeirenses em Illinois, por fim desloca-se para o Brasil até à sua aposentação quase vinte e dois anos depois, onde estabelece a primeira igreja congregacional e, segundo Gerald Ericson, acaba por ter contacto com os futuros fundadores do movimento dos Irmãos e as Igrejas Congregacionais em Portugal.

 

“(...) Richard e Cathryn Holden chegaram do Brasil, onde tinham representado a Igreja Episcopal da Escócia e tinhamdesfrutado da comunhão com o Dr. Robert Kalley no Rio de Janeiro. O Sr. Holden teve também a oportunidade de passar algum tempo a viajar com J. N. Darby em Inglaterra. Ora Darby ficou como o fundador doutrinário do movimento dos irmãos. Eventualmente os Holden uniram-se aos Irmãos e foram os instrumentos usados para a fundação da primeira igreja dos Irmãos em Portugal, que é agora conhecida como a Igreja das Amoreiras, em Lisboa. Isto aconteceu em 1877. (Ericson, Gerald Carl. Os Evangélicos em Portugal, Núcleo, Queluz, Abril 1984, p. 33)

 

        O trabalho do Dr. Robert Kalley no estabelecimento da primeira igreja congregacional no Brasil continua a assumir um lugar de relevo nas conversas mantidas com os pastores congregacionais portugueses. A igreja-mãe dos congregacionais, a “Igreja Fluminense” no Rio de Janeiro organizou a Missão Evangelizadora do Brasil e Portugal vinte e quatro anos após o derradeiro ano de ministério do Dr. Kalley nessa igreja. Muito embora a data dessa missão (1890) seja remota, há no entanto na geração actual dos obreiros congregacionais alguns que beneficiam do seu apoio financeiro depois de 1947. (...) A primeira igreja verdadeiramente Congregacional em Portugal foi fundada em Lisboa (Calçada do cascão) por volta de 1880. Dez anos mais tarde a recém-formada Missão Evangelizadora do Brasil e Portugal decidiu enviar o seu presidente honorário, Henry Maxuell Wright, logo de seguida em visita a Portugal (...). (ERICSON, Gerald Carl. Os Evangélicos em Portugal. Núcleo , Queluz, Abril 1984, pp. 38)

 

Sobre o metodismo colhemos os seguintes dados a respeito do seu início:

A origem da Igreja Metodista em Portugal resultou do testemunho de dois leigos ingleses, Thomas Chegwin, em 1854, e James Cassels, dez anos mais tarde. Ambos foram responsáveis pela iniciação de pequenos grupos no estudo bíblico e na oração, adoptando o modelo criado por João Wesley no seu sistema de classes.

 

Em 1868 foi construída a primeira capela Metodista em Vila Nova de Gaia, onde se celebraram os primeiros baptismos infantis e cultos de Sagrada Comunhão. O crescimento do Metodismo, sob a liderança de Cassels, tornou-se evidente e sucessivos apelos foram dirigidos à Sociedade Missionária Metodista, de Londres, solicitando o envio de um missionário para orientar este trabalho. O pedido acabou por ser atendido e um jovem ministro, Robert Hawkey Moreton, foi enviado em 1871.

 

            A génese dos baptistas em Portugal está ligada à famíia Jones de naconalidade inglesa: William Jones (1762-1846), Joseph Jones (1789-1868) e Joseph Charles Jones (1848-1928). Este último é o fundador da primeira igreja baptista em Portugal, segundo escreve Herlânder Felizardo: “Jones realiza os primeiros baptismos a 6 de Setembro de 1888, organizando-se nesse mesmo dia uma Igreja Evangélica ‘Baptista’ de comunhão aberta, sendo eleito líder.” (História dos Baptistas em Portugal, Cebapes, Lisboa, 1995, pp. 11,12). O seu pai Joseph Jones “foi uma figura proeminente na vida mercantil na cidade do Porto, dado que foi um dos fundadores da Associação Comercial em 14 de Outubro de 1834, fazendo parte da primeira e subsequentes direcções, como um de entre quatro directores, conforme atestam documentos aí arquivados e a placa ao centro no primeiro lanço da escadaria do Palácio da Bolsa. (...) serviu igualmente no quadro de directores duma Companhia de Seguros “Douro”, e no Banco Comercial no Porto, fundado em 13 de Agosto de 1835. Ainda fez parte d Direcção da Assembleia Portuense, à qual pretendia dar impulso à Civilização Nacional, seguindo o exemplo que apra tal fim davam as Nações da Europa.” (Idem, p. 9)

 

            A presença de evangélicos na cultura, na assistência social, na educação, nos negócios, na política, enfim na vida social é, desde as suas origens, muito marcante e notória. Nems empre tem sido registada e destacada como deveria, faltam estudos publicados sobre a matéria, mas isso não anula o facto em si.

 

            As Assembleias de Deus em Portugal decorrentes do Avivamento Pentecostal na Rua Azuza nos Estados Unidos no início do século XX, surgem pela instrumentalidade de portugueses emigrados no Brasil, onde têm contacto com o despertamento espiritual que então já produzia o seu impacto na América do Sul e na Europa. Da revista Novas de Alegria reproduzimos uma breve síntese:

 

O Movimento Pentecostal Português está ligado, no início, ao do Brasil nas pessoas dos missionários [suecos] Daniel Berg e Gunnar Vingren. Entre os primeiros 18 crentes da primeira Assembleia de Deus, na cidade de Belém do Pará, encontrava-se o português José Plácido da Costa, que regressou à sua pátria, em 1913, para testificar de Jesus.

Em 1921 outro português é enviado do Brasil com sustento da Suécia. Trata-se do pastor José de Matos, que percorre o nosso país de Norte a Sul estabelecendo contactos e fundando igrejas no Algarve e nas Beiras.

Entretanto chega à cidade do Porto o missionário Daniel Berg, o qual se junta ao irmão José Plácido para estabelecerem as Assembleias de Deus no Norte de Portugal, cooperando com eles o missionário Holger Bãckstrõm.

Em Lisboa, aonde o Movimento havia posteriormente de tomar maiores proporções, a Obra foi principiada no ano de 1932 pelo missionário sueco Jack Hardstedt, para o que alugou uma velha capela católica, deixando a igreja 5 anos depois com 18 membros em comunhão. Depois dele vieram os missionários Samuel e Lina Nystrom que continuaram até aos fins de 1938 deixando os seus lugares aos missionários Tage e Ingrid Stahlberg com uns 70 membros arrolados. Além da sede havia dois pontos de pregação, um na Capital e outro nas cercanias.

Mais tarde os doutores Bowkers, missionários ingleses, aceitaram o testemunho pentecostal e abriram trabalho em várias terras. Os missionários Ernesto Newman e esposa chegaram da Escandinávia para colaborarem também na Vinha do Mestre. O objectivo dos missionários sempre foi abrir igrejas locais autónomas e livres de qualquer influência estrangeira, estabelecendo um trabalho totalmente português, para o qual Deus levantou obreiros aptos para o executarem. E assim a obra desenvolveu-se por todo o País.

Tiveram grande influência no sentido da unificação deste Movimento as convenções anuais, que começaram em 1939, onde todos os pregadores se reúnem para tratar de assuntos vitais da Obra do Senhor. As Escolas Bíblicas que se seguiram imediatamente têm continuado a ser um viveiro para novos obreiros e cooperadores. Mais tarde fundou-se um Instituto Bíblico donde têm saído Missionários, Evangelistas, Pastores e outros colaboradores para a grande Seara.

A revista “NOVAS DE ALEGRIA”, cujo primeiro número saiu em Novembro de 1942, tem contribuído de forma bastante positiva para uma união entre as igrejas, as quais, sem alguma autoridade suprema para as dirigir, vivem na comunhão do Salmo 133. O Movimento possui o hinário “Cânticos de Alegria” com mais de 500 hinos. Além de livros e periódicos, também edita e adquire cerca de um milhão de folhetos anualmente para distribuição gratuita.

Onde a cooperação das igrejas se mostra mais íntima é no que concerne à Missão interna e externa. Evangelistas, na Metrópole, são auxiliados pelo Fundo Nacional da Missão, e têm sido enviados missionários para os Açores, Madeira, Angola e S. Tomé, como também para o longínquo Timor, e, ainda, para as colónias de Portugueses no Estrangeiro, sustentados pela cooperação das igrejas locais, com o resultado de milhares de almas para o Senhor. É também notória a obra social que, além da assistência beneficente das igrejas locais, conta com duas Casas de Repouso para pessoas idosas e um Orfanato. Por intermédio das Escolas Dominicais, milhares de crianças são instruídas na Palavra de Deus. Outros departamentos de correspondência são os do Programa Radiofónico, do Correio Áureo e da Comissão de Distribuição de Literatura.

Pela rádio do Continente e do Estado de Angola, a mensagem pentecostal faz-se ouvir semanalmente por gente de variadíssimas raças. O Instituto de Correspondência Internacional, com sede em Madrid, tem entre os seus alunos 26 000 portugueses. Não obstante tudo o que há tem sido feito no nosso meio, cremos estar apenas no início de uma Obra gigantesca que Deus quer realizar entre o povo português.

Resta informar que, em 1971, foram baptizados e agregados às igrejas locais mais de 700 novos crentes, perfazendo um total de 7300 membros em comunhão. Se multiplicarmos esta cifra pelo número de componentes das respectivas famílias e outros crentes interessados, verificamos não ser pequeno o quantitativo dos pentecostais na Metrópole. Trinta e cinco igrejas locais, com cerca de 300 congregações, são servidas por 60 pastores e evangelistas que dedicam todo o seu tempo à Obra do Senhor. Cooperam com eles 200 Anciãos, Evangelistas, Diáconos e Auxiliares. Em 150 Escolas Dominicais estão a ser doutrinadas mais de 5000 crianças. No Sul de Moçambique existem mais de 16 000 crentes de cor, e em Angola 10 000. (NOVAS DE ALEGRIA; Novembro 72; pág. 10)

 

            Na página 10 do suplemento sobre a Igreja Evangélica em Portugal, saído em O Primeiro de Janeiro de 11/11/2006, declara o pastor Manuel Joana a certa altura da entrevista: “Estas Assembleias nasceram de uma obra espontânea e simples e, ao longo dos anos, foram crescendo e desenvolvendo-se. Têm mais de 150 obreiros com dedicação exclusiva à obra [de Deus] e ainda algumas centenas de presbíteros, diáconos e cooperadores que ajudam a Igreja nos quase 500 lugares de culto espalhados pelo país. Toda esta organização e este número de elementos são necessários para acompanhar e ajudar os cerca de 20 mil fiéis que, semanalmente, se dirigem aos locais de culto e também os 60 a 70 mil simpatizantes que, levados por familiares e amigos, frequentam as congregações.”

 

            É nesta família denominacional e a partir da Assembleia de Deus em Lisboa, fundada no ano de 1932 pelo missionário sueco Jack Hardstedt, que surge a Assembleia de Deus Pentecostal em Benfica, membro da Aliança Evangélica Portuguesa com o número ..., desde o ano de ... e que se tornou autónoma com estatutos próprios em 1999. A sua história desenvolve-se no capítulo seguinte.

 

            A Aliança Evangélica Portuguesa, “uma associação que congrega e representa a quase totalidade das igrejas evangélicas em Portugal, foi organizada em 1921 sob a liderança do seu primeiro presidente, Eduardo Moreira, muito embora o seu estatuto só tivesse sido obtido em 1935”, conforme se lê numa brochura editada pela mesma. Na mesma obra publicada no mandato do pastor Moisés Gomes (1999-2001), se refere ainda que “a comunidade evangélica, com um número de fiéis directamente envolvidos nas igrejas da ordem dos 250.000, exerce a sua influência num universo de 500.000 pessoas, tem cerca de 1.500 locais de culto espalhados por todo o Continente e Ilhas, possui cerca de 900 ministros de culto e outros líderes, conta com cerca de 2.000 quadros superiores, socio-profissionais e empresários, possui 12 escolas de ensino teológico, conta com mais de 63 instituições de acção social, tem 132 turmas a funcionar em 63 escolas públicas da disciplina de Educação Moral e Religiosa Evangélica, tem dois programas televisivos, sendo um bi-semanal, no canal 2 da RTP , “A Luz das Nações” e o outro, “Caminhos”, transmitido ao 3º domingo de cada mês e exerce muitas outras actividades ligadas à promoção da fé cristã evangélica, à salvação dos portugueses e à valorização da vida humana”.

 

 

Sam uel R. Pinheiro

www.samuelpinheiro.com

 

 

 

Bibliografia

 

ERICSON, Gerald Carl.Os Evangélicos Em Portugal. Núcleo. Queluz. 1984.

FELIZARDO, Herlânder Felizardo. História dos Baptistas em Portugal. Cebapes. Lisboa. 1995.

OLSON, Roger . História da Teologia Cristã. Vida. S. Paul o. 2001.

TESTA, Michael P. O Apóstolo da Madeira. Igreja Evangélica Presbiteriana de Portugal. Lisboa. 2005.